“Maus resultados [do PS-Arcos] têm de responsabilizar e penalizar a liderança”

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No rescaldo das eleições autárquicas, os grupos de vereação com assento na Câmara Municipal de Arcos de Valdevez aproveitaram a derradeira reunião do mandato prestes a terminar para uma leitura política das votações conseguidas no passado dia 1 de outubro. José Albano Domingues carregou nas tintas para considerar os resultados autárquicos deste ato eleitoral “os piores de sempre do Partido Socialista” no concelho de Arcos de Valdevez.

O vereador do PS desfiou o processo de escolha dos candidatos desde o início, para dizer, primeiramente, que o próprio foi excluído pela Concelhia do PS-Arcos. “Como sabem, não integrei qualquer das listas concorrentes aos diversos órgãos – Assembleia Municipal, Câmara Municipal e Assembleia de Freguesia – […], por exclusiva opção da liderança da Secção Concelhia do Partido Socialista de Arcos de Valdevez”. E, depois, para lembrar, em tom crítico, os convites contranatura não aceites, alegadamente feitos a arcuenses de outra área política (PSD).

Por isso, “os maus resultados obtidos pela candidatura […] não passaram – defende José Albano Domingues – de uma narrativa pré-anunciada”, e estes “têm de responsabilizar e penalizar a liderança política”, vinca o vereador (eleito em 2013), que dá sentença de morte à cúpula do PS-Arcos.

“[…] Considerando, designadamente, que o Partido Socialista elegeu unicamente um vereador para o executivo municipal, […] entendo, por isso, que a mesma [liderança política] não reúne, agora, quaisquer condições para se manter, com as inerentes consequências que daí têm forçosamente de advir”, conclui José Albano Domingues.

Toada de felicitações

Recados à parte, esta reunião de Câmara, com reduzido expediente, dispensou elogios aos vencedores absolutos das eleições locais recentemente realizadas.

José Albano Domingues deu os parabéns ao reeleito João Manuel Esteves, que “demonstrou ser, por hoje, a personalidade com maior capital político neste concelho”, segundo sublinhou o vereador do maior partido da oposição, que, nesta reunião de despedida de mandato, não contou com Fernando Cabodeira, por indisponibilidade deste.

Entretanto, depois de felicitar “o presidente João Manuel Esteves e a equipa dele” pela “maioria absoluta” e de lamentar “o decréscimo acentuado nos votos apurados” com que o CDS foi castigado pelo eleitorado, o vereador Fernando Fonseca prometeu fazer da Assembleia Municipal “o fórum para o debate e apresentação de ideias [do CDS]”, com vista à tomada de “melhores opções” por parte do executivo municipal.

Já Hélder Barros, do PSD, congratulou “os eleitos para a nova Câmara e para os vários órgãos autárquicos”, englobando, aqui, a Assembleia Municipal e as assembleias de freguesia.

“Desejo que todos tenham as maiores felicidades no cumprimento das suas funções e que o próximo mandato corra da melhor forma”, rematou o vereador social-democrata, que é, simultaneamente, vice-presidente do Município.

Os novos órgãos autárquicos municipais (Assembleia e Câmara) serão empossados no próximo dia 18 de outubro (pelas 17.30).

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Nuvem do Minho
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