Igualdade! Qual igualdade?

Igualdade, liberdade e fraternidade, são palavras fortes e bonitas saídas da revolução francesa do século XVIII, mas que ainda hoje enchem a boca de pseudo-democratas, porque soam bem.

Acho que não há ninguém que não as sobrescreva, em teoria, porque todas elas carregam uma simbologia intensa e levadas à letra equivalem a ter, Sol na eira e chuva no nabal.

Também estão vertidas na nossa Constituição da República. Porém, 50 anos depois de Abril de 1974, qual foi a evolução destas três palavras?

No que respeita à Liberdade, conceito que me é muito caro, vemos que as liberdades individuais são cada vez mais reduzidas, então na última década a aceleração para as cercear são muitas.

Já não somos livres de falar como queremos, de nos expressar como antes. Temos que medir as palavras para não sairmos do politicamente correcto sob pena de sermos zurzidos ou até ferozmente agredidos pelos defensores da cultura woke.

A Fraternidade, essa, está pelas ruas da amagura: é cada um por si, porque esta sociedade está muito egoísta.

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

E finalmente a Igualdade, essa mítica palavra que anda pelas ruas da amargura. Nem no nascer ou morrer somos todos iguais. E aqueles que mais enchem a boca com esta palavra são os primeiros a incumpri-la despudoradamente.

E o incumprimento da palavra Igualdade, está em muitos locais da nossa sociedade, porém eu achei por bem trazer o exemplo Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira.

Esta, na sua reunião do passado 28 de Maio deliberou conceder os seguintes subsídios.

 

1.º Abreviando. Para as festas da Nossa Senhora da Encarnação, € 250.00.

2.º Para as festas de S. Félix de Candemil, € 500.00.

3.º Para as festas de Santa Eulália em Gondar, € 500.00.

4.º Para as festas de S. João, em Campos, € 13.750.00.

 

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Podia trazer aqui o muito dinheiro esbanjado nas festas concelhias ou outros eventos, ainda mais caros, sempre na vila, mas os números são tão escabrosos e como foram gastos no ano passado, fico-me com estes, para já, deixando apenas este pormenor.

A Câmara gasta mais dinheiro em subsídios, festas e festinhas que aquele que atribui anualmente às 15 freguesias.

Agora imaginem que, em vez de ser a câmara, era um casal com quatro filhos, em que os pais decidissem fazer esta repartição pelos quatro filhos, e um deles fosse o leitor.

Acha esta decisão justa? Acha esta decisão igualitária? Aceitaria?

Pense nisso, porque é assim que governam Vila Nova de Cerveira.

 

(José Venade não segue o actual acordo ortográfico em vigor).

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