Autor do livro Engenharia Mecânica 360º: Explorando para ultrapassar os limites da engenharia.
Edilson Gomes de Lima — autor, ensaísta e pesquisador acadêmico independente nas áreas de ciência aplicada, pensamento crítico e escritor de literatura contemporânea com obras de romance e poesia lírica. No caso especifico a essa entrevista o autor traz aos leitores uma nova obra, que está em pré-lançamento, com previsão de lançamento oficial em Lisboa, Portugal.
“A engenharia é como um prédio que continua crescendo. Minha proposta foi olhar para a fundação e refletir sobre como ela pode ser ampliada pelas novas ciências.”
Boa Leitura!

Edilson Gomes de Lima, é um prazer contarmos com a sua participação na Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia. Seu livro propõe uma reflexão sobre os limites atuais da engenharia mecânica. O que o motivou a escrever uma obra com uma abordagem tão ampla e prospectiva sobre a área?Edilson Gomes de Lima (EGL)
– De fato, a obra é bem densa, e confesso que nunca tive uma sensação igual após escrever uma obra, porque ao atingir uma abordagem tão ampla, que já tinha como meta desde o começo levar o leitor a reflexão. A obra não ensina engenharia, é um trabalho que inova como uma obra para ler e refletir profundamente sobre a engenharia mecânica, mas útil a todas as engenharias. Seria inútil detalhar aqui a obra, cada leitor precisa ler para encontrar a sua conclusão, reflexão e até ideias grandiosas, porque a ideia da obra é levar o leitor a repensar a engenharia de forma profunda.
A obra enfatiza a crescente convergência entre ciência e engenharia. Como o senhor enxerga essa aproximação e de que forma ela pode transformar o papel do engenheiro nas próximas décadas?
EGL – Desde a sua origem a engenharia já é sustentada pela ciência, porém, há um senso por alguns pesquisadores que essa base poderia se ampliar. Posso resumir a engenharia como um prédio que ao longo dos anos continuou crescendo, porém a base continuou a mesma. E essa obra é um olhar sobre a fundação, e como há chances de a ampliarmos com as novas ciências. A obra traz entre muitas outras informações essa reflexão que não se encerra no livro, a obra como um leque amplíssimo eleva camadas que podem ir se aprofundando mesmo após a leitura da obra. Porém, o leitor deve a ler com a mente aberta aos conceitos atuais. Tenho esperanças de que professores e engenheiros experientes também encontrarão grande utilidade na obra e insights valiosos.
O livro aborda temas que vão além da engenharia mecânica convencional, dialogando com áreas como nanotecnologia, biotecnologia e exploração espacial. Como surgiu a ideia de integrar campos tão diversos em uma única obra?
EGL – Sobre essa miríade de assuntos foi algo que descreve a atualidade, campos em que já atueis profissionalmente e em pesquisas acadêmicas. São temas que já vem ocorrendo naturalmente nas fronteiras das engenharias de ponta, onde novas ciências vêm se integrando as engenharias e formando novas camadas de desenvolvimento. Trata-se de chances grandiosas ao desenvolvimento acadêmico, científico, e econômico, mas para isso é preciso uma mente aberta para que a engenharia como a mecânica absorva esses novos caminhos em uma integração ao progresso.
O senhor acredita que a formação acadêmica atual dos engenheiros está preparada para lidar com os desafios interdisciplinares que o futuro exige? Que mudanças considera essenciais nesse processo de formação?
EGL – As formações são muito boas, o que a obra considera são complementos, e isso está livre a todos com os novos meios de comunicação. Não apenas em engenharia, em todas as profissões precisamos de complementos, e na engenharia esse livro é um desses complementos ao expor que há espaço para agregar mais, sempre atualizando e levando aos profissionais e empresas a se adaptarem ao novo. Os interessados ao lerem esse livro irão sentir essa necessidade, mesmo nas tangentes que parecem o fim há lá mais espaço ao crescimento. Portanto, essa é uma obra que foi desenvolvida para profissionais da engenharia, professores, alunos e pesquisadores, mirando todas as engenharias e a quem deseja refletir e pensar o futuro da engenharia.
A pesquisa que sustenta esta obra envolve temas complexos e múltiplas áreas do conhecimento. Como foi o processo de investigação e quanto tempo foi dedicado à construção deste trabalho?
EGL – A obra nasceu naturalmente pela observação, e por meus projetos e ideias. Um dia abri a gaveta onde guardava essas anotações do pensamento em pequenos papeis, onde haviam insights e ao começar a organizar aquele monte de informações vi ali uma oportunidade singular. Haviam ali anotações desde 2008, eram tantas que para não as perder resolvi alocar por ordem, fiz uma espécie de taxonomia das anotações e as digitei. A ideia principal era transformar tudo em um manual para consulta pessoal sobre engenharia e separar os assuntos humanos que irei usar em uma obra de literatura futuramente. Porém, continuou surgindo novas ideias e anotações, mas, essas já as alocava organizadas nas pastas. Porém, em uma dessas organizações, ao folhear aquele monte de anotações senti que ali havia um livro. Já não era pedra bruta, era pedra esculpida, só precisava do polimento. Aos poucos o organizei e após mais algumas milhares de pesquisas, surgiu a obra.
Durante a elaboração do livro, houve alguma descoberta, reflexão ou perspectiva que o surpreendeu e que acabou influenciando significativamente a obra final?
EGL – Há vários casos que deixo ao leitor descobrir, porque à medida que a pesquisa a essa obra seguia, notei algo incomum em tudo que já vi, não era apenas um livro, não era um manual técnico, não era coleção de termos e frases, não era uma história bonita, não era algo específico e especializado sobre termodinâmica, mecânica dos sólidos e nem fluidos. Em minha experiência em literatura notei algo além. Formou-se uma obra única para se refletir e pensar a engenharia, porém com base nas ciências clássicas. Cada engenharia irá encontrar novidades na obra, uma leitura agradável a levar as mentes a reflexão. Imaginem pegar um carro esportivo e sair sem direção, apenas enchendo o tanque e seguindo, sem pensar ou planejar seu rumo.
Além de pesquisador e ensaísta, o senhor também é autor de romances e poesias. De que maneira sua experiência na literatura influencia sua forma de pensar e comunicar temas científicos e tecnológicos?
EGL – Refletir com base na ciência, ou seja, com os pés-no-chão é uma das propostas mestras da obra. Como autor que também escreve obras de literatura, lê muito, e como autor notou obras de séculos atrás que ainda tem altíssima relevância. A ideia mestra se baseou nisso, porque não produzir uma obra ao qual todos os engenheiros possam ler, e refletir, pensar em suas disciplinas, especialidades, e conseguir nessa obra constantes insights a suas carreiras, atribuições, trabalhos e projetos, talvez com até possíveis grandes retornos. A obra tem algo único, podendo ser lida e relida com foco e análise técnica pelo leitor, e ao mesmo tempo, como uma obra para ler lentamente e refletir… deixar o subconsciente trabalhar para gerar o efeito da inovação. Durante a elaboração da obra, procurei estudar estratégias de pensamento criativo utilizadas por inventores, cientistas e pesquisadores ao longo da história, adaptando algumas dessas abordagens ao processo de reflexão apresentado no livro. Ao se ler a obra com a mente aberta, muitos leitores poderão encontrar caminhos interessantes, com foco em seus interesses. E foi isso que tirei da literatura a uma obra científica e técnica, a tornar em um livro que poderá ser lido hoje, esquecido na gaveta, e poderá ser relido daqui a décadas, e mesmo assim haverá ali novos insights a cada tempo, a cada mente e a cada especialidade.
Para os estudantes, pesquisadores e profissionais que irão ler Engenharia Mecânica 360º, qual é a principal mensagem que você deixa para estes leitores?
EGL – A obra não foi apenas pensada aos engenheiros mecânicos, embora o foco esteja nessa disciplina. Qualquer profissional de engenharia ou aspirantes a profissionais da engenharia, pesquisadores, técnicos, interessados em geral em temas de alta engenharia, em seu topo mais moderno, poderá encontrar utilidade nessa obra, que além de desvendar alguns assuntos, leva o leitor aos seus limites, e de lá, como no topo da montanha, poderemos ver além. E aos estudantes, a linguagem ao qual foi escrita é leve e plenamente acessível como um complemento em sua formação.
Após a publicação de Engenharia Mecânica 360º: Explorando para ultrapassar os limites da engenharia, quais são seus próximos projetos literários e acadêmicos? Podemos esperar novas obras explorando as fronteiras entre ciência, tecnologia e sociedade?
EGL – Há anos peguei gosto por escrever à mão livre, já terminei um romance, e uma obra técnica que estão em consideração por editores. Tenho outro na gaveta esperando tempo e coragem para tocar. Mas, o que estou focado agora é em pesquisa acadêmico científica. Focado em coleção densa de dados para a pesquisa, e alimentando bases de dados para justificar a pesquisa que em breve estará em consideração por uma revista científica de prestigio internacional. Existem também pesquisas em desenvolvimento que deverão ser submetidas a revistas científicas internacionais nos próximos meses.
Estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação na Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia. Conte-nos, onde podemos adquirir o seu livro e conhecer melhor o seu trabalho literário.
EGL – O livro já se expõe a venda nas melhores livrarias e excelentes lojas do ramo literário. O livro está disponível em modelo físico e virtual para: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Não perca tempo e adquira já o seu exemplar.












