Ricardo Gonçalves é valenciano e trabalha em exclusividade com artistas do mundo da música

Ricardo Gonçalves

RG Prod. Para muitos, o nome não diz nada. Ricardo Gonçalves, valenciano de 25 anos, fotógrafo e produtor de vídeo tem contrato de exclusividade com artistas do mundo da música como Pérola, C4Pedro, BigNelo e B4! Esteve recentemente no Meo Arena, em Lisboa, a acompanhar a artista Pérola e é o criador do videoclipe da música “O Dono Da Noite”. Numa conversa aberta ao Minho Digital, Ricardo Gonçalves, um nome desconhecido para muitos, espera que, com esta entrevista, as pessoas da região do Vale do Minho o conheçam um pouco melhor.“Gostaria de agradecer ao semanário Minhodigital pelo convite, pois já há algum tempo sentia esta necessidade de mostrar um pouco mais de mim na região onde resido, pois sinto que o meu trabalho aqui não é conhecido quanto mais reconhecido! Na realidade tenho levado o nome de Valença muito longe! Aproveito para agradecer às pessoas que sempre acreditaram em mim e me deram forças para não desistir e seguir em frente. Obrigado!” Ricardo Gonçalves

 

Minho Digital – Ricardo em que consiste o seu trabalho? É fotógrafo e ao mesmo tempo produtor de vídeos de artistas musicais, certo?

Ricardo Gonçalves – Neste momento não posso dizer que é este oficialmente o meu trabalho mas sim um hobbie, pois tudo começou porque sentia a necessidade de fazer algo além do trabalho fixo que tenho, fazer algo que eu realmente gostava e com o qual podia chegar mais além. Nos tempos em que estamos não nos podemos conformar em fazer alguma coisa pois corremos o risco de um dia para o outro perder isso. Mas numa forma generalizada sim o meu trabalho consiste em fotografar e fazer vídeos de promoção a artistas.

 

MD – Como chegou a ser o que hoje é e lidar com artistas da música nacional e internacional? Teve a sorte de conhecer alguém da área da música ou foi um mero acaso do destino?

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

RG – Nada acontece por mero acaso e a sorte temos de a conquistar pois não existe sorte sem trabalho e esforço. No meu caso comecei do zero, do zero mesmo, quem me conhece desde cedo não me deixa mentir e sabe que lutei muito para chegar onde já cheguei. Sempre fui muito empreendedor desde cedo, foram anos de trabalho e dedicação, tive de tomar decisões difíceis e até ouve momentos em que pensei em desistir pois quanto mais cresces mais difícil se torna manteres-te firme, e é preciso saber lidar com a pressão e a inveja. Muito mais importante é saber escolher as pessoas certas para trabalhar e seres sempre tu mesmo. Comecei a trabalhar numa equipa de reportagem da noite, onde ganhei algum destaque até que chegou o momento que senti que precisava de dar um salto e ter a minha própria marca e que as pessoas reconhecessem o meu trabalho. Marca essa (RG Prod) que começou a crescer e a ter trabalho até ao momento que comecei a arranjar parceiros.

 

MD – Que materiais leva sempre consigo quando vai gravar ou fotografar um evento?

RG – O mais importante de tudo que levo comigo é o meu cérebro!  E tudo o que aprendi até hoje com a experiência que cada trabalho me dá. De resto é o habitual material fotográfico para capturar os melhores momentos. Na hora é que decido o que usar pois cada evento é único e nunca sabemos o que nos espera.

 

MD – Sei que realiza muitas viagens por todo o país para apresentações de artistas/bandas. O Ricardo é a pessoa encarregue de gerir as suas presenças ou tem um agente?

RG – Neste momento estou numa equipa como uma estrutura muito bem pensada e idealizada. Arranjei vários parceiros e foi sem dúvida a melhor decisão que podia ter tomado. Fiz uma parceria com um agente de artistas, o António Rocha. Na altura ainda não trabalhávamos com os B4. Fui contactado pelos trabalhos que já tinha feito com a intenção de trabalhar com os artistas do Grupo.

 

MD – O que é o RG Prod?

RG – O RG Prod presta vários tipos de serviço desde a fotografia, o vídeo, a promoção de artistas e gestão de conteúdo dos mesmos. RG vem de Ricardo Gonçalves e Prod foi um complemento de prodígio, produtor e profissional. Decidi criar um nome que, num futuro, o público o identificasse a mim, ao meu trabalho. A intenção é de um dia tornar o RG Prod numa marca de referência.

 

MD – Teve de fazer um grande investimento para pude trabalhar nesta área?

RG – O meu maior investimento foi sem dúvida todo o tempo e dedicação que desde sempre dei por aquilo em que acreditava e sentia ser capaz de fazer. Quando o teu trabalho tem qualidade as pessoas vão comentando. O  YouTube e as restantes redes sociais também foram uma ferramenta muito importante, pois hoje em dia podemos chegar a todo o mundo a partir de qualquer canto do país. Outros investimentos que fiz foi o material que não é barato e numa fase inicial ainda mais complicado mas como tinha um trabalho a complementar facilitou.

 

MD – Qual foi o trabalho/artista que foi mais desafiante para si?

RG – B4 (C4 Pedro e Big Nelo) sem dúvida foi o maior desafio e o projeto que me lançou, não só a nível profissional mas também pessoal. Cresci muito nos dois sentidos e melhor do que fazer aquilo que gostas é trabalhar com pessoas que te fazem sentir membro da equipa e te valorizam pelo que és e fazes. Apesar desses artistas estarem onde estão e de ser quem são não perderam a humildade e sabem de onde vêm. Foi mais de um ano de concertos, cada espetáculo é diferente com momentos muito marcantes para mim. Mas o momento mais importante foi quando tive o prazer de fazer um vídeo clip para os B4 e foi estreado foi na MTV. Outro momento marcante que agora recordo foi no final do projecto B4 quando, nos ecrãs do MEO Arena, foi passado o meu trabalho com os artistas. Foi, sem dúvida, um momento emocionante para mim. Ver ao vivo a reação das pessoas mesmo elas não sabendo que era eu o autor do vídeo.

 

MD – Conhece muitas pessoas influentes ligadas ao mundo da música. Como é para si lidar com essas pessoas?

RG – Lido com muita naturalidade. Sou e sempre fui muito cauteloso em relação a isso e para mim são pessoas como quaisquer outras, apenas umas se destacam mais do que outras. Ninguém é mais do que ninguém e por esse motivo gosto muito da equipa com quem trabalho pois apesar de serem pessoas influentes são humildes, profissionais e sinto que somos todos iguais.

 

MD – Esteve à poucos dias no Meo Arena em Lisboa a trabalhar num concerto da Pérola. Conte-nos o que teve de preparar para o espetáculo.

RG – Na realidade este mês já la estive por duas vezes; um no show Team de Sonho a acompanhar a Pérola/C4Pedro/BigNelo/B4 e no passado sábado (dia 21 de Novembro) com a Pérola num evento privado, na comemoração dos 40 anos da Independência de Angola.

 

MD – O Ricardo vive atualmente em Valença. Não coloca a hipótese de se mudar para Lisboa, onde tem a maioria dos seus trabalhos?

RG – Em Lisboa é onde tudo acontece, sim sem dúvida, mas viver em Lisboa não está nos meus planos, pelo menos num futuro próximo. Gosto muito de viajar e trabalhar em sítios diferentes e conhecer novos locais, mas depois de um fim-de-semana de trabalho ou dias seguidos fora, sabe tão bem regressar à tua área de conforto! Até o facto de voltar ao anonimato porque, por muito que não se queira, acabámos por ter o nosso reconhecimento estando a trabalhar com pessoas relevantes na sociedade. Prefiro estar longe da confusão e com os meus, aproveitar que hoje em dia também temos a facilidade de trabalhar à distância.

 

MD – Na sua página na internet RG Prod faz muitas referências a determinados artista como C4 Pedro, Pérola, B4 e Big Nelo. Tem algum contrato de exclusividade com estes artistas?

RG – Sim trabalho em exclusividade com esses artistas mas mais concretamente com a AR Produções, grupo que gere artistas e presta vários serviços como a organização de eventos.

 

MD – O Ricardo tem a sua página oficial na internet RG Prod. É a forma que tem mais acessível para promover o seu trabalho ou conta com outros recursos?

RG – Digitalmente conto já com muitos recursos desde um site, canal YouTube, e o Instagram.

 

 

MD – O que pretende atingir num futuro próximo? Qual o seu objetivo profissional?

RG – O maior objetivo neste momento é a internacionalização. Nunca sonhei algum dia chegar onde já cheguei, apesar de ser o que sempre quis ser. Mas porquê não sonhar um pouco mais alto? Afinal já consegui o mais difícil!

 

MD – Onde ou como gostaria de estar daqui a 5 anos?

RG – Se daqui a 5 anos continuar onde estou e com as pessoas que estou sinto-me completo e realizado em todos os aspetos. Sou ambicioso mas antes de tudo sempre fui um “pés assentes na terra”.

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Nuvem do Minho
geral@minhodigital.pt
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