Momentos de Poesia – 2

Mais uns momentos de poesia.

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O Fado na Madrugada

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Joguei meu fado na espuma

da maré de lua cheia,

Mas o mar envolto em bruma,

trouxe-o de volta pr’areia…

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Fui beijar a madrugada

levei o fado comigo

e o sol vendo-o enfeitada

confessou-se seu amigo

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Quando palpita a emoção

ante a beleza do fado

Faz-se a vida uma canção

e o viver abençoado !

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De emoção vive a saudade

e no fado a dor sentida

é mais forte e mais sofrida

se é cantada com verdade

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Quando uma guitarra chora

por qualquer fado vadio

o tempo j√° n√£o tem hora,

acalma-se o mar bravio.

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Guitarra chora o meu fado

Que só tu sabes chorar

A m√°goas desse pecado

Que por c√° ando a penar

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Acaba-se a desgarrada

Louvando o fado afinal

Que é a forma mais amada

De cantarmos Portugal.

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A Vida¬†√© √Āgua que Passa¬†

Mas Mais Vida H√°-de Passar!
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A vida é nau balouçante em porto de água revolta
√Č como corda de proa, que ora folga, ora retesa
Se est√° firmada num cais, fica firme, n√£o se solta
Mas se vogar à deriva há que ancorar com firmeza.
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E depois olhar na noite quando brilham as estrelas
Em vez de aceitar o açoite do mais negro recordar
Escolher navegar à vista e soltar todas as velas
Que a fé é um melhor guia que as cartas de marinhar.
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Ah, esse apelo do mar com o chamado das gaivotas
E os cheiros da maresia quando perfumam o ar
Inebriam os sentidos fazem-nos querer navegar.

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A esteira que a nau deixou vai-se perdendo no mar
√Č a vida que j√° passou, mas mais vida h√° pra singrar
E a proa l√° vai sulcando rumo a paragens remotas.

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Quando o homem descobre o √Ęmago da sua natureza

ele encontra o caminho para o seu equilíbrio e bem estar.

E. S√°

 

O universo e o homem

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( Manto de Deus, vistoso, formid√°vel…

√Č nesta catedral imensur√°vel

que os destinos humanos são traçados! )

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Neste universo que o olhar nos enche

Est√£o as respostas todas de quem somos

As vidas que vivemos e o que fomos

E a que estamos vivendo e nos pertence.

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Nele se exercem as leis universais

Que a mente cósmica domina e orienta

E que celestes corpos suprimenta

De influências poderosas e astrais.

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Merc√ļrio e V√™nus s√£o c√≥smicos pais

Dessas forças que tanto condicionam

Os destinos do homem e lhe abonam

As tendências maiores e estruturais.

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Dir-se-á que a humana consciência

Assumido o seu karma original

Terá noção do seu poder mental

P’ra se dar a si própria consistência.

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E a alma que nos move a intenção

Do equilíbrio polar assim dotada

Causa intuída, matéria controlada

Dos sete anjos terá a aprovação.

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E assim, vontade, mente e emoção

De consenso carecem neste jogo

Em que a raz√£o reside desde logo

Na prudência da sábia avaliação.

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Até que a Consciência Superior

Nos retorne ao Pai espiritual.

√Č o tempo do mortal ser imortal;

Do espírito volver ao Criador. 

 

Valeu o sacrifício

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Em consciência, de forma serena

 Tu, Poeta, que à pena te ofertaste

 Sensível por amar, penas tomaste

 E a mágoa em ti nunca foi pequena.

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Quis o teu fado que o talento usasses

¬†Pra dotar de beleza essas vis√Ķes

¬†Que mitigaram dores nos cora√ß√Ķes

 Dos que te leram tal qual lhes falasses.

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Daí, tudo valeu o sacrifício;

¬†Em ti esqueceste frustra√ß√Ķes, cansa√ßos

 A tantos deste amor e deste abraços

 Porque é do Asceta esse sublime ofício.

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E assim, como o palhaço, tu viveste

 Na alma; a aspera dor em cada verso

 Enquanto aos outros mostraste o reverso

 Das amarguras em que te envolveste.

 

O encanto do cinza

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Se elas soubessem do encanto que tem

O tom de prata dos seus belos cabelos…

Se elas soubessem, viam-se pr’além

D’outras mais jovens com as quais competem.

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Mulher madura, sabe que os tons cinza

Com que a vida pintou os teus cabelos

São d’entre as coisas belas, a mais linda

Que pode suscitar bastos desvelos !

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O charme numa idade mais madura

√Č um bem precioso a contemplar

Por quem sabe o que é a formosura,

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E adivinha o quanto sabes dar

Em matéria de amor e de doçura

A alguém que esqueceu o que é amar.

Quando o homem descobre o √Ęmago da sua natureza

ele encontra o caminho para o seu equilíbrio e bem estar.

E. S√°

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O universo e o homem

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( Manto de Deus, vistoso, formid√°vel…

√Č nesta catedral imensur√°vel

que os destinos humanos são traçados! )

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Neste universo que o olhar nos enche

Est√£o as respostas todas de quem somos

As vidas que vivemos e o que fomos

E a que estamos vivendo e nos pertence.

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Nele se exercem as leis universais

Que a mente cósmica domina e orienta

E que celestes corpos suprimenta

De influências poderosas e astrais.

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Merc√ļrio e V√™nus s√£o c√≥smicos pais

Dessas forças que tanto condicionam

Os destinos do homem e lhe abonam

As tendências maiores e estruturais.

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Dir-se-á que a humana consciência

Assumido o seu karma original

Terá noção do seu poder mental

P’ra se dar a si própria consistência.

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E a alma que nos move a intenção

Do equilíbrio polar assim dotada

Causa intuída, matéria controlada

Dos sete anjos terá a aprovação.

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E assim, vontade, mente e emoção

De consenso carecem neste jogo

Em que a raz√£o reside desde logo

Na prudência da sábia avaliação.

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Até que a Consciência Superior

Nos retorne ao Pai espiritual.

√Č o tempo do mortal ser imortal;

Do espírito volver ao Criador.

meugesa1@gmail.com
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