Antigos combatentes da Guerra do Ultramar do concelho de Caminha homenageados em Vila Praia de Âncora

Como vem sendo tradição, no passado dia 10 de Junho, Dia de Portugal, realizou-se na Praça dos Combatentes em Vila Praia de Âncora uma cerimónia significativa neste ano em que se comemoram os 50 anos do Fim da Guerra do Ultramar.

Do programa, constou o hastear solene da Bandeira Nacional pelo Antigo Combatente Licínio Macedo, acompanhado ao som do instrumental do Hino Nacional desta vez cantado por Raquel Ribeiro.

Seguiu-se a Evocação dos Antigos Combatentes feita pelo Antigo Combatente Manuel Amial.

De seguida, foi feita homenagem aos oito Antigos Combatentes falecidos na Guerra do Ultramar, sendo um da Marinha, seis do Exército e um da Força Aérea, ao toque do sino e ao som da música instrumental Vangelis, tendo sido referidos os seus nomes, por armas, postos militares, datas de falecimento e freguesia a que pertenciam, na voz de Raquel Ribeiro:

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Armada (1)

– ANTÓNIO DOMINGUES ABREU, 2.º Grumete, falecido na Guiné em 1963.08.08, Freguesia de Moledo;

Exército (6)

– ADRIÃO FERNANDES FERREIRA, 1.º Cabo, falecido em Angola em 1965.01.08, Freguesia de Arga de Cima;

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

– ANTÓNIO DA CUNHA FRANCO, Furriel miliciano, falecido em Angola em 1971.04.01, Freguesia de Vila Praia de Âncora;

– JOSÉ DUARTE VERDE FRANCO, Furriel Miliciano, falecido na Guiné em 1969.11.26, Freguesia de Vila Praia de Âncora;

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– MÁRIO MACIEL ROCHA, Soldado, falecido na Guiné em 1970.12.27, Freguesia de Vila Praia de Âncora;

– ANTONIO TOMÁS DE FIGUEIREDO GOMES, Alferes Miliciano, falecido em 1971.06.03, Freguesia de Vila Praia de Âncora;

– LINO PEREIRA FRANCO, Soldado, falecido em Moçambique em 1971.12.19, Freguesia de Vila Praia de Âncora; e

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Força Aérea (1)

– ANTÓNIO MARIA MARQUES QUINTELA, Furriel Mecânico de Material Aéreo, falecido em Moçambique em 1967.08.09, Freguesia de Vila Praia de Âncora.

Seguiu-se a cerimónia da deposição de uma coroa de flores junto ao Monumento ali existente, ao som do toque de silêncio, transportada pela viúva do Antigo Combatente falecido Eliseu Camelo, Isaldina Lajoso Camelo, que foi acompanhada pelo Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Dr. Rui Lages, pelo Comandante do Porto de Caminha, Fernando Vieira Pereira, em representação do Chefe do Estado Maior da Armada, Almirante Gouveia e Melo, pelo Presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, Carlos Castro e pelo Antigo Combatente Antero Sampaio.

No momento das intervenções, usaram da palavra o Antigo Combatente Antero Sampaio, da Comissão de Combatentes do Concelho de Caminha, Carlos Castro Presidente da Junta de Freguesia de Caminha, Fernando Vieira Pereira Comandante do Porto de Caminha, em representação do Chefe do Estado Maior da Armada e o Rui Lages, Presidente da Câmara Municipal de Caminha.

Todas as intervenções reconheceram o esforço e sacrifício prestado à Pátria Portuguesa pelos Antigos Combatentes e enfatizaram os valores da democracia, do diálogo, da tolerância e da paz.

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Uma cerimónia que contou com a presença significativa de Antigos Combatentes e seus familiares e representação de diversas Associações de Antigos Combatentes, como a Associação de Comandos Delegação de Viana do Castelo, Comissão de Antigos Combatentes do Ultramar de Barroselas e Associação de Paraquedistas do Alto Minho.

Intervenção do antigo combatente Antero Sampaio

 

Presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, Carlos Castro

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3 comentários

  1. No 25 de Abril “Só se falava em Colónias” e bem!
    Agora só se fala em Ultramar! Afinal em que é que ficamos?
    Será que “os letrados” só são bons para receber a nota no fim do mês?
    O Salazar (ou a PIDE) mandou-me para a colónia Angola, “espiar brancos” e matar pretos!
    Só que Eu nada disso fiz! Meus senhores de “canudo” vamos lá ter só “um pouquinho” de respeitoe educação pelos que foram conulisados!

    1. Boa tarde Sr. José Cachadinha. os meus cumprimentos. obrigado pelo seu comentário. no entanto devo dizer-lhe, em nome da C.A.C.G.U C.Caminha que em 1961 quando começou a Guerra do Ultramar, n-ao havia colónias, mas sim provincias ultramarinas, hoje países independentes.. como vpancorense devia orgulhar-se de ter na sua vila um Monumento aos Antigos Combatentes daGuerra do Ultramar do Concelho de Caminha, Viana do Castelo não tem. como vou todos os meses a VPA, visitar um familiar que está internado no Lar de Santa Rita, terei muito gosto deme encontrar com o Senhor. obrigado Antero Sampaio. Ex-Fur.Milº de Cavª BCAV 35O Provincia deAngola 1962/64.

  2. Pois meu senhor “Tem toda a razão” em dizer que a guerra do ultramar começou em 1961!
    Porém o senhor “esqueceu-se” que vivíamos numa ditadura de direita e feros!
    E portanto foi “adotado” o titulo de “Províncias Ultramarinas”!
    Com a revolta dos Capitães, que queriam mais dinheiro, e o ditador não Lhes o dava, e porque tinha “sido e bem” implantado em todas as Colónias a “Psico social” isto é “? acabavam as separações entre brancos e pretos”? E com a formação de partidos políticos em todas as Colónias! O senhor estando lá, desde 1962/64 em 2 anos a caminho de 3 deve ter-se “apercebido” de muita coisa, pois sendo Fur. Miliciano tinha estudos a caminho de “estudos superiores”!
    E com a “revolta dos cravos” que foi aproveitada por todas Bons e Maus e muito Maus, para transformar “este País” não conseguido e bem “numa ditadura” de esquerda, muito pior do que a de direita.
    Felizmente veio o 25 de Novembro de 1975!
    Não me vou alongar mais pois o senhor já “entendeu” tudo de cima a baixo.!
    Como o mundo é pequeno “provavelmente”” um dia vamos nos encontrar” em Caminha, ou Âncora ou em Viana!

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