2° Festival do Cordeiro à Moda de Monção

Comunicado de Imprensa
2° Festival do Cordeiro à Moda de Monção

Certame gastronómico dedicado aquele prato típico de Monção realiza-se nos dias 9, 10 e 11 de outubro com a participação de 23 restaurantes do concelho e uma programação complementar dirigida a vários públicos. No espaço multiusos, localizado na Praça-Deu-la-Deu, está prevista animação de rua, workshops de tradições, noite de fado, baile, visitas ao centro histórico de Monção, demonstrações culinárias e tertúlias gastronómicas. 

A Câmara Municipal de Monção promove o 2º Festival do Cordeiro à Moda de Monção nos dias 9, 10 e 11 de outubro com a participação de 23 restaurantes do concelho e um programa complementar que prevê animação de rua, workshops de tradições, noite de fado, baile, visitas ao centro histórico de Monção, demonstrações culinárias e tertúlias gastronómicas.

 Nesta iniciativa gastronómica, apoiada pela Associação Comercial e Industrial dos Concelhos de Monção e Melgaço e a EPRAMI, os restaurantes participantes, devidamente licenciados na categoria de restauração, prometem confecionar aquele prato tradicional com qualidade, requinte e genuinidade, apresentando-o em pequenos alguidares de barro com uma inscrição alusiva ao certame.

 No primeiro dia, sexta-feira, pelas 20h00, decorrerá animação de rua com o Grupo de Gaitas e Cantares da Portela e o Grupo de Bombos “Os amigos de S. Pedro de Merufe”, seguindo-se, pelas 21h30, no Museu do Alvarinho, a apresentação da nova linha de merchandising do Município de Monção. Pelas 22h00, noite de fado com Ana Pinhal.

 No dia seguinte, sábado, a manhã do Espaço Multiusos, com início às 10h00, engloba um workshop de tradições para público infantil, a demonstração culinária do Cordeiro à Moda de Monção com o chefe Rui Ribeiro, a professora Maria do Carmo e a presença do conhecido chefe Hélio Loureiro. No período matinal, estão igualmente previstas visitas orientadas ao centro histórico de Monção.

 A hora do almoço, entre as 12h30 e as 14h00, faz-se ao som do Grupo de Concertinas “Os Magníficos” e o Grupo de Cavaquinhos “Flores da Terra”. Pelas 15h00, tem lugar mais um workshop de tradições, desta vez destinado ao público em geral, seguindo-se, pelas 16h00, o ateliê culinário infantil “Mini Hambúrguer de Cordeiro”, com o chefe Rui Ribeiro e a professora Maria do Carmo.

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 Pelas 17h30, realiza-se uma tertúlia moderada por Tito Couto com as presenças de José Cordeiro (gastronomia), Sara Covas (alimentação/saúde), Agostinho Peixoto (turismo) e Diego Dias (pastorícia). Entre as 20h00 e as 21h30, regressa a animação popular com o Grupo de Bombos de Pias e a Rusga “Amigos de Merufe”. O dia termina com um baile abrilhantado pelo “One Grupo Trio”.

 No domingo, o dia abre pelas 10h00 com workshop de tradições para o público infantil, continuando, pelas 10h30, com visitas orientadas ao centro histórico de Monção e, pelas 11h00, com a demonstração culinária “Barrigas de Freira”, pelo chefe Rui Ribeiro e a professora Maria do Carmo.

 O programa de animação completa-se com atuações de rua a cargo do Grupo de Bombos de Abedim e do Grupo “Os Cantares do Alvarinho”, entre as 12h30 e as 14h00, e workshop de tradições para o público em geral, entre as 15h00 e as 17h00.  

 Assumindo a promoção dos recursos endógenos e diferenciadores do concelho como uma das estratégias do executivo monçanense, este certame gastronómico tem como finalidade a manutenção da qualidade e a garantia da genuinidade deste prato com história e tradição no concelho de Monção.

 Inicialmente associado ao consumo familiar em dias festivos, o Cordeiro à Moda de Monção, de arroz pingado e com nome ousado “Foda à Monção”, tornou-se, desde há vários anos, uma referência na gastronomia monçanense. O processo de certificação, em fase final, garantirá a qualidade e autenticidade deste prato obrigatório no roteiro gastronómico local. 

 “Ó Maria, já meteste a foda?”

 A confeção deste prato em alguidar levado ao forno de lenha não só recupera o saber dos nossos antepassados como lhe adiciona um pouco de arte, carinho e profissionalismo das atuais cozinheiras. O nome artístico, digamos assim, reflete bem o caráter afável e bem-disposto dos monçanenses. Reza a história que:
“Os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando os levavam para a feira queriam vendê-los pelo melhor preço e, para que parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água.

Na feira, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos. Os incautos que não sabiam da manha compravam aqueles autênticos “sacos de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: “que grande foda!”

O termo tanto se vulgarizou que o prato passou a designar-se, localmente, por Foda à Moda de Monção. De tal modo que é frequente, pelas alturas festivas (Páscoa, Corpo de Deus, Senhora das Dores e Natal ou Fim de Ano) ouvir as mulheres: “Ó Maria, já meteste a foda?”

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Nuvem do Minho
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