Festa Centenária do Crédito Agrícola do Noroeste em Monção

Festa do Centenário do Crédito Agrícola do Noroeste em Monção

 

No passado dia 23 de Agosto, o banco, a direção, associados e clientes, festejaram em grande pompa e circunstancia a comemoração do seu Centenário em terra Monçanense, lugar onde nasceu a primeira Caixa Agrícola, há precisamente, 100 anos. 

Na presença de mais de meio milhar de participantes, após o festivo almoço convívio, a meio da tarde seguiu-se a fase musical orquestrada pelo célebre minhoto Quim Barreiros, enquanto a parte dançante animada por um grupo musical com temas musicais em língua portuguesa. 

100 Anos de história do Crédito Agrícola, 1915 – 2015, é um valor patrimonial.

A Caixa Agrícola do Noroeste inserida no Universo do Crédito Agrícola, apostou em comemorar o seu centenário, de seu nascimento em 12 Agosto 1915, tendo por nome “ Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Monção”.

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O Crédito Agrícola proporciona ainda este corrente ano, vários projetos culturais.

As próximas exposições estarão patentes ao público interessado;  – No Cineteatro João Verde em Monção do 15 ao 30 Agosto. Do 5 ao 22 setembro, em Valença patente no Posto de Turismo. No Centro Cultural de Paredes de Coura do 17 outubro ao 1 de Novembro. Em Paredes de Coura, haverá Teatro, com a apresentação da peça – Piolhos e Atores – pela companhia Capoeira. Em Caminha, na Galeria de Arte Caminhense do 7 ao 22 novembro. E, em Ponte da Barca os 100 anos de história do CA, estará presente no Átrio dos Paços do Concelho, do 28 novembro ao 6 de Dezembro.

Quanto aos “Sons do Centenário” os 12 concertos para assinalar de forma marcante o centésimo aniversário do Crédito Agrícola, poderá assistir no 19 setembro em Paredes de Coura, no Solar do Alvarinho. Na noite do dia 3 de Outubro em V. N. Cerveira, na Igreja Matriz. No 11 Novembro no teatro Diogo Bernardes e em Viana do Castelo no salão da Sede do CA , dia 26 Dezembro. O início de todos os concertos; 22 horas.

A Caixa Agrícola do Noroeste conta com mais de 10 mil associados, 100 mil clientes e um volume de negócios que supera os 700 milhões de euros.

Resenha Histórica

No passado dia 23 de agosto, a Caixa Agrícola do Noroeste celebrou em festa, na vila de Monção, o centésimo aniversário da sua existência.

Foi no dia 13 de agosto de 1915 e associado ao Sindicato Agrícola de Monção que foi realizada a escritura de constituição da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Monção, cujo primeiro presidente foi o Dr. Álvaro Pereira Pimenta de Castro. A atividade foi-se desenvolvendo no apoio à melhoria das explorações agrícolas, fazendo crédito para a aquisição de alfaias, juntas de bois, adubos, enxofre, sulfato, construção de engenhos de azeite, entre outros.

De início, a Caixa apoiava também a agricultura melgacense, mas a partir de 1938 e devido aos elevados custos de dispersão da sua atividade concentrou-se apenas no concelho de Monção.

Em 1982 e fruto de nova legislação enquadradora das atividades das caixas agrícolas, a Caixa de Monção teve novo impulso, sendo em 1994 uma das maiores do distrito de Viana do Castelo. Neste ano, ela integra a fusão de todas as caixas do distrito de Viana do Castelo na denominada Caixa do Alto Minho.

Por sua vez, em 2008 dá-se nova fusão da Caixa do Alto Minho com a Caixa de Barcelos, alterando-se a denominação para Caixa Agrícola do Noroeste.

A comemoração do centenário do Crédito Agrícola serviu para que a Caixa do Noroeste realizasse um animado convívio, juntando cerca de 500 pessoas, entre associados, clientes e familiares. Estes são entendidos como o verdadeiro suporte da sua existência e para quem a excelência de serviço é um fator primordial de atuação da Caixa.

Eis aqui, algumas imagens do evento realizado ao pé da margem esquerda do rio Minho, na Quinta do Páris, sítio Parque das Caldas, Monção.

 

É histórica a publicação no A Aurora do Lima, há 100 anos

 

Interior na Sede do CA em Viana do Castelo

 

COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DO CRÉDITO AGRÍCOLA DO NOROESTE

Domingo, 23 de agosto, Parque das Caldas, Monção.

(Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Monção, Augusto de Oliveira Domingues)

A celebração de cem anos de uma instituição, um clube ou uma pessoa merece admiração, respeito e reconhecimento. A celebração de cem anos, feitos com firmeza, consistência e os olhos apontados ao futuro, como acontece com o Crédito Agrícola do Noroeste, merece tudo isso e muito mais.

Dou-vos os parabéns pela passagem do centenário, louvo a vossa missão de contribuir para o desenvolvimento das regiões e das empresas locais, sublinho a vossa vocação de intervenção cultural e social e enalteço, com orgulho e vaidade, o facto de a vossa instituição ter nascido em Monção.

A primeira caixa abriu aqui, na nossa terra, expandindo-se para todo o Alto Minho e cidade de Barcelos. Neste momento, existem 23 balcões dispersos pela região, o que revela o crescimento sustentado e uma aposta clara no apoio às pessoas e empresas. É, sem dúvida, um banco nacional com pronúncia local.  

Como qualquer outra instituição bancária, também o Crédito Agrícola do Noroeste tem objetivos financeiros definidos. Contudo, no vosso caso, existe algo que vos distingue. Falo do relacionamento com as pessoas e do conceito de banca de proximidade. A vossa instituição está perto, tem rosto e resolve os problemas.

Servido por colaboradores que conhecem, com profundidade e ao pormenor, a realidade do tecido empresarial e agrícola do nosso território, o Crédito Agrícola do Noroeste assume-se, há várias décadas, como uma peça fundamental no desenvolvimento económico da nossa região.

A sua presença e ajuda têm sido relevante para o crescimento das pequenas e médias empresas e, consequentemente, para a fixação de pessoas na região através da criação indireta de emprego, algo que deve estar na linha da frente das prioridades tanto do poder público como das entidades privadas.

Um dos exemplos de empatia entre a vossa instituição, a sociedade civil e o poder público está evidenciado no relacionamento frutuoso com a Câmara Municipal de Monção, à qual tenho a honra de presidir há sensivelmente 2 anos depois de 16 anos como vice-presidente.

Entrega de diploma ao Presidente da Adega Cooperativa Regional de Monção, Armando Fontainhas, pelos 50 anos como associado do Crédito Agrícola do Noroeste.

No investimento público que temos efetuado em todo o concelho, o suporte financeiro da vossa instituição tem sido importante. A título de exemplo, com situação a 31 de julho de 2015, temos contratado três empréstimos de médio e longo prazo no valor de 966.706,67 €. Está também contratualizado um empréstimo de curto prazo, no valor de 250.000,00 €, que ainda não foi utilizado. Estes números são reveladores da parceria que temos tido ao longo dos anos.

Uma colaboração que ganha expressividade no mecenato. O Crédito Agrícola do Noroeste tem sido um parceiro do município em diversas atividades festivas e ações de promoção do nosso concelho. São vários os exemplos, contudo, pela sua dimensão e visibilidade, destaco a Feira do Alvarinho. Agradeço-vos todo o apoio dispensado a este certame, o maior de Portugal no setor dos vinhos em termos de afluência de público. 

Aproveito para sublinhar o papel da Fundação do Crédito Agrícola do Noroeste. Tenho conhecimento das colaborações que tem encetado junto de entidades sociais, culturais e desportivas da nossa região. Relembro o forte apoio dado à companhia de teatro “Comédias do Minho”. Destaco também as bolsas de estudo ao ensino superior a alunos de mérito. Continuem a fazê-lo porque apoiar quem merece é garantir o futuro.  

Quero também realçar as comemorações do vosso centenário. Com esta festa na melhor terra do mundo, desculpem-se a modéstia mas a nossa terra é sempre a melhor, mas também com os projetos itinerantes “Arte no Centenário” e “Sons do Centenário”, os quais tem levado cultura a todo o Alto Minho e à cidade de Barcelos.  

Embora em dia de festa, não posso deixar de recordar e deixar um sentimento de pesar pelo falecimento, no início deste ano, do Srº Manuel Rodrigues Soares que, durante muitos anos, foi presidente da Caixa Agrícola de Monção. Reitero publicamente sentidas condolências à família.

Finalizo com um incentivo e um agradecimento. Incentivo a que teimem no caminho que escolheram porque é o mais acertado. Agradecimento a toda a família do Crédito Agrícola do Noroeste desde os elementos no Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Supervisão e Assembleia Geral até aos responsáveis de balcão e colaboradores.

Particular destaque para o Presidente do Conselho de Administração Executivo, José Correia da Silva, o responsável do balcão de Monção, António Silva, e os colaboradores Laura Soares e João Paulo Gomes. Uma nota ainda para os associados com mais de 50 anos de fidelização que serão homenageados.

Congratulo-me com o facto de terem escolhido Monção para a celebração da festa do centenário e desejo que todas os vossos objetivos do presente sejam concretizados no futuro, cimentando a posição do Crédito Agrícola do Noroeste como uma das maiores caixas do pais.

Parabéns. Bem hajam. 

Presidente da Câmara Municipal de Monção

Augusto de Oliveira Domingues   

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Nuvem do Minho
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