Mercado Municipal de Caminha vai a votos

Aquele que foi criado há cerca de 40 anos, mas de forma provisória, tem sido o lamento dos comerciantes lá existentes devido às péssimas condições em que se encontra. O Mercado Municipal de Caminha que em tempos esteve para ser mudado de local, e só não foi devido ao manifesto dos seus comerciantes, agora vai ser alvo de uma votação para a escolha do projecto para a sua reabilitação.

Fotos: Poliana Porto

A dita votação iniciou-se na passada 4ª feira e irá prolongar-se até ao dia 19 deste mês, tendo os interessados em fazê-lo que dirigir-se à Junta de Freguesia local. Todos, residentes ou não no concelho, podem votar e as urnas estão abertas todos os dias da semana e na manhã de sábado.

No entanto, esta semana o Minho Digital falou com alguns comerciantes que se mostram satisfeitos por agora ver algum andamento nas obras do referido imóvel, mas, também, em alguns ainda existe alguma apreensão.

Para conseguir as tão desejadas obras de melhoramento no mercado, a Câmara Municipal estabeleceu uma parceria com a escola Gallaecia. E assim 4 arquitectos e também alunos de Mestrado da Escola Superior Gallaecia deitaram mãos à obra. Estes projectos de requalificação e reabilitação já foram apresentados aos comerciantes do mercado e população em geral, mas agora o município caminhense dá voz à população para a escolha do projecto através de votação.

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Sabido é que este Mercado Municipal está velho e desadequado à actividade que ali é exercida, principalmente de produtos frescos. Assim, o município caminhense decidiu colocar um ponto final nesta situação optando por «uma solução inovadora, lançando um desafio à Escola Superior Gallaecia. Desafio aceite, os estudantes do Mestrado Integrado em Arquitectura e Urbanismo, Design e Artes Plásticas e Multimédia elaboraram várias propostas, em diálogo com os comerciantes, com o objectivo de construir soluções que permitam reconciliar o Mercado Municipal com as pessoas, com o centro da Vila e com o Rio Minho, fazendo do equipamento um polo de atracção e dando condições de funcionalidade e conforto aos comerciantes».

Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, salienta que esta reabilitação e requalificação é «uma solução low-cost, na medida em que qualquer uma das quatro soluções aproveita a estrutura existente, mas introduz novas valências».

 

«Mercado de Caminha usado para jogos eleitoralistas»

É assim o título de um comunicado da concelhia do PSD e no qual também acrescentam que «o Mercado Municipal de Caminha, está enfeitado com telas tamanho XXL, que visam esconder as lojas preparadas pelo anterior executivo e que o dr. Miguel Alves nunca quis arrendar».

Esta força política acusa o município caminhense pela forma como acompanhou este processo e referem que «na apresentação de propostas de requalificação, no Teatro Valadares, o executivo deu tanto valor ao evento que o sr presidente da Câmara nem lá apareceu». Mas vão mais longe ao acusar o edil caminhense de fazer «gestão política , mas não faz gestão autárquica», e isto porque, alegam, uns meses depois da sua posse apresentou o projecto Polis para o mercado e um ano depois resolve-se por um concurso de ideias com alunos da escola Gallecia e isto «sem permitir que os jovens arquitectos do concelho pudessem concorrer».

O Partido Social-Democrata crítica, também, o orçamento previsto para a reabilitação e requalificação do Mercado Municipal de Caminha e consideram que era «tão ínfimo, que mais parecia um projeto low cost do que uma grande obra de requalificação».

No final do seu comunicado esta força política diz que a Câmara Municipal de Caminha «está falida» e terá que «recorrer a um empréstimo de 1 milhão de euros para pagar ordenados».

 

 

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Nuvem do Minho
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