«Eleitoralismo leva Rui Lages a contradizer-se a ele próprio» – a afirmação é da candidata à Câmara Municipal de Caminha.
Para a vereadora, «Há anos que a Coligação O Concelho em Primeiro tem chamado à atenção para o facto do ferry boat estar parado e pelos impactos económicos negativos que isso tem na economia do concelho de Caminha».
Em comunicado, afirma que Rui Lages, actual presidente da autarquia e recandidato, «foi andando de desculpas em desculpas», garantindo que o socialista «está há meses a trabalhar na solução de retirada do ferry, quando precisamente há uns meses numa reunião de câmara disse que por causa do banco de areia e assoreamento o ferry não podia chegar ao estaleiro». Na altura, segundo Liliana Silva, líder da coligação O Concelho em Primeiro, «disse não ser verdade, e que na maré alta conseguiriam rebocá-lo». A autarca relembrou que «nessa reunião o presidente Rui Lages disse que o Ferry Boat não navegava por causa do desassoreamento, o que também foi negado e demonstrado pela Vereadora Liliana Silva, que demonstrou que o Ferry Boat não navegava porque não tinha condições técnicas e mecânicas na embarcação. Ao dia de hoje, a razão está a ser dada à OCP, mais uma vez, pelo simples facto de estar a ser rebocado para um estaleiro em Camposancos, exatamente como a vereadora Liliana Silva, afirmou ser possível».
Criticou ainda a «má gestão atual que está a atrasar o concelho de Caminha, com procedimentos que já há muito deveriam estar feitos. Aliás, mais uma prova de que nada estava a ser pensado é o facto desta intervenção nem constar no orçamento apresentado, nem tão pouco anunciada nas opções para 2025. O que se passa, agora, é o nervosismo eleitoral. Mas, ninguém paga os prejuízos da paragem do ferry Boat aos empresários do concelho de Caminha. Paragem essa com a assinatura do atual presidente».
PUBRui Lages, acusa, «não tem uma visão para o Rio Minho nem para a sua navegabilidade e pior, não tem soluções para esta travessia fundamental para o concelho de Caminha».
Uma ponte que ligue o concelho de Caminha a La Guardia «é fundamental, para impulsionar o concelho e dar nova vida às empresas e à industria do turismo no concelho de Caminha» – acredita – «Uma ponte é essencial para o desenvolvimento económico e social das regiões transfronteiriças, promovendo o turismo, o comércio, as empresas, a industria e a mobilidade».
Liliana Silva detalha que «Há pontes em todos os concelhos, em todo o país, desde sempre. Só o concelho de Caminha , que é foz do rio Minho, e que tem do lado espanhol uma ligação a Vigo e um dos pontos mais visitados da Galiza – Santa Tecla, é que não tem qualquer solução alternativa para a travessia de pessoas e viaturas».
E deixa uma farpa: «Agora o ferry boat vai para Camposancos, por vergonha eleitoral, para retirarem dali aquele equipamento que nos está a envergonhar a todos, e lá ficará eternamente, com o concelho a pagar por dia a sua estadia, até ser desmantelado».
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1 comentário
Será que depois dos “trambolhões” que o atual presidente tem dado ao concelho de caminha, o povo vai votar nele?
Mulheres de caminha “tornai-vos” a padeira de Aljubarrota e dai-Lhe com a pá no traseiro!
O que é que ele tem feito por Vós? Vós sois metade mais 1/4 dos eleitores de caminha! Segui o rasto da vossa candidata Liliana Silva! Votai AD e vereis a vossa terra Caminha, a caminhar com força para um futuro risonho.