25 de Abril de 1974: Portugal consegue reaver os Direitos Humanos

A dimensão multicultural dos Portugueses, após a Revolução dos Cravos, como que se reforçou no mundo, agora com princípios, valores e sentimentos renovados, eventualmente, compagináveis com uma mentalidade universalista, pós-moderna que, em muitos países sociáveis, tal como em Portugal, releva de uma Civilização Ocidental humanista-cristã, muito embora, igualmente, aberta e dialogante com outras religiões moderadas.

A Revolução dos Cravos, que também poderíamos designar de “Cetim”, – para não repetir o vocábulo “Veludo”, utilizado por Vaclav Havel, aquando da Revolução, não belicosa, de 1989 na antiga Checoslováquia -,  é hoje um bom exemplo de um povo culto, calmo e nobre como são os Portugueses, que bem podem orgulhar-se dos seus militares, libertadores de um regime inaceitável, que não respeitava os Direitos Humanos, por mínimos que fossem, principalmente, aqueles que se reportavam à liberdade de expressão político-ideológica.

Comemorar, com pompa e circunstância, a Revolução dos Cravos, em Portugal, será sempre um tributo merecido, não só aos militares que correram graves riscos, quer nas suas carreiras profissionais e, até, possivelmente, na vida física, como também prestar uma homenagem ao povo anónimo que, serena e civicamente, se juntou e apoiou os promotores da Revolução.

E se feridas ainda existem, e é natural que sim, designadamente, nos Portugueses que escolheram as então colónias para trabalharem, viverem, educarem os seus filhos, e terem um futuro tranquilo e que, de repente, se viram obrigados a fugir, para a então Metrópole, ou para outros países, aqui se destacando o Brasil como o grande país irmão, acolhedor de milhares de irmãos lusitanos, sendo despojados dos seus bens, que nunca nenhum governo, em Portugal, e/ou nos novos países, os ressarciram destes prejuízos tremendos.

Esta será, talvez, a parte menos positiva da Revolução, mas também se compreende que, à época, não seria possível fazer muito melhor. Afinal, os Portugueses, oriundos das ex-colónias, acabaram por se reintegrarem na sociedade nacional e: muitos deles, recomeçaram uma nova vida, com mais ou menos empreendimentos, criando, inclusive, postos de trabalho; outros, foram recolocados no aparelho do Estado, bancos e grandes empresas multinacionais. A resiliência destes Portugueses foi outro exemplo que muito nos honrou e correu mundo.

Decorridas cinco décadas, após o dia das “Flores Revolucionárias”, em Portugal, constata-se que o país vive um clima de grande desenvolvimento: de avanços significativos na área da investigação científica; em todos os domínios da tecnologia e da ocupação de cargos importantíssimos a nível mundial, chegando, na circunstância, indicar que uma das mais elevadas posições políticas mundiais foi assumida, recentemente, por eleição e aclamação, por um ilustre Português, refira-se, o cargo de Secretário-geral das Nações Unidas a partir de 01 de janeiro de 2017, que se mantém com o mesmo cidadão português É uma grande honra, um privilégio para Portugal, que assim reforça a sua importância, influência e respeitabilidade, num mundo tão complexo.

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Portugal recuperou a democracia perdida há décadas, e hoje é admirado em todo o mundo, porque sabe fazer bom uso deste valor supremo, na medida em que: «Manter viva a realidade das democracias é um desafio deste momento histórico, evitando que a sua força real – força política expressiva dos povos – seja removida face à pressão de interesses multinacionais não universais, que as enfraquecem e transformam em sistemas uniformizadores de poder financeiro ao serviço de impérios desconhecidos. Este é um desabafo que hoje vos coloca a História.» (FRANCISCO, 2016:79).

Infelizmente, Portugal e o mundo em geral, Têm lutado, desde um de março contra um inimigo invisível, que tem dizimado milhões de vidas, infetado muitos mais milhões. Atravessamos uma das maiores pandemias do último século, na qual o vírus COVID-19 e suas variantes, não têm dado descanso em Portugal, aos investigadores, diversos especialistas, partir de dois de março de 2020. Atualmente, terceira década do século XXI com a descoberta de várias vacinas, já se debelou a terrível “pandemia”.

A vitória sobre o vírus COVID-19 também se ficou a dever à «Autoproteção. Vamos vencer o vírus. Cuidem de vós. Cuidem de todos». Cumpram, rigorosamente, as instruções das autoridades competentes. As “benditas” vacinas começaram a chegar. Acreditemos nos Investigadores, na Ciência, na Tecnologia e instrumentos complementares. Agradeçamos, a quem, de alguma forma, está a colaborar na luta contra a pandemia, designadamente o “Pessoal da Linha da Frente”. Estamos todos de passagem, e no mesmo barco.  Aclamemos a VIDA com Esperança, Fé, Amor e Felicidade. Tenhamos a HUMILDADE de nos perdoarmos uns aos outros»

 

Bibliografia:

PAPA FRANCISCO (2016) Todos os Dias com Francisco. Prefácio, Padre Vitor Melícias. Seleção e Organização, Helder Guégués. Lisboa: Guerra & Paz, Clube do Livro.

 

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