Poesias de Abril

Ainda, e sempre… a LIBERDADE!

 

Na realidade geo-politica do mundo dos nossos dias,

que se quer global, mesmo no espaço dito

da “civilização ocidental”, ainda persistem bolsas

onde a liberdade individual e os direitos humanos

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

são tratados como coisas de menor importância.  

 

Sei do que falo, porque boa parte da minha própria vida

foi passada sob o estigma austero e coator de uma

férrea ditadura política.

 

Facto é que, volvidos mais de dois séculos sobre

o desaparecimento de Manuel Maria Barbosa du Bocage

– o maior poeta de lingua portuguesa do Século XVIII 

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e um dos maiores de sempre -, ainda se fala em liberdade

como um sacrosanto objectivo do ser humano ainda não

plenamente consumado.

 

Pode ser que haja, mas eu não me lembro, ou não conheço,

ninguém que, sobre ela, haja dito tão bem o que um poeta 

pode e deve dizer, como o fez Bocage.

 

 

 

 

 

 

Liberdade querida e suspirada

(Manuel Maria Barbosa du Bocage)

 

Liberdade querida e suspirada,
Que o Despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena,
Que o sereno clarão da madrugada!

 

Atende à minha voz, que geme e brada
Por ver-te, por gozar-te a face amena;
Liberdade gentil, desterra a pena
Em que esta alma infeliz jaz sepultada;

 

Vem, oh deusa imortal, vem, maravilha,
Vem, oh consolação da humanidade,
Cujo semblante mais que aos astros brilha;

 

Vem, solta-me o grilhão da adversidade;
Dos céus descende, pois dos Céus és filha,
Mãe dos prazeres, doce Liberdade.

 

 

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