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Estudo nacional sobre a Educação Pré-Escolar : 37,5% das salas de pré-escolar têm alunos com necessidades educativas especiais!

Criança com mochila às costas

Um estudo, fruto da parceria entre o Ministério da Educação, o ISPA – Instituto Universitário e a Faculdade de Psicologia e de Ciência da Educação da Universidade do Porto, avaliou o estado da educação pré-escolar no país.

484 educadores das redes pública e privada, com e sem fins lucrativos, participaram no estudo. Foram ainda observados diretamente 25 jardim-de-infância. A avaliação destas instituições que fazem parte de a rede nacional do pré-escolar, permitiu a identificação das necessidades sentidas pelos educadores de infância no exercício das suas funções, bem como  uma reflexão aprofundada sobre as necessidades da rede do ensino pré-escolar em Portugal.

O estudo concluiu que as salas do pré-escolar, em Portugal, são em média frequentadas por 19 crianças, na sua maioria com várias idades, e que 37,5% destas salas têm crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE). Esta percentagem apresenta-se bastante inferior nas escolas privadas com fins lucrativos e é mais representativa na rede privada sem fins lucrativos.

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Além disso, em quase metade das salas participantes (48,5%), os educadores referiram a existência de pelo menos uma criança com problemas de comportamento e/ou desenvolvimento.

Outro dos pontos analisados foi o conhecimento e prática das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), sendo que os educadores revelaram que consideram estas orientações uma “boa referência para práticas de qualidade e um bom guião para competências a desenvolver”. Contudo, foram salientados por estes profissionais aspetos menos positivos como a fraca articulação com os objetivos e estratégias do 1º ciclo e a necessidade de indicações mais específicas  ao nível da avaliação na educação pré-escolar.

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Em relação à transição para o 1º ciclo do ensino básico, o trabalho de preparação passa muito por conversas com as crianças e na transmissão de informação ao professor do 1º ciclo. As estratégias que envolvem conjuntamente os educadores, os professores e os pais continuam a ser pouco utilizadas.

O estudo realizado detetou ainda uma crescente preocupação com o envolvimento dos encarregados de educação, traduzindo-se, na maioria das salas de ensino pré-escolar, pela entrada dos encarregados na sala e no envio de informações para casa. Desta forma, o envolvimento continua a ser feito predominantemente através de estratégias passivas, ou seja, os pais vão pontualmente às salas sem serem chamados para participarem mais ativamente em atividades do jardim-de-infância.

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