Antigas casas florestais ao abandono no PNPG

Portas estroncadas, janelas esventradas, vidros estilhaçados, tetos estripados, telhas escacadas, paredes conspurcadas, lixo atolado, “WC” improvisado… Eis o cenário desolador que se avista na Casa Florestal do Arieiro (em Soajo), uma das antigas casas dos guardas florestais no “coração” do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

O património que outrora alojava os guardas florestais e respetivas famílias está literalmente ao abandono e em ruínas no PNPG, em plena Reserva Mundial da Biosfera. Pela serra, em baldios adjacentes à estrada, encontram-se vários imóveis, há muito tempo transformados em autênticos pardieiros. Em tempos idos, a enorme mancha que cobre o único parque nacional era monitorizada e fiscalizada pelos “inquilinos” destas casas florestais. Mas, atualmente, fora os visitantes de circunstância e os criadores de animais, o único sinal de vida nestes montados, abençoados por paisagens de cortar a respiração, está resumido ao gado errante, que ainda é fonte de sustento para muitas famílias.

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Recorde-se que a desativação das casas florestais, há cerca de 25 anos, levou este valioso património à sua progressiva degradação, estando atualmente na posse do Estado. Por isso é que os municípios e as juntas de freguesia, apesar das diligências efetuadas em vários centros de decisão, até à data, nada conseguiram fazer para mudar o destino dos imóveis.

De resto, a “devolução” deste património às entidades locais, sem a necessária dotação de meios financeiros, não resolverá, de forma substancial, o problema, pois a recuperação das casas, para posterior reconversão das mesmas, será em todo o caso uma operação bastante onerosa. E sem garantias de retorno, porque este território de montanha está cada mais despovoado…

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Nuvem do Minho
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