Editorial

OS ANTIGOS COMBATENTES SÓ NOS PODEM ENVERGONHAR
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Joaquim Letria

Joaquim Letria

Professor Universitário

               

 

A Liga dos Antigos Combatentes evocou a Paz do Armistício da I Guerra Mundial e a Paz do fim da Guerra Colonial. E foi mais longe ainda, evocando também a Paz Individual, que tem ainda um longo caminho a percorrer.

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Seria importante que os ex-combatentes que serviram a Pátria sentissem a paz interior do reconhecimento, algo que ninguém se preocupa em lhes dedicar, nem quando eles se juntam e celebram em conjunto esse sentimento, reunindo-se em convívios em que recordam situações difíceis, os pesados anos da sua juventude e muitos camaradas de armas desaparecidos.

No reconhecimento que persiste aos antigos combatentes há muito pouco. Quase não existe apoio social e nele não consta apoio à saúde. Basta dizer que a Lei 3 de 2009 seja revista no apoio de pensão e respectivo Acréscimo Vitalício.

Também o Estatuto do Antigo Combatente deveria ser revisto e actualizado. Basta dizer que só 1772 combatentes foram contemplados e há mais de 300 mil à espera de deixarem de receber uma esmola que não é mais do que que recebem para vergonha nossa: 50Euros por ano uns, 75 Euros anuais outros e 100 Euros outros. A única vantagem do Estatuto apenas implica a isenção da taxa moderadora, isto para centenas de milhares de homens que durante anos arriscaram a vida e serviram a Pátria. Apoio médico e medicamentoso não existem nem tão pouco o direito de serem tratados e internados no Hospital das Forças Armadas.

Muitos encaram esta situação com um sorriso triste. Dizem que a esperança nunca morre, mas lembram que lhes sobra muito poucos anos de vida. Para nós não passam de uma vergonha.

 

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