E não é o Povo quem mais ordena?

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José Andrade

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Se é o Povo quem mais ordena, como dizem na expectativa de ganharem os seus favores, ou por via deles o mando, todos os mendigos partidários, da Esquerda à Direita, fofinha ou malandreca, é surreal o modo como todos eles renegam o veredicto desde que foram conhecidos os resultados eleitorais na noite do passado domingo.

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Todos apresentaram desculpas e culpas para a votação apurada. Se a Democracia é boa, porque é através dela que muita gente consegue sobreviver na política, e só o é, todavia, enquanto o ‘bom povo’ lhe der o voto redentor. Como diria alguém, não é democrata quem quer, mas quem o pratica. E a prática democrática é um exercício algo difícil de executar para estes órfãos da competência, boa como recomendação para os outros.

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

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Se no passado domingo, dia em que o Povo foi chamado a dizer nas urnas, por voto directo e secreto, qual das excelentíssimas rusgas partidárias queria ver actuar no palco parlamentar de S. Bento, na sua sábia sabedoria escolheu quem muito bem entendeu, contra ventos e sondagens, a pergunta impõem-se! “Não é o Povo quem mais ordena?” Ou o ‘nosso povo’, só ‘ordenha’, bem, a preceito, quando as tetas da ubere servem apenas para encher a sua boca do que sem sua procuração quer engordar?

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Talvez por estar farto de reclamações, muitas delas fantasiosas, líricas, insanas e irrealizáveis, o Povo, o tal ‘bom povo’, escolheu dar a maioria ao Partido Socialista e deixou o PSD a levedar mais quatro anos. E isso foi má escolha? Expliquem isso àquela senhora loira, dirigente, que até ganhou um lugar por quatro anos. E ao elevar o Chega (que raio de mau gosto no nome) a terceiro classificado, permitindo que o Iniciativa Liberal tenha mais representação que o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda, o Povo foi enganado? Percebeu mal o argumento para o filme? E foi o Povo ingrato ao reduzir a cinzas o CDS por via do PP, terminar com uma brincadeira em momento de assuntos sérios, para adultos? E a quase extinção do PAN? Com um programa com proibições para tudo e mais alguma coisa, o bom povo não percebeu este grupo de urbanos desenraizados frustrados? Eles, que diziam que eram apenas amigos dos animais, mas que passaram a ser também das arvores, dos cavernícolas, dos peixinhos e de todas as coisas que existem ou possam vir a existir, como novos profetas do paraíso na terra? E é o Povo que não os entende? Ou entendeu muito bem o que esta ‘nova seita’ persegue? Como naquele reclame de uma portuguesa pasta de dentes: – palavras para quê? É o indigenato portuga no seu melhor. Convenhamos!

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Que a fauna política anda mesmo muito mal, não existem dúvidas. Os agentes políticos, afilhados e agenciadores vivem, ou passaram a viver cada vez mais tempos perturbadores. Ao trocarem Princípios e Valores por sondagens e ‘sound bits’ nos meios de comunicação de massas, passaram à consideração de vendedores de gato por lebre. Paladinos do conto do vigário. Podem enganar uns tantos, difícil é que enganem todos o tempo todo. O palco mediático onde vivem ofuscados nos projectores, os jornais, a televisão, as rádios, a internet, é o mesmo palco por onde passa o contraditório que os deixa a nú. Nem mesmo com vidros fumados como cenário de fundo, escondem o jogo de sombras do seu do seu mau desempenho.

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E o ‘bom povo’ luso, que gosta de teatro. Aprecia teatro, e sabe diferenciar um canastrão de um bom actor. Não perdoa é maus desempenhos. E o desempenho político de uns tantos partidos nestes dois últimos anos, foi mau, péssimo, irresponsável, nada recomendável. Ao agitarem o ‘papão’ do desemprego, quando ele apresenta taxas baixas, improvavelmente mais baixas que o imaginável, é burrice. Como burrice é gritar que vivemos uma crise social e económica, quando vivemos dois anos de uma crise pandémica. E não é com este tipo de ‘papões’ que se disfarça a ânsia, e a necessidade, de por via da política partidária, poder aceder aos benefícios das benesses do Estado. Aliás, é esse tipo de fantasmas agitados, que anima e leva muito boa alma, liberal ou tão só egoísta. Sonhar poder ter o aconchego ao fim do mês com a manta do Estado. Ah, e aquele o impensável e obsceno espectáculo dado na Assembleia da República aquando da votação do Orçamento de Estado para 2022, que culminou na rejeição? Onde estavam ‘os interesses do Povo’? Povo que é mais que aquela amalgama de amigos e apaniguados, a bolha que cerca e tolda a vista dos políticos deslumbrados.

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Valha-nos agora como oráculo ou orago, São Marcelo, agora eleito por todos santo protector contra maus ventos!

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