Coura: Acesso à auto-estrada já mexe

Auto-estrada

Uma promessa de há muito parece que está em vias de ser concretizada. A ligação de Paredes de Coura à auto-estrada está em vias de ser concretizada e promete encurtar a distância até ao nó de Sapardos. Neste momento está ser a feito o estudo prévio do novo traçado, trabalho que deverá estar concluído no início do próximo ano. Já a construção da estrada propriamente dita ainda deverá demorar.

Nas últimas semanas, os técnicos da empresa que tem a seu cargo o estudo prévio tem estado a fazer o levantamento topográfico nas zonas a intervencionar com vista à passagem do acesso à A3. Ao mesmo tempo, também alguns funcionários do município têm estado a acompanhar estes trabalhos e, a fazer o levantamento das confrontações e a identificação dos proprietários dos terrenos que terão ser expropriados com vista à realização desta obra.

A ligação à auto-estrada há muito que vinha a ser reclamada pela Câmara de Paredes de Coura e chegou mesmo a existir um projecto de traçado, que acabaria por ser chumbado em Lisboa devido a questões ambientais. Agora volta a estar na ordem do dia, muito embora não se trate propriamente da ligação da vila ao nó de acesso, em Sapardos, pois o que está em causa aqui nesta nova empreitada é a ligação ao parque industrial de Formariz, promovendo um acesso mais fácil e mais rápido às empresas que ali estão instaladas. Dali, aproveitando a estrada de acesso que sofreu uma grande intervenção ainda este ano, serviria também o acesso à vila.

Esta estrada virá também, por isso, dar resposta aos anseios destas empresas. Ainda em Março deste ano, um grupo de empresários instalados em Paredes de Coura, apoiado pela Câmara Municipal enviou uma carta aberta ao Governo, nomeadamente ao ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, onde reclamavam melhores acessos rodoviários às zonas industriais do concelho. A carta seguiu também para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) cujo presidente, algum tempo mais tarde, chegou mesmo a deslocar-se a Paredes de Coura para ser inteirar “in loco” do problema de acessibilidades de que se queixavam os empresários.

A referida carta era subscrita pelos responsáveis das empresas Kyaia, Doureca e Valver Ibérica, localizadas no parque empresarial de Formariz, e ainda pela empresa MGI Coutier Lusitânia, a laborar no parque empresarial de Castanheira. A futura ligação à A3, no entanto, não contempla, para já, o prolongamento do traçado até Castanheira.

O projecto de correcção do traçado que foi apresentado na altura à CCDR-N já só abrangia o percurso entre Sapardos e a vila e previa não a construção de uma nova estrada, como chegou a ser pensado no passado, mas o aproveitamento de parte do traçado da EN 303, realizando algumas obras de vulto que permitiriam melhores condições de circulação e uma poupança de 10 minutos num trajecto que actualmente demora 18 minutos a fazer. A solução encontrada reduz para 30 as 54 curvas do traçado actual e resultaria na construção de apenas cerca de quatro quilómetros de nova estrada, nas zonas onde não seria de todo possível aproveitar a EN 303. Uma obra cujo custo estaria estimado em cerca de 10 milhões de euros.

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Nuvem do Minho
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