Caminha: deputada municipal do PS critica opções de comunicação da própria autarquia!

Pichagens

Na última Assembleia Municipal de Caminha a deputada socialista Paula Aldeia ‘atirou-se’ a uma empresa jornalística local, proprietária de um jornal e de uma rádio, acusando-a de «falta de isenção» e de ser a porta-voz do PSD «pela forma vergonhosa como se colocava ao serviço da oposição».

A deputada e dirigente concelhia do PS apelou a Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal, para que «corte toda e qualquer relação com este órgão de comunicação social».

Paula Aldeia atacou desassombradamente as directrizes do seu próprio partido no que diz respeito a este tema.

De referir que durante o ano de 2015 aquela empresa viu o vereador Rui Teixeira, também do PS e responsável financeiro da autarquia, ‘abrir os cordões à bolsa’ com um contrato, que veio a revelar-se a posteriori claramente ultrapassado nos valores acordados face à inserção de publicidade extra como editais de obras e eventos, num valor inicial de 1000€/mês mas que atingiu quase 20 mil euros/ano. Este acordo nunca foi muito bem visto nas hostes socialistas que «sempre sentiram animosidade contra o PS e descaradamente apoiaram o PSD antes e durante a campanha eleitoral», assegurou-nos um então apoiante de Miguel Alves que hoje diz «estar apreensivo e discordante das orientações locais do partido».

Nessa altura e num dos dias imediatos à assinatura do polémico contrato, os primeiros funcionários que se apresentaram para trabalhar na Câmara Municipal foram surpreendidos com pichagens nas paredes do edifício, feitas durante a madrugada, o que denotava o desagrado e um clima de conflitualidade que alimentou conversas nos bastidores. De imediato foi dada ordem interna para se pintarem as paredes de modo a serem removidas as mensagens nada simpáticas e algo jocosas contra a deliberação de Miguel Alves.

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Nuvem do Minho
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