A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Carlos César

A empresa ATLANTICOLINE, conforme solicitado pelo Tribunal de Contas, não apresentou em devido tempo documentos comprovativos de candidatura a fundos Comunitários (ver link).

É sobre Carlos César, então presidente do Governo Regional dos Açores, presidente do Partido Socialista e hoje destacado dirigente nacional e tido como ‘braço-direito’ do Primeiro-Ministro António Costa, que cai a responsabilidade da desgraça que se abateu sobre o ferry-boat Atlântida que foi a machadada fatal no encerramento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Os tais fundos europeus nunca chegaram, por incúria, e perante os escassos meios financeiros do Governo Regional dos Açores, tinha de se arranjar uma desculpa: o tal 1 nós a menos! De nada importou que Governo central e regional  de então (do mesmo Partido) se entendessem, ao menos, por interesse nacional!

Saiba a verdade e conheça os documentos mantidos longe de olhares incómodos …

Hoje, este navio de luxo, navega com sucesso pelos mares do Norte da Europa e, pelos vistos, com agrado dos compradores. Tem dúvidas? Clique, em baixo, no link:

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 https://www.hurtigruten.com/ships/ms-spitsbergen/

 

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

Na verdade, em 16/06/2009 ( pág.8 do link ), o Tribunal de Contas da Secção dos Açores (SRATC) solicitou vários documentos, que serão enviados tardiamente, mas mais à frente lê-se que “não prestou quaisquer esclarecimentos quanto à aprovação da candidatura a Fundos Comunitários”. E a surpreendente informação pode constatar-se agora no mesmo documento judicial que nos endereça para o site www.proconvergencia.azores.gov.pt onde “se verificou, em 31/08/2009, que não houve qualquer projecto aprovado no âmbito da construção dos navios C258 e C259 ( Atlântida e Ciclone ). Mais à frente (Pág.10) http://www.tcontas.pt/…/rel_auditoria/2009/audit-sratc-rel0… , constata-se que “as condições de execução do contrato foram modificadas pela outorga de 4 aditamentos”  e que “por não serem enquadráveis no regime de trabalhos suplementares, foram tipificadas como infracções financeiras de natureza sancionatória e imputadas aos membros do C.A. da Atlânticoline, S.A.. Sendo que, após notificados, “os responsáveis pagaram voluntariamente as multas“. E acrescenta o mesmo documento “considerando que a recolha dos elementos tratados no Relatório de Auditoria nº9/2009-FS/SRATC, foi anterior a 30/09/2008, não se apurou o atraso na entrega do navio. A Atlântica S.A. , em contraditório entregue a 13/01/2009, também não avançou com qualquer justificação “.

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O resto é conhecido: à falta de Fundos Comunitários e com o peso do navio a aumentar por força dos sucessivos acrescentos nas instalações do Atlântida, outra coisa não seria de esperar que o mesmo desse 1 nós a menos que o previsto inicialmente (para os menos entendidos isso corresponde a 1852 metros/hora…). Para os Governos Regional dos Açores e de Portugal ( ambos do Partido Socialista ), estava encontrado o argumento que deu para ‘ descalçarem as botas ‘ naquilo que foi, sem dúvida, um CRIME DE LESA PÁTRIA que os contribuintes terão de pagar durante anos, dado que o Atlântida acabaria em hasta pública a preço de saldo ao empresário Mário Ferreira que, em poucos meses, embolsou milhões de euros ao vendê-lo para a uma empresa do norte da Europa!

E com o presidente da Câmara Municipal de Viana, José Maria Costa, a querer defender o indefensável após um desastrado depoimento na Comissão de Inquérito Parlamentar na Assembleia da República quando, dias antes, numa cena triste e teatral, infeliz e lamentável  simulou uma missa fúnebre (em frente às camaras de televisão) à empresa onde trabalhou (Estaleiros Navais), tendo colocado uma coroa de flores …

www.proconvergencia.azores.gov.pt

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http://www.tcontas.pt/…/rel_auditoria/2009/audit-sratc-rel0…

 MAIS PROVAS : FERRY ATLÂNTIDA

 

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1- A 3/01/2007 a empresa que encomendou o ferry pagou os primeiros 5% de adjudicação dos contratos de contrução;

 2- A candidatura por parte dos Açores aos Fundos Comunitários só é entregue em 23/04/2008 para conseguir obter um subsídio igual a 80% de 46 milhões €;

3- A 31/08/2009, a candidatura a Fundos Comunitários “ NÃO TINHA SIDO APROVADA “

 (RELATÓRIOS DE AUDITORIA Nº9/2009-FS/SRATC E Nº21/2009-FS/SRATC ( SECÇÃO REGIONAL DOS AÇORES DO TRIBUNAL DE CONTAS ):

 4- O resto é público: rescisão do contrato pelo Atlântida dar 1 nós a menos para depois se encomendarem, segundo título da revista CARGO ( edição das empresas transportadoras ), “ NOVOS NAVIOS PARA O GRUPO CENTRAL, MAIORES E MAIS LENTOS QUE O PREVISTO”.

 http://videos.sapo.pt/U2AoKWDHOULGHVhLhE7n ( mais provas em reportagem televisiva )

E ainda:

https://www.youtube.com/watch

 

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Nuvem do Minho
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