O triunfo dos porcos

A obra homónima de George Orwell foi publicada em 1945, no fim da II Guerra Mundial.

Hoje os “animais da quinta” somos todos nós, cidadãos, vítimas da tirania e da ganância de interesses poderosos, sem rosto.

Depois da pandemia com o “genocídio” dos idosos e da guerra na Ucrânia com a pobreza energética, o que se seguirá? O que já estará a ser preparado nos corredores do poder mundial?

À nossa escala, os terríveis incêndios que já se aceitam como uma fatalidade. 10.000 hectares de área ardida na Serra da Estrela, num fogo que lastra há vários dias em meia dúzia de concelhos. Continuo a especular que, quanto maior o volume de meios “privados” envolvidos no combate às chamas, maior o número de fogos. Os negócios acima de tudo, no mais vil despudor mercantilista!

A metáfora de Orwell também se aplica aos nossos governantes, cujo idealismo socialista logo se converteu no totalitarismo pós-moderno que manipula as emoções dos portugueses, restringe os direitos, liberdades e garantias, que deita mão a um desenvergonhado nepotismo, ao tráfico de influências e ao conflito de interesses, numa rede de ligações perigosas que se traduz em negócios ruinosos para o País, como o do Hidrogénio e do sistema elétrico intermitente em geral, do Lítio,  da TAP, do Aeroporto de Montijo, das PPP rodoviárias, dos Aterros sanitários, entre outros.

Acresce agora o recente episódio do tal Figueiredo, na obsessão do controle do 4.º poder, com o enfraquecimento inevitável do nosso regime democrático bipolar.

Acrescento a alegoria de “Eles Vivem”, filme de 1988 do realizador John Carpenter. A personagem John Nada, o desempregado que descobre com os seus óculos especiais os extraterrestres que dominam subliminarmente os comuns terrestres, é o símbolo do cidadão mundial refém de uma nova “discrasia”. Esta ideia de uma raça hipnotizada por um poder sub-reptício é hoje a nova realidade.

Segundo José Ribeiro e Castro, a pandemia da Covid-19 pôs à mostra o fenómeno preexistente do “conspiracionismo”, promovendo-o em larga escala, isto é a convicção cada vez mais comum de que tudo o que nos acontece de grave e de sério resulta de planos urdidos em centros secretos e transmitidos através de mandatários obscuros e de uma comunicação social ao serviço de corporações, magnatas, associações secretas, clubes, organizações internacionais, que tudo estarão a tecer e a comandar, com o poder do dinheiro e das redes, para nos subordinar na teia de um poder mundial.

Mas, entretanto, reconhece que “importa certamente puxar o fio das meadas e, para proteção da vida social, expor o que, por razões ilícitas, esteja escondido ou a querer-se esconder”, porque acontecem coisas que ainda ninguém explicou, ou quis explicar, como a corrupção e a crise bancária, por exemplo, o que faz que o povo acredite que “eles” estão feitos uns com os outros e tudo manipulam e comandam por detrás da cortina. “Como foi possível que governantes e reguladores não fossem capazes de o detetar e impedir? Como foi possível que alguns destes tivessem ido também ao pote?”

Não partilhamos por inteiro este dogmatismo virtuoso de Ribeiro e Castro, mas reconhecemos que os mecanismos de controle do poder devem ser reforçados, pois as democracias ocidentais estão em risco.

Não somos ingénuos ao ponto de não identificar uma nova orientação política e económica mundial que visa o genocídio dos doentes idosos, como aliás já tem sido “sugerido” por “líderes” mundiais (Lagarde, Bill Gates ou Taro Aso), a existência de uma economia globalizada imperialista que tem acentuado o fosso entre ricos e pobres, que cavará mais fundo no pós-pandemia e no pós-guerra. É este “admirável novo mundo”, que queremos deixar às gerações vindouras?

Finda a pandemia, e esperemos que seja o mais breve possível, nos seus efeitos para a saúde dos cidadãos, porque os danos colaterais (físicos, morais, económicos e sociais) vão perdurar vários anos, será o tempo de analisar friamente o que se passou, crime ou negligência, que não deixa de ser crime, por parte das autoridades chinesas, e punir os culpados se for caso disso e se houver condições para tal, o que parece pouco provável.

É imperioso resistir à “invasão”, da manipulação de massas à globalização, e apurar qual a agenda das forças “secretas” da sociedade mundial, os Soros, os Gates, os Illuminati, os membros do clube de Bilderberg, só para citar estas. O escrutínio da cidadania deve ser severo e rigoroso, para que tudo não fique na mesma e os novos Porcos não triunfem, como no passado.

Neste artigo cheio de referências, ou “citações” como se diz no jazz quando um músico toca a espaços a música de outro instrumentista, termino com Albert Einstein, “Somente duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto ao primeiro.”

ELES VIVEM!

carlosmagalhaes@minhodigital.pt
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