Editorial

MORREU O ÚLTIMO HERÓI PORTUGUÊS

Manso Preto

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O Tenente-Coronel Comando Marcelino da Mata foi o militar português mais condecorado de sempre. Durante a Guerra Colonial, lutou pelas Forças Armadas de Portugal, tendo participado em 2412 operações de combate. Com ele, morreu grande parte do Portugal que amava!

 

Não está aqui em causa discutir uma guerra de que todos fugiam. Muitos procuravam evitá-la emigrando. Outos desertaram. Marcelino da Mata abraçou uma Pátria que não escolheu a cor da pele. Queria sobreviver e, corajosamente, esteve sempre na primeira linha. Voluntarioso, era o primeiro a dar um passo em frente quando se tratava de defender, com armas nas mãos, o seu país, os seus camaradas de luta e não hesitava entrar em operações para resgatar prisioneiros portugueses detidos pelo PAIGC.

Os seus feitos fizeram dele uma lenda viva, uma referência daqueles que olham com respeito a Bandeira Nacional e ainda se arrepiam ao ouvir o Hino Nacional!

 

Dizia-me há dias um amigo que com ele privou que Marcelino da Mata era um ser humano extraordinário e que por trás do valente guerrilheiro estava um homem de sensibilidade rara. «Muito do que viu e aprendeu e o modo como foi ostracizado após o 25 de Abril, jamais lhe arrancaram palavras de azedume».

 

Sobreviveu a tudo e todos, inclusive ao pelotão de fuzilamento para onde o queriam mandar. Sobreviveu a emboscadas e a todo um cenário de guerra. Não traiu. Não denunciou. Foi fiel. Num país que rejeita os combatentes, os mutilados, os traumatizados de guerra.

Marcelino da Mata, ironicamente, apenas foi derrubado por um inimigo invisível que não escolhe cor, ideologias, nem credos religiosos.

Daqui a uma semana, apenas os familiares e seus amigos se lembrarão do Homem, do Combatente. Do Herói!

Com ele, morreu parte de Portugal. E isso é difícil de descrever. Mas sente-se. Mesmo aqueles que, por razões várias, não puderam estar presentes na sua ‘partida’ https://www.youtube.com/watch?v=MuV3oPqE9W4&feature=emb_logo

O Panteão Nacional, espera-o! Oxalá haja uma avaliação objectiva, independente, patriótica para avançar com o processo!

 

Porque a História não se reescreve!

jornalista.manso.preto@gmail.com

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