Editorial

Autocomplacência

Joaquim Letria

Joaquim Letria

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letria@minhodigital.pt

A tendência autodestrutiva do capitalismo moderno começa na grande empresa e acaba na perversão das finanças, nos destroços ecológicos, no abandono do investimento público, no crescimento do défice fiscal, na especulação e na destruição da riqueza industrial, no desmoronamento do Estado – Previdência e, finalmente, no desemprego endémico destinado à sub-classe dos desfavorecidos, dos imigrantes, dos desempregados , dos jovens e dos ex-operários.

A paisagem real é terrível, com a violência, drogas, guetos de miséria urbana de um lado, uma minoria de privilegiados, capaz de aforrar mais de metade do rendimento nacional, do outro.

A cultura da satisfação, ou auto- complacência, como lhe Che chamava Galbraith, converteu-se em sistema, com a sua antropologia, a sua moral própria, ou falta dela, a sua filosofia apressada, os seus aparelhos e as suas influências externas.

Hoje, a cultura da satisfação é dominante à escala mundial. O único alívio que se pode encontrar para as nossas preocupações acerca desta cultura da destruição é o da esperança de que uma maioria activa venha a eleger presidentes, governos, líderes e se comprometam com os reais problemas e autênticas necessidades humanas.

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