Pedofilia: Professor suspenso e Inspectora em campo!

Pedofilia Não

As notícias dos  indícios sobre um professor da EPRALIMA por suspeita de actos sobre alunas que se encaixam no perfil de actuação comportamental de pedofilia, caíram como uma ‘bomba’ em Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, e não só, já que o sujeito também em tempos tinha dado aulas em Ponte de Lima.


Aliás, nesta localidade, decorria o ano 2012/13 e terá andado a aliciar alunas. O expediente era sempre o mesmo e encaixava perfeitamente com o modus operandi: procura saber se a criança adolescente tem namorado, como vai o ambiente em casa, se há falta de afectos e normalmente nos intervalos das aulas convive muito proximamente com as suas pretendidas ‘presas’, valendo-se do ascendente sobre estas. Noutros casos terá chegado a mostrar vídeos no computador em locais de pouca luz.


O ´predador’ quando interpelado por um director de turma que, desconfiado, o questionou sobre esse tipo de comportamentos, reagiu defendendo-se que era a sua maneira de ser e temperamental e não passaria disso, defendendo-se de que sempre gostara de crianças mas sem intenções de molestar ou abusar.





Certo é que uma aluna – aplicada por sinal – queixou-se à mãe e a criança terá começado a ter comportamentos estranhos que chamaram a atenção da progenitora. As notas escolares desceram, procurava isolar-se, evitava o perseguidor. A mãe, de uma freguesia vizinha da vila, terá abordado um responsável da escola que suspendeu o professor de ali continuar a dar aulas. Isso não o impediu, no entanto, de continuar a leccionar, mas agora em Ponte da Barca e Arcos de Valdevez. O Minho Digital não conseguiu saber se por intermédio da Direcção da Escola ou se por outras diligências por parte dos pais da criança, a verdade é que apareceu no terreno, ou seja em Ponte de Lima, uma Inspectora da IGEC (Inspeção Geral da Educação e Ciências ) do Porto, isto há cerca de 2 meses. A Inspectora já recolheu depoimentos de actuais e antigos professores na altura dos factos, bem como ouviu alunas, alunos e funcionários. A visita deste quadro superior da IGEC também poderá não ser alheia a actuação de uma Directora Pedagógica que tinha assumido funções e que coincidiu com a saída de uma outra que também já estaria a par de situações anómalas. De referir, ainda, que a suspensão do alegado pedófilo coincidiu com o período de férias da instituição. «A esta pena leve poderá não ter sido estranho o bom relacionamento que o professor mantém com um ex-presidente de Câmara Municipal e o actual – disse-nos um colega que solicitou o anonimato –, mas o certo é que Arcos de Valdevez e Ponte da Barca acolheram-no e prosseguiu olimpicamente a dar aulas».





A ‘lei’ do silêncio


Conforme nós anunciámos na edição anterior, o Minho Digital, antes de publicar algo, contactou os principais dirigentes da EPRALIMA, levantando diversas questões que, a terem tido respostas adequadas, poderiam ajudar a aclarar a situação. O Director- Geral foi, no mínimo, evasivo no e-mail que nos enviou e alegou estar mandatado para responder em nome de João Esteves e José Pontes, presidentes da Direcção e Mesa da Assembleia, mas também presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez e vice-presidente da de Ponte da Barca.


Porém, curiosamente, este último disse-nos posteriormente que «não mandatou ninguém e já pediu esclarecimentos ao presidente da Direcção», para logo acrescentar de forma inequívoca que «sinto-me agora comprometido a comunicar-lhe doravante (ao nosso jornal) do que for informado pois sou o presidente da Mesa da Assembleia Geral da EPRALIMA», admitiu José Pontes.


A realidade é que perante tais factos, e na véspera da saída do Minho Digital quando todos sabiam que algo iria ser publicado, todos os professores da EPRALIMA de Arcos de Valdevez foram convocados inesperadamente para uma reunião. O MD soube por fonte que, compreensivelmente, nos solicitou a confidencialidade, que «foram dadas instruções para ninguém falar lá para fora sobre este caso».


Curiosamente, nesta mesma reunião foi suspenso por tempo indeterminado um professor que ninguém nos quis revelar a sua identidade «e muito menos as razões», disse-nos outra pessoa por nós interpelada.


Haverá relação? A que se deve tanto mistério? Será que se andou a encobrir algo? Porquê só agir agora?  



CONSULTE A NOSSA EDIÇÃO ANTERIOR ( está aqui tudo, clique em baixo):


Professor pedófilo de Ponte da Barca ‘ataca’ aluna nos Arcos de Valdevez?


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Nuvem do Minho
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