Monção recebe símbolos da Jornada Mundial da Juventude

Celebração de acolhimento realizou-se na quarta-feira, pelas 21h30, na Igreja Matriz.

No dia 13, sexta-feira, entre as 21h00 e as 22h30, os símbolos estarão na Praça Deu-la-Deu, onde se celebrará a oração da alegria e a saudação dos grupos folclóricos.

Entre 1 e 6 de agosto deste ano, Portugal vai acolher a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Desde novembro de 2021 até julho de 2023, os símbolos da JMJ, Cruz Peregrina e ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, percorrem as 21 dioceses de Portugal, anunciando o maior encontro de jovens do mundo.

De 29 de dezembro a 30 de janeiro, os símbolos encontram-se em peregrinação pelo distrito de Viana do Castelo. Monção recebe-os esta semana, entre os dias 11 e 14, quarta-feira a sábado, com a celebração de acolhimento a realizar-se na Igreja Matriz, pelas 21h30.

Na quinta-feira, após oração de Laudes e Reconciliação, na Igreja Matriz, os símbolos passaram pela APPACDM (oração pela inclusão), e pela Escola Secundária de Monção (oração pelos estudantes), regressando à Igreja Matriz pela mão dos estudantes, onde pernoitaram.

Hoje, sexta-feira, com a presença do Bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador, decorrerá uma oração pelos defensores, no quartel dos bombeiros, pelos artistas, na sede da Banda Musical de Monção, e pelos movimentos juvenis, na sede do Agrupamento de Escuteiros de Monção.

Neste dia, entre as 21h00 e as 22h30, a Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, estarão na Praça Deu-la-Deu, onde se celebrará a oração da alegria e a saudação dos grupos folclóricos. No sábado, último dia da permanência dos símbolos no nosso concelho, celebra-se, pelas 15h00, uma missa solene, na Igreja Matriz.

A Cruz Peregrina

Com 3,8 metros de altura, a Cruz Peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países. Tem sido encarada como um verdadeiro sinal de fé.

Foi transportada a pé, de barco e, até por meios pouco comuns, como trenós, gruas ou tractores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais. No percurso, enfrentou muitos obstáculos: desde greves aéreas a dificuldades de transporte, designadamente, a impossibilidade de viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis.

Tem-se afirmado como um sinal de esperança em locais particularmente sensíveis. Em 1985, esteve em Praga, na actual República Checa, numa altura em que a Europa estava dividida pela cortina de ferro, sendo, nesse local, sinal de comunhão com o Papa.

Pouco depois do 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova Iorque, onde ocorreram os ataques terroristas que vitimaram quase 3000 pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois de o país ter sido assolado pela guerra civil.

O ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani

Desde 2003 que a Cruz Peregrina conta com a companhia do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. Este ícone foi introduzido pelo Papa João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens.

Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália. É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou colocar fim a pestes.

O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, sendo visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.

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