O outro lado da fama

Hugo Miranda e a namorada

 

Numa viagem pelo país, parámos por Belém. Encontramos ao serviço, nos Pasteis de Belém, numa quarta-feira à noite, Hugo S, concorrente do Reality Show da TVI, Casa dos Segredos 5.

Hugo S, porque o seu nome é Hugo Alexandre Silvério Miranda. Com 26 anos, natural de Lisboa e é empregado de mesa nos Pasteis de Belém, há já nove anos. No entanto, agora as suas raízes estão ligadas ao Minho.

Numa conversa curta, deu para perceber a simpatia e simplicidade, que o jovem concorrente tem, num local público mesmo depois de ter concorrido ao programa televisivo.

Hugo Miranda, antes de entrar no concurso já era empregado de mesa, de Quarta a Domingo. Nos restantes dias, aproveitava o descanso para fazer o que mais gosta como “praticar desporto e estar com os amigos”.

Questionado sobre o que o levou a concorrer, a resposta é rápida e curta, “foi uma mera brincadeira entre mim e o meu pai”.

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

Relativamente aos Castings e ao tipo de perguntas a que os concorrentes são submetidos, Hugo disse que “os castings duraram cerca de quatro meses”, e quanto às questões essencialmente perguntaram “como era a minha vida no passado, o que fazia actualmente e quais as minhas expectativas”, relativamente ao concurso.

Quisemos saber ainda, o que custou mais na casa, ao que nos foi dito “estar longe da família e estar longe das notícias do dia-a-dia”. Hugo tem sempre presente o afecto quer seja familiar quer seja com os amigos. Ao longo da entrevista, as ligações familiares estão constantemente em cima da mesa.

Perguntámos também o que mais gostou na casa, e aí, com o sorriso estampado no rosto a resposta não se fez esperar. «Foi a minha namorada”, mas por outro lado o que menos gostou “foi sair e ver sair a Inês e o meu pai”. Quanto às amizades na Casa “poucas são as que tenho mantido. Contam-se numa mão”.

Em relação ao namoro “ainda não há casamento marcado, é algo que ambos queremos, mas a curto prazo é apenas viver juntos”. Depois de toda a experiência, quisemos saber se aconselha a concorrer, e Hugo diz-nos: “ claro que sim. Acaba por ser enriquecedor, tem as suas coisas más como tem as boas. As negativas, talvez seja a comunicação social, as coisas boas é conhecermos muito tipo de pessoas e termos o carinho por parte do público”.

Quanto às regras, existem, mas segundo o concorrente, é o básico, ou seja, a boa conduta, mas refere que “tudo vai da educação de cada concorrente, ninguém nos obriga a fazer nada”. Classifica a sua prestação, como “boa”, e acima de tudo orgulhoso, por “ser eu próprio, a minha personalidade é o que viram dentro da casa”, confessa ainda que é o principal segredo para conseguir chegar longe no programa.

Com o dia-a-dia, a comunicação social, publica constantemente informações sobre os concorrentes e também neste ponto, quisemos saber o que o Hugo achava. Conta que «quanto a mim, não deturpou nada, porque não tinha nada a esconder. Relativamente a outros, possivelmente tenha sido negativa.” Remata este assunto dizendo que a sua relação com a imprensa sempre foi boa.

Não deixamos escapar a questão do édredon, quando Hugo e Inês se envolvem. Hugo fala abertamente sobre o assunto e diz que “todos nós sabemos que mexeu, foi um momento que nós os dois não conseguimos controlar porque foi mais forte do que nós. Somos dois seres humanos e naquele momento pensamos apenas nos dois”.

 

Depois do concurso ao voltar ao quotidiano, Hugo Miranda, conta que o “reconhecimento ainda acontece actualmente, até porque trabalho num local público frequentado por muitas pessoas do pais e estrangeiro e isso tem sido das melhores coisas depois da casa”», adiantando que «eramos remunerados de uma certa forma, por semana tínhamos um valor, tipo um salário e depois da saída a cada gala que fossemos tínhamos um valor atribuído.” Perguntamos o valor, e como é natural, a produção obriga a “sigilo a todos os concorrentes”.

No que concerne às informações da produção do que se passa cá fora, “somos informados sobre a família, só em casos negativos, ou seja, doença ou morte.”

Quisemos também saber como é a abordagem das pessoas. O jovem concorrente, classifica como «boa e as pessoas querem sempre saber como está a relação, e dizem que gostaram de nos ver.»

Interrogámos também se voltaria a concorrer, e como seria se não pudesse concorrer com o seu pai ou com a sua namorada. A resposta, foi rápida e clara: «sim voltaria a concorrer. Foi uma experiência enriquecedora, não em projectos futuros, mas valeu a pena pelo público, pelo carinho que as pessoas nos dão. Mostrar-nos de novo ao público temos muita coisa a ganhar com isso.». E receio em envolver-se com outra pessoa? «Não, não teria qualquer receio. Já passei por isso, estar na casa e a Inês cá fora e não aconteceu nada».

Com uma entrevista um pouco longa, perguntámos também que conselho daria a quem quisesse concorrer e Hugo Miranda apela a que  «sejam vocês próprios».

Depois da casa, vem as presenças para as habituais fotografias e sessões de autógrafos. Hugo Miranda, diz que fez muitas presenças, aos fins-de-semana. «Uma ou outra no Algarve», mas a «maioria mais a norte do Porto para cima». A presença que mais o marcou foi em Fafe, porque foi «a primeira, na casa da música. Acaba por ser gratificante e a mais marcante, porque até ali era desconhecido e depois toda a gente me conhece e aborda».

Fugindo ao tema da Casa, quisemos saber o que o Concorrente acha do seu país e de que forma o vê.  A resposta não tardou: «gosto do país onde vivo, mas não estou satisfeito mas é o que temos. Já estivemos um pouco pior, mas também poderíamos ter muito mais. Mudaria de país sem olhar para trás, não hesitaria em emigrar se tivesse oportunidade porque as coisas lá fora estão melhores».

A finalizar a conversa, Hugo Miranda deixa como mensagem aos leitores «um obrigado por tudo, antes de mais aos meus apoiantes por nos terem acompanhado através das nossas páginas, mas também a todos os outros que nos têm dado carinho”.

             Quanto ao regresso ao Alto Minho, diz que «está para breve, porque é bonito e quero recordar os momentos felizes que ali passei».

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Nuvem do Minho
marcioteixeiraferreira1@gmail.com
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