Editorial

Toque de destroçar
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Manso Preto

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De uma forma emblemática e confrangedora, evidenciam-se os meandros nebulosos de quem culpa de todos os males os que antes adolavam.

Uns com a secreta ambição de um dia conseguirem agarrar rédeas políticas superiores, enquanto outros recordam nostalgicamente um passado que já não volta porque as suas antigas ‘tropas’ já não são as mesmas.

Antes se afirmassem com uma postura e credibilidade que em tempos reivindicavam para se diferenciarem, publicamente como convinha, num palco com pose estudada e voz colocada em plateias inebriadas perante o seu ‘ídolo’!…

Esquecem que o poder é efémero e, não raras vezes, traz consigo ‘tiradas’ demagógicas e populistas, mas com prazo de validade, fictícias para encobrir outros males ou ambições desmedidas, inúteis, ocas, panfletárias, numa indigente falta de argumentos e cultura democrática na fronteira da imbecilidade, mas também da  senilidade e vaidade doentia, incontinente e compulsiva.

Os mais pequenos e menos mediáticos esperaram pelo seu momento de glória televisiva, são os ‘cromos’ políticos que temos e, também por isso, se entende por cada vez mais longínqua a hora de uma profunda reflexão sobre a necessidade da refundação dos agentes e Sistema que temos!…

A falta de ideologia, de sentido de Estado, de decência, deram lugar a interesses, a negociatas, a lobbies que já nem escondem a aposta em destruir a Família, os Valores tradicionais, a nossa História, o respeito pelas memórias dos que tudo sacrificaram por Portugal.

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

Decididamente, batemos no fundo…

2 comentários

  1. Excelente reflexão sobre o que por aí vai e que vem à luz do conhecimento público.
    Mas será que o comportamento não foi sempre assim?
    Só que agora, mais tarde ou mais cedo, acaba por tudo, ou quase tudo, vir à luz do dia, graças a uma comunicação social livre.
    Creio que os problemas têm a ver com o ADN dos portugueses. Este cruzamento de raças que passaram pela Ibéria, deu nisto. E justifica o nosso atrazo, sobretudo cultural e cívico

  2. A nossa sociedade tem-se degradado a todos os níveis, e uma grande maioria das pessoas acha isso normal.
    Ao nível politico, o descrédito é cada vez maior, por factos que vemos e sabemos ser verdade , mas que a justiça, tudo faz para não os julgar.
    Um país com uma justiça lenta e com vontade de a privatizar, é um país gravemente doente.

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