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Os vinhos Alvarinho de Monção e Melgaço foram à prova e “divertiram” os especialistas

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Os concelhos de Monção e Melgaço receberam, nos dias 3 e 4 de Junho, um painel de conceituados especialistas em vinho, provenientes do Brasil, França, Holanda, Suécia e Polónia e, naturalmente, Portugal.
No dia de provas e visitas ao concelho de Melgaço, onde visitaram as quintas Reguengo de Melgaço, Quintas de Melgaço e Quinta de Folga, conversamos com o brasileiro Miguel Icassati, jornalista e editor chefe da revista “Gosto”, que manifestou o seu encanto pela localidade raiana e pelo país, que visita desde 2006 e foi até local da sua lua-de-mel, em 2010.

Os concelhos de Monção e Melgaço receberam, nos dias 3 e 4 de Junho, um painel de conceituados especialistas em vinho, provenientes do Brasil, França, Holanda, Suécia e Polónia e, naturalmente, Portugal.
A “Minho Wine Tasting”, promovida pelo MINHO IN, que integra as CIM do Alto Minho, Cávado e Ave, com produção da empresa EV – Essência do Vinho, inserida no projecto Essência do Minho”, juntou ao longo dos dois dias os jornalistas e críticos de vinhos, que tiveram a oportunidade de provar vinhos elaborados no Minho, mas também visitar algumas quintas de produção da sub-região de Monção e Melgaço.
No dia de provas e visitas ao concelho de Melgaço, onde visitaram as quintas Reguengo de Melgaço, Quintas de Melgaço e Quinta de Folga, conversamos com o brasileiro Miguel Icassati, jornalista e editor chefe da revista “Gosto”, que manifestou o seu encanto pela localidade raiana e pelo país, que visita desde 2006 e foi até local da sua lua-de-mel, em 2010.
Sobre a sub-região e os seus vinhos, o jornalista realça “ a diversidade que o vinho verde Alvarinho permite”. “Nós, brasileiros, estamos acostumados com um tipo de vinho verde muito particular, muito restrito. Esta visita ajuda a entender todas as nuances, a dimensão e o potencial deste vinho”, esclarece.
A avaliação, atenta, deixa algumas recomendações, mas deixa todos os vinhos provados na margem positiva. “Nos dois dias de provas pudemos experimentar cerca de cem vinhos, de cerca de cinquenta produtores. Sem dúvida que há vinhos que precisam de mais atenção, mas também provamos vinhos com uma identidade muito interessante. Não vimos nenhum vinho com defeito”, ressalva.
Luis Padin, jornalista da Galiza, “cavaleiro da ordem do Alvarinho”, elogiava o formato mais focado nos vinhos da região, o que terá ajudado a identificar as particularidades de cada local. “Das outras vezes que vínhamos, provávamos vinhos não só daqui, mas também de outras zonas, muitas vezes queria adivinhar de onde eram e enganava-me”, conta.
Observando as semelhanças entre os vinhos da casta Alvarinho portugueses e galegos, o especialista assume não ser “capaz de distinguir um Alvarinho de Melgaço de um Alvarinho do Condado”. E sobre a colheita de 2014 também deixa alguns apontamentos elogiosos a quem quis dar acidez aos vinhos. “Gostei dos vinhos de quem arriscou, quem não se preocupou em ter uma acidez mais marcada. Quem teve mais receito e procurou regular, baixando a acidez, deixou os vinhos, para o meu gosto, mal”.
Da prova dos vinhos de 2014, o especialista descreve vinhos com “muita fruta, muito cítricos” e “menos flor” que outros anos. “Noto que outros anos têm mais flor, mas também será porque ainda é muito cedo”, considera, apontando para Agosto eventuais revelações da colheita neste sentido. Contudo Luis considera a última colheita de alvarinhos “muito divertida” embora reconheça que, para os enólogos, 2014 “tenha sido um ano difícil”.

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