Editorial

REQUIEM DE MORTES ANUNCIADAS

Manso Preto

Manso Preto

Director / Editor
Manso Preto

Manso Preto

jornalista.manso.preto@gmail.com
Director / Editor

Manso Preto

 

Lamentavelmente, por vezes presenciamos acontecimentos onde sobressai uma profunda crise moral com largos prejuízos para a credibilidade política. Assiste-se à subversão de valores éticos e, ao mesmo tempo, a uma indigente indiferença enquanto representantes de quem neles votaram. Surgem agentes dos desvios que levam a situações danosas. Perde-se a credibilidade política e fica-se sequestrado por troca de favores, promessas, e-mails, simples telefonemas.

A crise de confiança numa solução exige união. Mas, muitas vezes, ao invés, acumulam-se puxões de tapete, relatos sobre diálogos ríspidos e acusações de falta de lealdade – lealdade esta por quem a exige como fidelidade canina …

O que se destaca nisso tudo é a deterioração política ao mais baixo nível, em troca da política de sobrevivência. O ódio, a oposição cega e doentia, a disputa onde vale tudo, a intriga, não raras vezes mais visíveis dentro do próprio partido que com os outros, os tais que são tidos como adversários de outros quadrantes ideológicos.

Assiste-se ao lado sombrio da política onde se submeteu tudo a si.

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

Decisões não amadurecidas e tomadas em 10 minutos num corredor ruidoso por onde ‘espiam’ os outrora amigos transformados em alvos a abater, a ingenuidade política, a falta de decoro, a ausência  de referências perdidas em 2 ou 3 horas, o desperdício e a irracionalidade a crescer sabe-se lá do quê, o alimentar no limite de uma marcha atrás que a todos surpreende, o crescimento insano do que a partidocracia tem de pior e mais obscuro, o protagonismo primitivo dos retrógrados aspirantes a boys  – tudo isso a todos convoca num exercício de reflexão e cidadania.

O populismo, o ‘porreirismo’, o sorriso fácil para ‘maquilhar’ a imagem que alimenta o culto do ego, muitas vezes alicerçam-se estapafurdiamente quando lhes ‘cheira’ a audiências, ao glamour de uma selfie ao lado do líder.

Criam ‘in vitro’ o mito, o figurão muitas vezes local, outras vezes importado de concelhos ou regiões e depois não têm como se livrar dele …

 

jornalista.manso.preto@gmail.com

Partilhar

Partilhe este artigo

 Do autor...  Do mesmo autor...