AMIR vive para e com os sócios

AMIR

 A AMIR, Associação Moledense de Instrução e Recreio, situada na freguesia de Moledo do Minho, com sede no Centro Cultural da mesma freguesia, sempre foi uma colectividade de referência no concelho de Caminha. Quer pelas suas actividades culturais e dinamismo, no campo da música e até no teatro. No entanto, e tal como acontece um pouco por todo o concelho, o associativismo já não é o que era! A vida financeira não é nada fácil e por mais que as direcções possam fazer, parece que os sócios pouco ou nada vivem o associativismo.

Será a mudança dos tempos? A resposta não é consensual, mas existe a vontade de mudar o rumo da situação, como é o caso da AMIR.

Neste momento, esta colectividade tem mais de 1200 sócios inscritos, desde jovens aos adultos, mas destes somente 400 têm as suas quotas em dia. Como sabemos, este é um dos meios que a associação dispõe para angariar dinheiro para as actividades e despesas correntes. Este foi o número que a direcção melhorou porque menor era o número de sócios pagantes. José Paulo Ribeira não tem a menor dúvida que a AMIR, e tal como o nome indica é «para os moledenses», mas também «recebe  gente dos concelhos limítrofes e de outros locais.» Fica a tristeza, porém, quando se verifica que «a população de Moledo não se envolve com as actividades e é preocupante», salienta José Paulo Ribeira. Este dirigente é da opinião que as associações deveriam ser dotadas de «mais autonomia» e «capacidade para produzir mais eventos o que retiraria essa preocupação ao  município». Fica o recado!…

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Quando a actual direcção assumiu a sua responsabilidade, confrontou-se com uma associação praticamente em falência associativa, mas apesar deste obstáculo os membros da mesma consideraram que a «auto-gestão» não podia ser o futuro da associação, a mesma que nos tempos de criança foi o marco das suas vidas, quer no campo da música e teatro. Assim, e tal como nos mencionou José Paulo Ribeira, actual presidente da AMIR, o primeiro passo foi ‘lavar a cara´ da instituição», isto é, «reactivar o espaço físico». E para início o trabalho foi árduo, necessário foi renovar os balneários, o bar e o palco existente, entre outras áreas da sede, sendo objectivo tornar o espaço «mais funcional.»

Primeiro passo dado, e o caminho era voltar a ter os sócios a disfrutar da sua colectividade, e a direcção foi activa e dinâmica criando os mais diversos eventos, alguns com surpresa no seu desenvolvimento e outros mantendo a insatisfação por não ver os sócios a participarem.

Vamos a exemplos concreto: reactivação do Clube de Pesca Desportiva. Tendo a AMIR realizado anualmente, desde 1991, um concurso de pesca e havendo a proposta de dois sócios para o voltar a realizar, a direcção foi receptiva e o evento aconteceu o 1º Master de Pesca Moledo do Minho. Assim, neste ano realizou-se o evento «benéfico e com alguma surpresa», foi como o classificou José Paulo Ribeira, pelo seu êxito que levou à participação de 80 atletas , em equipas duplas e com um prémio que envolveu cerca de 1000 euros em dinheiro e material. Assegurado. Ee já se prepara a próxima edição.

No campo da música, também, esta direcção dinamizou e vai continuar a fazê-lo. No respeitante à Escola de Música, criada em 1990, e que foi a base do ensino de muitas crianças, teve os seus altos e baixos, mas vai regressar em pleno. A direcção já estabeleceu um protocolo com uma empresa que vai voltar a leccionar aulas de música na AMIR. E, segundo, nos  foi revelado, poderá mesmo arrancar no mês de Outubro.

Na música, e porque Outubro é o mês dela, a direcção avançou com um evento pautado por diversos concertos e em diversas áreas.  Devido à dimensão do mesmo a associação contou com o apoio da Câmara Municipal de Caminha. «Quando se cria um evento é na perspectiva de lhe dar continuidade e em crescendo», salienta José Paulo Ribeira, mas apesar do «impacto do mesmo e dos nomes da música que estiveram presentes» este ano vai regressar mas em outros moldes por questões financeiras e porque até ao momento não chegou nenhuma proposta por parte do município em dar continuidade ao «Outubro o mês da música». Por si só, a AMIR não tem capacidade financeira para o suportar sozinha. Assim, o mês da música será assinalado com um ou dois concertos, na perspectiva que possa depois continuar e regressar às dimensões do primeiro.

Na música, neste momento a direcção criou o que designa por «jam sessions» e que acontecem todas as primeiras 6ª feira de cada mês. Aqui poderá assistir a momentos únicos, havendo sempre um artista convidado e a noite continua com inúmeros improvisos em cada músico. Assim que o entenda, só tem de tocar!

No respeitante ao teatro, actividade que também marcou a vida desta associação, ele continua a existir. No entanto, actualmente só tem uma actividade anual sendo a representação da «Serração da Velha. Por diversas razões este sector diminuiu a sua actividade, mas haja gente que queira voltar a reactivá-lo e a direcção promete acarinhar e apoiar.

Com a nossa visita à Associação Moledense de Instrução e Recreio, ficamos com toda a certeza que vontade de trabalhar e criar actividades e eventos não faltam à actual direcção. Que haja apoios e um viver por parte dos sócios para a vida da associação e ela continuará a ser uma referência. A AMIR está para os sócios e com eles!

 

AMIR E A SUA HISTÓRIA

Fundada em Janeiro de 1933, inicialmente com o nome de GRUPO MOLEDENSE DE INSTRUÇÃO E RECREIRO, esta coletividade legalizou a sua existência e adquiriu a sua personalidade jurídica no momento em que, nos termos do disposto pela lei de 14 de Fevereiro de 1907, efetuou o seu registo oficial no Governo Civil de Viana do Castelo, no dia 30 de Setembro de 1933, passando definitivamente a designar-se ASSOCIAÇÃO MOLEDENSE DE INSTRUÇÃO E RECREIO –– A.M.I.R.

A coletividade sempre teve a sua sede social na freguesia de Moledo, não dispõem de instalações próprias, ocupando, desde a sua fundação, um edifício alugado situado na Av. Dantas Carneiro, sendo que, na atualidade desenvolve a maior parte das suas atividades nas instalações do Centro Cultural de Moledo.

Desde a fundação e ao longo dos 75 anos de existência, esta Associação tem desenvolvido uma vasta atividade distribuída por quatro grandes áreas de intervenção sócio-cultural, nomeadamente: – Área Recreativa; desportiva; cultural , assistência / beneficência.

De salientar, ainda, que esta colectividade proporcionou um  Serviço de assistência médica a sócios e população em geral entre 1956 e 1968.

A AMIR, na sequência do Contrato Programa assinado com ME/GETAP em 22 de Outubro de 1990 e nos termos do Dec. Lei nº26/89 de 21 de Janeiro, desempenhou, até 1999, as funções de Entidade Promotora da Escola Tecnológica Artística e Profissional de Caminha, ETAP.

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Nuvem do Minho
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