Editorial

Ordem dos Médicos: Ventos de Mudança

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geral@minhodigital.pt

Os médicos vivem tempos de mudança, numa sociedade livre e concorrencial.

Qual é o contexto?

A disseminação da informação de saúde através de meios não convencionais;

a diferenciação tecnológica que cresce em ritmo acelerado;

a incessante perda de atualidade do conhecimento científico;

a evolução da demografia médica;

o crescimento exponencial da medicina individualizada e de precisão;

a crise do Serviço Nacional de Saúde;

a perceção de conflituosidade entre médicos e doentes;

o número crescente de médicos em situação de esgotamento, a diluição do poder médico por intromissão de não médicos nas decisões clínicas;

a intervenção cada vez significativa dos doentes, e suas associações, na decisão quanto a intervenções terapêuticas;

a gravidade das situações de violência doméstica;

o aumento progressivo do recurso aos setores privado, cooperativo e social, nomeadamente através da utilização de seguros de saúde;

o crescimento do número de médicos a exercer atividade fora do setor público.

 

Por tudo isto a Ordem dos Médicos tem de Mudar.

 

Para reforçar a liderança médica, a autonomia clínica e auto-regulação profissional.

Para combater a interferência de não médicos nas decisões clínicas.

Para garantir a qualidade do exercício da medicina em todos os setores de atividade.

Para defender os doentes, através da criação de legislação, sempre adiada, que defina Ato Médico.

Para colaborar com as associações de doentes.

Para se colocar ao serviço da sociedade no combate à violência doméstica e aos abusos sexuais.

Para garantir a qualidade da formação médica, envolvendo os médicos internos nos processos decisórios.

Para promover a flexibilidade da gestão dos serviços lutando por um método de colocação de médicos no SNS que corresponda à vontade das entidades contratantes e dos contratados.

Para defender os médicos, consagrando a profissão médica como profissão de risco

Para reivindicar regimes de atividade adaptados para as mulheres médicas

Para colaborar com todas as entidades, nomeadamente as autarquias locais, promovendo a literacia em saúde e a organização de cuidados de saúde racionais mas de proximidade.

Para aproveitar a facilidade de comunicação com a Direção Executiva do SNS, localizada no Porto.

Para adotar uma postura de reivindicação permanente mas  colaborante com qualquer poder político, sem histerias mediáticas, com a finalidade de obter conquistas efetivas para os doentes e para os médicos.

 

Por isso tenho a honra de liderar um projeto de Mudança para a Secção Norte da Ordem dos Médicos.

 

Um projeto de mulheres e homens livres. Um projeto apartidário e verdadeiramente independente dos poderes político, económico, mediático ou quaisquer outros, mais ou menos disfarçados. Um projeto sem muletas ou emplastros. Um projeto que não servirá de rampa de lançamento para carreirismos políticos ou para satisfação de egos pessoais.

 

Um projeto dos médicos, para os médicos e pelos doentes.

 

Miguel Leão

Candidato a Presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos

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