Editorial

Sócrates: meliante ou mártir?
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Manso Preto

Que país é este que não reconhece os seus filhos?!!!

O Estado tem o direito/dever de apoiar os cidadãos mais vulneráveis e expostos aos desmandos. Por isso, sou apologista de um apoio psiquiátrico e vitalício a José Sócrates, a expensas do erário público, atendendo ao quanto o ex-governante tem sido incompreendido e alvo da Justiça, dos media  e de todos nós que não aceitamos que ele possa ter amigos como Santos Silva!

O homem crê que é um Estadista e nós roemo-nos de inveja…

O TIR (Termo de Identidade e Residência) a que estava obrigado por um magistrado, no entender do ex-primeiro-ministro, parece valer tanto quanto a profissão de fé de um agnóstico…

Todas as ilações políticas que se possam tirar disto, tratam-se ‘apenas’ em mais um triste exemplo da descredibilidade dos seus serventuários. A criatura até devia ser condecorada e distinguida com uma comenda.

O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já se não crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo parece adaptar-se a essa miséria. Sócrates aparenta ser a principal referência do herói, do resistente, do indomável e não ressabiado, perante aqueles que desconfiam da sua honorabilidade…w

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Sócrates merece uma compreensão ao nível da vida economicamente desafogada que ostenta!

Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente quando o exemplo não vem de cima. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso… A degradação de Valores cresce, cresce…

Sócrates deixou os portugueses numa enorme felicidade e com um futuro promissor. Clamou pela vinda da Troika apenas por fetiche…

Os que o sucederam não souberam aproveitar o legado e hoje o comércio definha ao esbarrar com a burocracia, falta de visão e agora esse vírus que anda por aí. A indústria enfraquece ou desaparece mesmo onde é insipiente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.

E o povo, onde está o povo? A banhos!… Temos o que merecemos. Depois não se queixem!

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