Feijão tarrestre, um dos produtos Slow Food de Arcos de Valdevez

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O feijão tarrestre é um dos produtos de Arcos de Valdevez que estão incluídos na Fundação Slow Food.

É produzido na região e utilizado quase exclusivamente na dieta alimentar da população, fazendo parte da preparação das sopas e do arroz malandro, além de acompanhar a carne da vaca cachena, também produto Slow Food (como o são a laranja de Ermelo e a broa).

O feijão tarrestre é muito pequeno, assemelha-se a um rim, apresenta várias colorações, sendo o bege a cor predominante. É bastante nutritivo, rico em fibra e, como acompanhamento gastronómico, liberta goma, conservando-se duro exteriormente e viscoso no interior.

Trata-se de uma variedade endógena, muito antiga, tradicionalmente produzida em áreas de meia encosta e montanha, principalmente nas freguesias serranas de Soajo e da Gavieira.

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O feijão tarrestre é plantado de março a maio e colhido entre junho e julho. É seco e guardado depois em caixas de madeira, misturado com folhas de loureiro e eucalipto.

Este produto é comercializado sobretudo em mercearias e mercados, além de poder ser vendido a granel ou em embalagens decoradas a preceito.

Nos últimos tempos, para satisfazer a procura em crescendo, tem havido apelos ao aumento da produção, a qual é escoada pela Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

 

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