Igal Sarna, Jornalista e Escritor israelita apaixonado por Cerveira

Poderíamos associar este nome ao Jornalista e Escritor israelita com 12 livros publicados em todo o mundo e ao trabalho desenvolvido na área do Documentário Jornalístico durante 38 anos no Jornal de renome Yedioth Ahronoth em Tel Aviv.

Ainda jovem, lutou como comandante de tanques em duas guerras. Anos mais tarde, tornou-se jornalista e escreveu milhares de reportagens.

Atraído pelo dramatismo do crime esteve em centenas de cenários adversos como homicídios, raptos, desaparecimento de crianças, juntou-se a políticos nas suas campanhas eleitorais, mas preferiu sempre entrevistar poetas, homicidas, escritores, investigadores e vítimas.

Mas não, vamos antes contar a história do Igal – o israelita que se apaixonou por terras do Alto Minho no preciso momento que se depara com a beleza inexorável desta região portuguesa situada no noroeste do país.

No final do Verão de 2017, abandona Tel Aviv e após uma breve passagem por Espanha chega a Portugal onde tudo começa: “ Quando chegámos a Vila Nova de Cerveira, vi no alto de uma colina a escultura de um cervo – símbolo da vila – e o nome ‘Cerveira’ ecoou na minha cabeça, como o meu apelido Sarna, que no idioma polaco dos meus pais significa precisamente cervo.”

Encontrar um lugar para viver foi desde logo uma tarefa fácil, bastou-lhe visitar apenas uma casa, para passar de “UMA” para “A” casa. O fascínio por aquele lugar foi imediato, tornando-se evidente que seria ali o começo de uma nova vida em Portugal. O interesse pela história da casa levou-o a chamar-lhe de “A casa do Sr. Franco e da sua filha triste Marília” e a relação com as pessoas que reconstruiram aquele lugar tornou-se estreita, ao ponto da palavra “Estranho” ser rapidamente substituída por “Amigo”. E pronto, a partir daí estavam reunidas todas as condições para o início da escrita do seu 1º livro em terra lusa, intitulando-o de: “Uma casa em Portugal” que se tornou um sucesso de vendas em Israel.

Neste momento encontra-se a escrever o 2º livro, tendo como mote, os mistérios e a riqueza histórica do Alto Minho.

As obras escritas em hebraico encontram-se difundidas em todo o mundo e traduzidas em inglês. A vontade persistente do Escritor é de que um dia, os livros que descrevem a beleza e cultura do País escolhido como seu para viver, possam ser finalmente lidos reafirmando o peso do idioma português. Quanto aos leitores, resta-lhes aguardar a publicação na nobre língua de Camões.

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2 comentários

  1. Em boa hora chegou esta notícia que, entre outras coisas, serviu para deslindar a nacionalidade do senhor Sarna.
    Há uma confusão, no povo de Candemil, terra onde vive, sobre as suas origens.
    Pessoa que se integrou perfeitamente com os Candemilenses, desde que adquiriu a casa onde vive.
    Pessoalmente, fico muito contente por saber que Candemil o faz feliz.
    Lamento que,as suas obras ,não estejam publicadas em português.
    Mas acredito que esse tempo chegará.
    É muito bem- vindo a Candemil, o senhor Sarna.

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