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Língua Portuguesa foi defendida em Monção

Painel das Jornadas do Vale do Minho

Na última sexta e sábado decorreram, em Monção, as Jornadas do Vale do Minho promovidas pelo Centro de Formação. Os oradores defenderam a necessidade de defender a língua portuguesa. Moita Flores e Sampaio da Nóvoa não criticam o acordo ortográfico, mas o segundo ainda não o utiliza.

Francisco Moita Flores esteve em Monção na noite do primeiro dia das Jornadas. Na noite de 26 de Junho apresentou também o mais recente livro. “O Dia dos Milagres” centra a acção em Vila Viçosa, onde viviam os Duques de Bragança, e conduz-nos pelos dias de ansiedade, dias terríveis, vividos entre crenças e superstições, marcado por revoltas e sofrimento, num Portugal pobre e cansado, traumatizado pela tragédia de Alcácer Quibir, de onde espera que chegue o Rei Sebastião.
Exaltando os monçanenses a “ter orgulho em ser português”, Moita Flores contava que “este bando de tesos [referindo-se aos portugueses] conseguiu criar uma língua amada por 250 milhões de pessoas”. O ex-autarca de Santarém lamentava a mediocridade na política. “Não digo que são todos medíocres. Não temos é pessoas com dimensão de Estado. É muito difícil aparecerem pessoas com dimensão de Estado”, frisava.
Questionado sobre o novo acordo Ortográfico, o escritor defendia que “discutimos um falso problema. O acordo não tem a ver com a língua, mas com a ortografia. Uma grande parte das pessoas que fala português nunca escreveu, porque são analfabetos. Isto é um acordo da ortografia e não da língua”. Moita Flores lembrou o acordo de 1911. “Quando foi o acordo ortográfico de 1911, um dos mais críticos foi Fernando Pessoa. Que nesse ano era um poeta obscuro. E só depois desse ano é que se transformou no grande poeta, que é um dos orgulhos da língua portuguesa”, salientava.

Candidato à presidência da República ainda não utiliza o Acordo Ortográfico
Sampaio da Nóvoa esteve em Monção na tarde de 27 de Junho. No auditório da EPRAMI explicava a importância da educação e da cultura. “Quando penso na educação está a ideia de educação como cultura e acto de criação”.
Para o “Eusébio das Ciências Sociais”, assim caracterizado pelo moderador da sessão, “a pedagogia que hoje aplicamos está obsoleta e ultrapassada”. Explicando: “O desafio da renovação da pedagogia é essencial para inscrever a educação como cultura”.


Organizado pelo Centro de Formação do Vale do Minho, as Jornadas trouxeram Fernando Pinto do Amaral (Plano Nacional de Leitura), Francisco Moita Flores, João Duque (presidente da Universidade Católica – Braga), Armindo da Ponte (ex-presidente da Câmara de Monção e professor aposentado), Cândido Martins (professor da Universidade Católica), Alberto Santos (escritor) e Luís Garcia Soto (Universidade de Santiago de Compostela).

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