“No ténis, uma final com um climax inesperado” – em Londres com o vianense que trata das lesões das estrelas

A “Nitto ATP Finals”, final de ténis que reúne os oito melhores jogadores de cada época do “ATP World Tour” mostrou pela 48a vez, que continua a ser um teatro de surpresas e de celebração desportiva. Uma reportagem em exclusivo para o MINHO DIGITAL de Carlos Costa, fisioterapeuta e osteopata de algumas das maiores ‘estrelas’ do Ténis ao mais alto nível internacional.

A “O2 Arena”, em Londres, foi pela décima vez o palco escolhido, local histórico para as artes e espectáculos, mas que neste periodo vê as suas bancadas preenchidas por fãs de ténis. Voltando a atenção para o court, pois é nele que decorre o verdadeiro desafio dos atletas, é curioso que deste lado da Europa, seja um Português o responsável por trás da superficie em que os jogadores vão “deslizar” durante uma semana, o seu nome é Adriano Pereira e trabalha para a Greenset, uma curiosa coincidiência que mostra que o valor Lusitano também está presente num dos melhores torneios do ano.

Os grupos foram definidos, a representar o Guga Kuerten, jogador que admiro pela carreira e por termos igual data de aniversário, 10 de Setembro, temos Novak Djokovic, Alexander Zeverev, Marin Cilic e John Isner, sendo que este último, Isner se classificou por lesão do Nadal. Do outro lado, o grupo do Lleyton Hewitt, outra lenda do ténis australiano, temos Roger Federer, Kevin Anderson, Dominic Thiem e Kei Nishikori.

De salientar no round Robin, o grupo do Lleyton começou com uma surpresa, em que Federer se vê batido por Kei Nishikori, num parcial de 7-6(4) e 6-3, o samurai japonês como às vezes lhe chamam em tom humorístico, conseguiu que a sua a estratégia resultasse, e no Grupo do Guga um N1 demolidor, com um um jogo tão dominante que não deixou que nenhum set lhe escapasse nos três jogos disputados.

Mas como sempre os grandes jogadores são os que resistem às adversidades e adaptam-se de forma mais rápida, tal como uma criança que para aprender a dar os primeiros passos cai várias vezes até ser capaz de sustentar o seu peso de forma equilibrada, assim aconteceu com o Federer que após o choque do primeiro jogo reergeu-se com uma vontade reforçada para triunfar nos seguintes, Zeverev algo abalado com a derrota frente a Djokovic vê-se também presente na semi-final e Kevin Anderson e Djokovic talvez os mais constantes até então, vêm-se de novo num grande palco depois da final emblemática de Winbledon.

Apesar de ter sucumbido ao ténis do sérbio, Kevin Anderson demonstrou mais uma vez que merece estar entre os melhores e embora por motivos académicos a nossa colaboração tenha chegado a um fim, pois estou a realizar um mestrado em Londres, ter ajudado a atingir a final e dar mais uma vez o meu contributo para conseguir chegar à semi-final, foi mais um motivo de orgulho.

Mas quem acabou por erguer o troféu foi Alexander Zverev, Novak bem o pôs à prova durante todo o jogo, mas num dia em que o alemão sentia a victória em cada ponto, a vontade de vencer foram mais fortes, acabando por derrotar o actual número 1, um momento que seguramente irá relembrar, tornando-se um dos vencedores mais jovens, igualado por outro alemão em 1995, Boris Becker.

UM SINAL DE QUE A IDADE NÃO É UM LIMITE

 

A “Nitto ATP Finals” foi um bom momento para reviver o alto nível de ténis que cada vez mais se pratica no ATP World Tour, mas é passado 3 semanas que se reavivam memórias ainda mais antigas, Tommy Haas, um dos jogadores com quem tive a oportunidade de colaborar e que felizmente teve um final de carreira coroado de feitos improváveis para a sua idade ao subir ao ranking n11 com 36 anos, vê-se agora parte de uma elite de jogadores que continuam a marcar a história do ténis.

 Num evento admirado por várias gerações, o Champions Tour, evento que envolve 4 dias de ténis com singulares e duplas, continua a reunir ex-jogadores numa das salas mais antigas de Londres, o Royal Albert Hall, para mostrar que embora a dualidade que se sente no ATP tour de victoria-derrota, o mais importante é gostar do que se faz e disfrutar de cada momento, com amizades de longa data.

Uma vez mais os motivos foram de reecontro, para relembrar antigas memórias, mas ao longo da semana foram adicionados alguns tratamentos para poder garantir a final contra Juan Carlos Ferrero. Em termos médicos são poucos os desportistas que não apresentem uma dor “aqui ou acolá” e que se soluciona com o tempo… mas com o avançar da tecnologia cada vez mais são atribuidos nomes concretos às condições, e o que no passado era apenas uma dor de costas, actualmente pode ter um carácter mais específico como um nervo que está comprimido, a um disco intervertebral com lesão e possível hernia, e neste caso foi o que aconteceu ao Tommy, tinha jogado um evento na “Necker Cup” e entre viagens longas e volta à competição no champions tour teve o que geralmente é chamado de dor lombar, mas que mais especificamente era uma lesão de um disco na região lombar, embora a lesão possa ser assutadora e incapacitante muitos de nós podemos sofrer do mesmo a um momento dado na nossa vida e muitos podem ter essa mesma condição sem apresentarem simptomas de  dor ou rigidez, querendo esclarecer nesta situação que no caso do Tommy após três dias a sua situação de resolveu sendo capaz de disfrutar do seu ténis ao longo da semana.

Uma vez mais os motivos foram de reencontro, para relembrar antigas memórias, mas ao longo da semana foram adicionados alguns tratamentos para poder garantir a final contra Juan Carlos Ferrero. Em termos médicos são poucos os desportistas que não apresentem uma dor “aqui ou acolá” e que se soluciona com o tempo… mas com o avançar da tecnologia cada vez mais são atribuidos nomes concretos às condições, e o que no passado era apenas uma dor de costas, actualmente pode ter um carácter mais específico como um nervo que está comprimido, a um disco intervertebral com lesão e possível hernia, e neste caso foi o que aconteceu ao Tommy, tinha jogado um evento na “Necker Cup” e entre viagens longas e volta à competição no champions tour teve o que geralmente é chamado de dor lombar, mas que mais especificamente era uma lesão de um disco na região lombar, embora a lesão possa ser assustadora e incapacitante muitos de nós podemos sofrer do mesmo a um momento dado na nossa vida e muitos podem ter essa mesma condição sem apresentarem simptomas de  dor ou rigidez, querendo esclarecer nesta situação que no caso do Tommy após três dias a sua situação de resolveu sendo capaz de disfrutar do seu ténis ao longo da semana.

Outro facto a ressaltar deste evento foi o de John McEnroe, um jogador que marcou a história do ténis decidiu realizar o seu último jogo no Champions Tour, evento que ele próprio ajudou a fundar e que por isso teve um significado seguramente diferente para si.

  Partilhar este artigo
Nuvem do Minho
contact@carlos-costa.com
  Partilhar este artigo
📌 Mais de Viana