Editorial

Não conseguem ser Democratas
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Jorge VER de Melo

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Mais uma vez se verifica que os nossos políticos não conseguem ser Democratas.

Em vez disso, entreteem-se a aplicar rasteiras uns aos outros ou então a insultarem-se indiretamente. E nós continuamos a pagar tanto trabalho desperdiçado na AR.

Afinal o que está a acontecer no nosso Parlamento?

  • O PS obriga o Governo AD a executar aquilo que não quis fazer enquanto esteve no poder;
  • O Governo, por sua vez, em lugar de alinhar nas propostas e propor a discussão, como qualquer Democrata, fica muito ofendido e alega que o PS pretende precipitar novas eleições;
  • Os restantes partidos querem aprovar Democraticamente algo de bom para os cidadãos e;
  • O Chega pretende demonstrar à AD que sem eles não conseguem governar.

Na realidade, no primeiro caso todos pretendem ditar as Leis sem o exercício da Democracia, apenas e simplesmente porque nenhum deles aprendeu a fazer funcionar a Liberdade nessas condições.

Até é provável que o Governo tenha razão no segundo caso, mas ninguém está no Parlamento para criar ou inventar peguilhices. A situação é demasiado grave para perderem tempo com questiúnculas. Estão todos lá, pagos por nós para resolverem os problemas do país. Apenas esses são importantes.

Saber se alguém não gosta de outro alguém, se pretende fazer ou dizer mal deste ou daquele, também não é o trabalho nem do Governo nem dos Senhores deputados.

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

Por isso, no terceiro caso, os partidos menos pontuáveis pretendem realizar algo concreto para ensaiarem propostas e conseguirem  mais votos nas futuras eleições . Vejam-se os resultados!…

Na quarta situação, confirma-se bem, o que o  Chega sempre afirmou e continua a salientar. Os restantes partidos, fundamentalmente os dois principais do Governo e da oposição continuam a não acreditar na força  da extrema direita, pelos votos Democraticamente conseguidos.

Continuamos com o velho problema. Têm que aprender a trabalhar Democraticamente, quando não, o país continuará a acumular prejuízos e o cidadão a ganhar pouco.

Ainda esta semana, por pesquisas no âmbito da saúde, ficou demonstrado e divulgado na comunicação social que as pessoas chegam aos hospitais desnutridas prejudicando assim qualquer tratamento.

Isto quer dizer que estamos perante a fome vulgarmente espalhada pelo país. São as organizações sociais particulares ou da Igreja que ainda vão apoiando essas pessoas.

Foi essa a razão que nos levou a salientar a urgência necessária dos políticos resolverem os problemas dos cidadãos e deixarem de perder tempo com patetices que apenas os colocam mal, a todos…

Todos sim, porque qualquer um dos deputados pode impor ordem na discussão democrática. Devem tratar em primeiro lugar os assuntos relacionados com todos os casos de vida ou de morte. É simplesmente vergonhoso, perante os outros países da Europa, continuarmos a ser os pedintes da família. Sempre dos mais pobres e com piores condições de vida.

Em cada dia que passa se verificam mais idosos e não só, abandonados: à fome, à falta de assistência à saúde, à falta de habitação e à ausência de justiça.

Não concordam? Passamos há muito, os limites do razoável!…

Fez-se tanta coisa boa com o “25 de abril de 1974,” depois deixámos cair todos os valores sociais a partir do momento em que já estávamos a ganhar alguma recuperação económica.

Será que temos de criar universidades apenas para ensinarem o que é óbvio aos nossos políticos?

Às tantas!…

1 comentário

  1. Abstendo-se todos de respeitar os respetivos eleitorados, estão todos a promover a abstenção.
    Nesta matéria estão todos a trabalhar para a mesma causa/efeito.
    Já na noite de 9 de junho próximo vamos ouvir os lamentos do costume.

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