Arcos de Valdevez: Abatidos três javalis em montaria muito concorrida. Mas mancha do Folão já não é o “santuário” que era…

Caçadores com javalis abatidos

A manhã de domingo, 17 de janeiro, acordou fria e chuvosa, mas nem isso desmobilizou os caçadores de participarem na montaria que o Clube de Caça e Pesca de Arcos de Valdevez (CCPAV) organizou na zona de caça associativa da Carapuça. A batida juntou mais de cem fãs, entre monteiros, matilheiros e “postores”, oriundos de várias localidades do norte de Portugal.

Antes de saírem para as manchas sorteadas, cobrindo os montados da Miranda e de Rio Frio, os noventa monteiros cumpriram os necessários requisitos burocráticos e consolaram o estômago com um pequeno-almoço reforçado. Após um compasso de espera, que serviu para o diretor José Viana fazer recomendações de segurança e dissuadir práticas ilícitas, os caçadores organizaram-se e convergiram para os postos marcados na enorme mancha do Folão, onde os “postores” distribuíram os monteiros pelas respetivas portas.

Em virtude de não se ter ouvido o barulho de disparos em largos minutos, após a largada das seis matilhas, o diretor José Viana, no fim da primeira volta que deu (de carro) pela mancha, vaticinou logo o que poderia vir a seguir. “Se matarmos três ou quatro javalis, num dia como o de hoje, em que há fumarolas das queimas (sobrantes de limpezas) a dispersar os javalis para longe daqui, é muito bom!”, prenúncio, um pouco pessimista, da jornada domingueira.

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De resto, um caçador, posicionado num valado à espera das presas, reforçou o desânimo dizendo ao diretor da montaria que “não tinha ouvido nenhum tiro na primeira hora.” No entanto, por volta das 13.30, não obstante as fracas comunicações (falhas de rede), começavam a chegar algumas notícias de avistamentos e de tiros certeiros.

Porém, a jornada podia ter sido mais profícua, isto porque, nas noventa portas da montaria, foram disparados “mais de trinta tiros”, que fulminaram três javalis. Fraco pecúlio por comparação com montarias não muito remotas. “Há alguns anos, apanhavam-se 12 (ou mais) javalis por jornada na zona de caça associativa da Carapuça, que era o santuário dos porcos-bravos”, acrescenta Viana, denunciando “excesso de caça furtiva”, através de práticas ilegais recorrentes (laços, palanques, armadilhas e “segadouro”).

Seja como for, “o dia correu bem e ninguém se aleijou”, disse ao Minho Digital um monteiro na hora de balanços. Em S. Vicente, Fernando Cunha abateu um exemplar corpulento. “É uma grande porca!”, atirou o arcuense. Mas o caçador “papa-troféus”, nesta mancha do Folão, é, provou-se outra vez, José “Damáquina”, que, também em S. Vicente, repetiu a “façanha” de jornadas anteriores, disparando certeiramente contra um porco-bravo. Igual sorte, em Vila Franca, teve o barcelense Joaquim Castro.

Terminada a montaria (muito antes de a noite cair), deu-se o regresso ao ponto de partida, para o tradicional convívio à mesa, no Restaurante Floresta. Aqui, os caçadores, alguns fatigados por razoáveis caminhadas em lameiros e terrenos muito acidentados, degustaram boa comida.

Como é da praxe, a jornada cinegética terminou com o leilão dos três animais abatidos.

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Nuvem do Minho
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