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De Viana a Trento: ‘Diário de Bordo’ – 1

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… do Diogo e do Miguel

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De Viana a Trento (Itália) com o pensamento em Frei Bartolomeu dos Mártires. Dois jovens vianenses estão a recriar o itinerário seguido pelo Santo quando participou no célebre Concílio. O percurso será todo ele feito de combóio e, por vezes, a pé. No passado dia 23 partiram da Estação de Viana, não sem que, antes, prometessem ao Minho Digital enviar semanalmente a ‘Crónica de Bordo’ acompanhadas de fotografias (que podem descarregar no link ) por eles tiradas ao longo desta aventura na altura em que decorrem as Comemorações dos 500 anos do Frei que viveu em Viana do Castelo. Aqui no jornal, ‘torcemos’ por eles. Força, amigos!

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

 

 «Enfim partimos!

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Cinco séculos após Frei Bartolomeu dos Mártires ter participado ativamente no Concílio de Trento, de grande importância devido às decisões aí tomadas que reformaram a igreja católica, nós recriamos esse mesmo itinerário. 

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1º BURGOS

/ Partimos de manhã cedo de Vigo, após uma longa viagem de comboio, chegamos a Burgos, um dos primeiros pontos do itinerário do Frei, é relatada pela sua humildade e pela sua abstinência. De facto, deparámo-nos com uma cidade que nos surpreendeu pela positiva, uma atmosfera envolvente pela qual fomos absorvidos por completo, impelindo-nos a criar. Sentámo-nos em frente à fabulosa catedral a fotografia captava instantes dessa atmosfera tão apaziguadora com o som da água da fonte a correr e o desenho tentava compreender o emaranhado de rendilhados, gárgulas, pináculos tipicamente góticos e rostos que delineando os arcos ogivais habitam a nave central tudo isto coexistindo harmoniosamente. Numa outra praça maior que convive com a fachada lateral da catedral, sentámo-nos a desenhar um pouco, foi aqui que conhecemos verdadeiramente a humildade, simpatia dos seus habitantes, com conversas de ocasião que abrangeram os mais variados assuntos.

De mochila às costas dirigimo-nos de novo para a estação. Vamos descansando entre a parede e chão, sem viva alma à vista apenas com o ranger constante dos comboios que passam.

Embarcamos no conforto dum comboio noturno com direção à próxima paragem – Barcelona

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2° BARCELONA

/ Depois de uma viajem muito confortável, eis que acabamos por chegar à grande cidade. Conseguimos deixar as mochilas no hostel que pareciam sugar-nos para o canto da terra com um calor imenso a desidratarmo-nosa cada minuto.Encantados pelas ruas da grande cidade vamos vagueando pelas entrelinhas do metro e do alcatrão até chegarmos a Montjuïc, onde está o Museu d’art Catalunya. De um dos pontos mais altos da cidade vemos os cursos das pessoas por entre as ruas, sem duvida percebemos o encanto que o frei descreveu no seu diário aquando da passagem por estes montes. Em “La Boqueria”, no mercado com as bancas vistosas com frutas tropicais e produtos autóctones da região, as sensações são despertadas e fazem-nos continuar a viajar. 

3°NIMES

/ Já em Nimes, sob um sol abrasador, achamos por bem percorrer a cidade com o tempo que nos restava entre um e outro comboio. É uma cidade encantadora, na sua pequenez concentra uma série de monumentos de fazer inveja a tantas outras cidades cosmopolitas. Desde a figuração histórica do Maison Carré, ao modernismo do Museu de arte Comtemporanea Carré d’Art, protagonizado por Foster, Nimes ganha uma dimensão para além de uma cidade meramente passageira e acaba por satisfazer as nossas expectativas  num primeiro contacto com França. 

4°AVIGNON

/ Aquando das belas paisagens que se iam vislumbrando, eis que acaba por surgir Avignon. Esta região é descrita no tempo do frei pela sua afirmação perante Roma, protagonizando um dos maiores feitos católicos, a existência de dois papas. Cada um representado em cada uma das cidades, em Roma com o Vaticano e em Avignon com um  palácio que se erguia numa colina perante o rio. 

Nesta etapa decidimos acampar, e após nos recolhermos no conforto que a tenda nos concedia achamos por bem dirigimo-nos ao centro da cidade onde decorria um festival de Teatro, que segundo consta é o maior do mundo. Avignon carateriza-se assim pelo seu dinamismo cultural aliado a uma forma vertente histórica. 

Frei Bartolomeu dos Martires descreve a sua paragem por esta região como “a desgraça de Avignon”, não pela cidade, mas sim por terem descoberto o cargo de frei diocesano que este se empenhava a esconder, para se manter humilde e equiparável àqueles que viajavam consigo. »

Links |  

 

Fotografias Diogo Ferreira| https://y4ix8o.s.cld.pt/

 

Desenhos Miguel Teodoro| https://al78nj.s.cld.pt/

 

** As descrições vão com o nome das fotografias 

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