SEM-ABRIGO DE VIANA JÁ FOI ALOJADO

Luís a ser visitado por responsáveis
  • O calvário do sem-abrigo que desde Julho de 2015 ocupava uma rudimentar tenda em pleno espaço público, em Viana do Castelo, chegou finalmente ao fim. O Luís, assim é o seu nome e de quem pouco se sabe, devido á sua personalidade introvertida, passou a figura mediática nos últimos dias. De facto, este cidadão, que se instalou precariamente nas imediações do Campo de Ténis, estava entregue a si próprio, não lhe sendo conhecidos quaisquer laços  familiares ou mesmo vínculos afectivos.

Ultimamente, o caso ganhou maior visibilidade, quando o Minho Digital trouxe a público esta situação, ao mesmo tempo que um grupo de cidadãos vianenses se apressou a denunciar nas redes sociais as condições em que o sem- abrigo vivia. A divulgação deste caso, atingiu um “eco” invulgar, talvez fruto do quadro de miséria que o Luís ostentava, aliado ao facto de nos depararmos com condições atmosféricas completamente adversas.

A comunidade local espontaneamente fez registar o seu sentido de solidariedade e entreajuda, desdobrando-se em múltiplas tarefas para minimizar os efeitos nefastos que tal situação comportava. Registe-se que no âmbito desta onda de solidariedade e como é timbre nestas circunstâncias, a entidade estatal que abarca e superentende estas temáticas, no caso a Segurança Social, foi bastante visada pelos cidadãos. E, diga-se em abono da verdade, esta entidade pode ter tido erros na abordagem deste caso, todavia, em momento algum descurou a dramática situação deste sem-abrigo.

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Podem não ser públicas todas as diligências que a Segurança Social levou a cabo no intuito de proporcionar uma solução eficaz ao Luís mas o MD teve conhecimento pormenorizado do trabalho minucioso e exaustivo realizado. A conclusão a que chegamos é que, efectivamente, este organismo do Estado esteve á altura da sua missão e a sua acção revela-se-nos  imaculada. São, por nisso e a nosso ver, infundadas e injustas todas as críticas a que esta entidade foi sujeita. Aliás, da parte da Segurança Social, através dos seus responsáveis locais, foi simpaticamente recebida toda a colaboração proveniente da comunidade, bem como, todas as críticas apontadas que visavam a melhor participação e intervenção no assunto.

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Na passada terça-feira e numa derradeira tentativa de resolver definitivamente a situação do Luís, deslocou-se ao local do “acampamento”, uma equipa conjunta que integrava a Segurança Social, a Câmara Municipal, os serviços do RSI e a PSP. Em plena conjugação de esforços e em funcional articulação, esta equipa logrou obter êxito total nesta operação.

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Assim, os pertences do sem-abrigo foram levantados do local e o Luís foi transferido para um alojamento condigno.

Assinale-se que não estamos a falar de uma situação normal de exclusão social. A pessoa em questão furtava-se sistematicamente ao cumprimento das suas obrigações, inclusive, aquelas em que os serviços do RSI necessitavam da sua colaboração para resolução satisfatória. Exemplo paradigmático, citamos o facto de o Luís nem sequer ter documento de identificação, tendo sido os técnicos do RSI a providenciar para a sua obtenção. Ainda assim, no ‘ jogo do gato e do rato’, porquanto evitava o contacto com as técnicas e até fugia. 

Está deste modo resolvido, aparentemente, um caso verdadeiramente dramático e  que a todos envergonhava pois  a situação degradante do Luís não merecia a insensibilidade por parte da sociedade.

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Uma referência especial merece também o Casulo/Methamorphys, uma organização sem fins lucrativos a funcionar na freguesia de Areosa, Viana do Castelo, que é agora a nova casa do Luís até se encontrar uma solução definitiva.

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