Atleta do Deu-la-Deu Clube de karaté recebe cinturão preto

Atleta recebe cinturão negro

Cláudio Martins é monçanense e pratica karaté desde os 11 anos. Há poucos dias recebeu o cinturão preto [marca mais alta na modalidade]. Depois da obrigação surgiu a paixão pela prática da arte marcial, que faz do jovem de 20 anos “uma pessoa melhor”.
Aos 11 anos, a mãe decidiu que devia praticar desporto. Era uma criança com excesso de peso e a arte marcial pareceu ser a melhor estratégia. Cláudio conta que a mãe queria que “praticasse algum desporto para ficar saudável”. Três anos depois, a modalidade foi encarada de outra forma. “Actualmente, pratico simplesmente por paixão ao que faço, e por aquilo que o karaté faz de mim: Uma pessoa melhor”.
O gosto pela modalidade e a vontade em ser cada vez melhor levou-o a conquistar o cinturão preto nove anos depois do início. E hoje é o primeiro atleta do Deu-la-Deu Clube de Karaté a conquistar aquela marca. Apesar de não ser o “objectivo”, a verdade é que o conseguiu. “Quando comecei a levar o karaté a sério, só tinha em mente ser sempre melhor, subir sempre mais a nível técnico. Logo, as minhas graduações nunca foram importantes”, salienta.
A conquista significa mais, porque teve algumas vozes desanimadoras. “Não posso deixar de me lembrar do número enorme de pessoas que tentaram que eu desistisse, que me disseram que nunca ia chegar a nada. De certa forma, lá no fundo eu comecei a concordar com elas”, explica. No entanto, os resultados foram outros. “Este cinturão preto representa, a um nível pessoal, que eu, e todos aqueles que não desistem, conseguem subir, que até os menos talentosos têm uma oportunidade. É esse também o meu maior objectivo com o karaté. Para além do meu crescimento pessoal, mostrar a todos que qualquer um consegue o que eu consegui, e muito mais”.

Incentivador da prática da modalidade, Cláudio Martins convida a experimentar. “Nada do que eu diga aqui consegue transmitir verdadeiramente o que é o karaté. O único que consigo dizer é que, para mim, são uma grande família”. Lembrando que a mensagem é: “Sempre que caíres, levanta-te. Cair não é falhar. O falhanço está em nunca se levantar”.
Sem intenções de se dedicar a cem por cento à modalidade, o jovem monçanense espera que o exemplo seja inspirador. “Só espero que o meu sucesso inspire outros a conseguir chegar mais longe. São estas as pequenas coisas que eu espero que mudem. Que aqueles que ontem pensaram “se calhar devo desistir” hoje olhem para mim e pensem “não, se calhar eu devo é continuar”.

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Nuvem do Minho
cidalia_meirim_rodrigues@hotmail.com
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