A Meca da Cerveja Artesanal

Pela terceira vez consecutiva, o evento volta a esta vila. De 9 a 12 de Julho, a organização, OG&Associados, calcula a adesão de mais de 40 mil pessoas para aquele que já é considerado o segundo melhor evento do género da Península Ibérica: o ARTBEERFEST!

 

«Surge pela necessidade de dar um click em Portugal no fenômeno que é a  ‘revolução da cerveja artesanal’,  um movimento que está a acontecer a nível mundial e a dar os primeiros passos por cá. Esta foi a razão pela qual o certame surgiu em Caminha», segundo referiu Miguel Cepa, um dos membros da organização.

O certame resultou, e assim voltou nos dias 9, 10, 11 e 12 de Julho para voltar a animar o centro histórico de Caminha. Salientou Miguel Cepa que o balanço é muito positivo até porque «neste momento o Artbeerfest já é considerado o segundo maior evento da península ibérica, depois de Barcelona».

Na edição de 2013 apenas havia 8 cervejeiros artesanais licenciados em Portugal, enquanto neste momento já são perto de 50 e vão surgir muitos mais. Alguns destes projetos surgiram após visita ao Artbeerfest que é o principal ponto de encontro do mundo cervejeiro em Portugal. Caminha, neste momento,  já é considerada a ‘Meca da cerveja artesanal em Portugal’ e, ainda segundo o próprio «é possível degustar algumas das melhores cervejas artesanais portuguesas nos bares e restaurantes de Caminha».

Minho Digital soube que, nesta edição, e numa das novidades do evento, houve a criação do AbfComité que é um júri constituído por alguns dos melhores cervejeiros do mundo: Mikkel Borg Bjergsø da cerveja Mikkeler da Dinamarca; Carlo Grootaert da cerveja De Struise Brouwers da Bélgica; Steve Huxley da cerveja Steve’s Beer de Espanha; Justin Rivett da Cerveja Moor de Inglaterra e Marcos Praça da Cerveja Cevada Pura do Brasil.

Cabe a este júri definir o melhor cervejeiro da edição de 2015 que, este ano, contou  como país convidado o Brasil, representado pelas suas 5 melhores cervejas, nomeadamente a Cevada Pura,  a Morada Cia Etílica, a Schornstein, a Amazon Beer e a Brotas Beer

Em que se diferencia  a cerveja artesanal da industrial? Essencialmente na matéria prima usada e no método de produção. A matéria prima usada nas artesanais é composta de cereais de alta qualidade em maior quantidade, por isso as cervejas são mais intensas em sabor e aroma e com métodos de produção artesanais. Além disso não são adicionados conservantes e o gás é totalmente natural. Trata-se de um produto com potencialidades para entrar no mercado.

Este fenómeno da cerveja artesanal tem vindo a crescer a olhos vistos e Miguel Cepa salientou que  «o  objectivo destes cervejeiros não é concorrer com as marcas industriais, mas sim chegar a um público de verdadeiros apreciadores de cerveja feita pelo método artesanal».

Nos Estados Unidos, por exemplo,  a cerveja artesanal já controla 30% do mercado, enquanto em Itália existem 700 cervejeiros a produzir algumas das melhores cervejas do mundo. «Portugal está no bom caminho e o Artbeerfest deu uma valiosa ajuda». De registar que, em Caminha, existem dois produtores de cerveja artesanal.

 

Objectivo do evento

Neste terceiro ano da organização os objectivos estavam bem defenidos. Tal como referiu Miguel Cepa, a empresa organizadora pretende a «internacionalização do Artbeerfest como evento de referencia na Europa». E acrescentou: «Ao longo deste último ano o Artbeerfest cresceu, viajou muito, esteve presente em vários festivais pela Europa, visitou e foi visitado por grandes cervejeiros quer em Portugal quer no estrangeiro, estivemos com alguns gurus deste mundo da cerveja artesanal, por isso o Artbeefest não está igual. Está melhor, adquiriu know-how, mas isso implica que  temos que fazer mais e melhor».

No certame todos os cervejeiros e produtores têm o mesmo tratamento e a organização somente estabelece protocolos com aqueles para quem «o  desafio dos mestres é cada vez maior. O cervejeiro tem que se superar diariamente porque este público não é fiel a marcas, nem há aqui lugar para mega campanhas publicitarias, pois o que conta é a qualidade com que sai cada lote de cerveja», confiou-nos Miguel Cepa.

O espaço onde se realiza o evento começa a ser pequeno, pois só este ano a organização recebeu 87 inscrições, quando só tem capacidade para 30. A oferta é grande e de excelente qualidade,  e surpreendeu pelas presenças de  vários Dj’s  que diariamente proporcionaram vários concertos de bandas como os Crassh, Projecto Bug e Pás de Problème, sempre em formato de arruada! De salientar as provas sensoriais, workshops, labshops, demonstrações ao vivo e masterclasses por cervejeiros como Steve Huxley. Este artesão inglês e que vive em Espanha há 30 anos, é uma referência no mundo da cerveja artesanal. Foi ele que deu início à revolução da cerveja artesanal no país vizinho e ensinou a maioria dos cervejeiros. No Artbeerfest  organizou um curso com degustação para cervejeiros.

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Nuvem do Minho
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