Editorial

Mais do mesmo?…

Redação

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geral@minhodigital.pt

As memórias perdem-se naquela tempo ingénuo em que achamos que tudo é possível.
Não só podíamos mudar o Mundo como essa era a nossa missão.

Comissão de Curso, Assembleia de Representantes, Associação de Estudantes, Comissão de Finalistas, até uma passagem pelo Conselho de Disciplina e Ética da OM…

Conheci e tive o privilégio de lidar com verdadeiras lendas da Medicina e aprender com os melhores, a cartilha sagrada da Ética Médica e da liderança pelo exemplo…

Mas também conheci e bati de frente com o poder absoluto de um quase regime feudal da Medicina, em que nas mãos da Direcção de um Serviço podia estar um líder equilibrado, sensato, ou um déspota com poderes ilimitados quase herdados por direito divino…

E todos sabemos ao estado a que alguns serviços chegaram, por se ter instalado este regime que não elegia tantas vezes os melhores, antes os mais bem relacionados com o poder, acabando por nos acomodarmos a algumas histórias de injustiça, só porque nada se podia fazer para mudar…

Os tempos foram mudando.
O país democratizou-se, a consciência de equilíbrio entre direitos e deveres foi fazendo o seu caminho.
A triste sina do facto consumado deu origem ao escrutínio, ao livre arbítrio, à coragem de mudar.
Os melhores de nós, os mais aptos, a meritocracia como forma de liderança ganhou batalhas…

Mas alguns vícios tem vida longa e teimosa.
Um corrupio de gente apegada ao poder pelo simples fascínio do poder, os colecionadores de cargos e prebendas, fazendo o caminho da reverência e salamaleque ao poder político, aqueles que procuraram nas lideranças uma forma fácil de vida farta, sem preocupações de triunfar pelo mérito de uma verdadeira carreira médica, por aí continuam…

E a estratégia não mudou.
É procurando as relações pessoais com os mais fortes, influentes ou bem relacionados, em vez da procura de genuínos projectos feitos de ideias e mudanças, que o seu poder se perpetua.
Tal como não muda uma visão do Mundo arcaica e redonda, de jurar cumprir apenas conjunturas, para que tudo fique na mesma.

O marasmo de todos nós é a sua sobrevivência…

Arrastei-me cansado e como sempre sem ilusões para este desafio de uma candidatura chamada MUDANÇA COM NORTE.
Mas nas sucessivas reuniões semanais no restaurante Pombeiro ( um baluarte da arte culinária tripeira!), encontrei uma vitalidade pura e sincera que pensava perdida.

Gente que fez ou luta por fazer em primeiro lugar uma carreira de dedicação à Medicina.
Que sentindo na pele os problemas e angustias, com que se deparam os que combatem na primeira linha das trincheiras desta difícil saga que escolhemos, sabem melhor do que ninguém o que está mal, não sendo difícil construir pontes comuns para verdadeiras soluções.

Gente que dirige mas trabalha lado a lado com os seus, especialistas de todas as carreiras hospitalares, colegas de MGF, de Saude Publica, Jovens Internos de coração generoso, unidos por este genuíno interesse de procurar o bem comum, de encontrar os bons caminhos de uma Saúde que se quer inteira e dedicada ao povo que juramos servir.

Sem carreiras partidárias em vista, sem obsessão por cargos que se esvaziam de sentido uma vez lá chegados, sem necessidade de provar nada na construção de egos apenas inúteis…

Não será tempo de lhes darmos voz?

Médico 
LISTA M
MUDANÇA COM NORTE
SECÇÃO REGIONAL DO NORTE DA ORDEM DOS MÉDICOS

 

Candidatos à Seção Regional do Norte da Ordem dos Médicos

LISTA M

Dra. Conceição Barbosa

Candidata à Direção Regional de Viana do Castelo

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