AD apresentou candidatos em Melgaço

Sábado, uma unidade hoteleira de Peso, Melgaço, foi pequena para a AD apresentar a sua lista que será encabeçada à Câmara Municipal pelo advogado Albano Domingues.

Manuel Fernandes, professor e advogado, casado em Castro Laboreiro, vereador na autarquia em 4 mandatos e 1 na Assembleia de Freguesia de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, será a figura de proa à Assembleia Municipal.

No evento foi assinado o acordo de coligação entre o PSD e o CDS/PP , mas também serviu para serem apresentados os mandatários de campanha, financeiro e da Juventude, perante 3 centenas de apoiantes.

Hugo Soares, Secretário-geral social democrata, aparentava um enorme entusiasmo pela moldura humana, também ela incansável, aplaudindo os intervenientes.

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«Não vos irei reproduzir os cumprimentos institucionais que a Liliana da Rocha, nossa Jotinha, já vos endereçou, em nome de todos» – assim deu o mote ao seu discurso o advogado Albano Domingues. «Sei que alguns de vós puseram de lado diferentes escolhas político-partidárias do passado, que alguns de vós, inclusive, puseram de lado eventuais mágoas por me terem tido, enquanto advogado, em representação de partes contrárias, nos muitos combates judiciais que fui travando ao longo dos tempos».

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O conhecido advogado saudou todos os presentes, inclusive António Barbosa, actual presidente da Câmara Municipal de Monção e a juventude que compareceu em peso. «Seguiremos juntos até ao fim do mundo e conto convosco para tirar Melgaço do degredo, para salvar o concelho e transformá-lo numa terra viva, dinâmica, de oportunidades com um futuro».

Depois de fazer uma breve alusão ao seu passado familiar e académico, o candidato, nascido em Paderne, recordou com emoção «O meu querido e saudoso Pai que foi emigrante em França, tendo a minha Mãe ficado por cá com a missão de tomar conta dos filhos, das lides domésticas, e da atividade agrícola». Destacou, ainda que sempre foi um apaixonado por Melgaço. «Não obstante há quase 30 anos me empurrarem para dar o passo que agora decidi dar, sempre fui resistindo, fazendo o meu próprio caminho (…) porque sempre entendi que aqueles que têm por propósito enveredar pela vida política deveriam, antes, dar provas na vida privada do que somos capazes». «E eu, pessoalmente, entendo já as ter dado, e por isso estou aqui», continuou, aclarando que «Sou conservador nos meus ideais, mas nunca deixei de querer inovar e ser diferenciador e por isso fundei, pela primeira vez, com Colegas meus de profissão, a Delegação de Melgaço da Ordem dos Advogados». «Criei, juntamente com o meu Colega de escritório, Dr. Manuel Domingues, a primeira Sociedade de Advogados no concelho». Mas também aqui constituiu com mais dois amigos ali presentes a primeira agência imobiliária de Melgaço, adiantou Albano Domingues. O seu espírito empreendedor não ficaria por ali, pois criou, juntamente com o seu amigo e sócio Nélson Sousa, o primeiro franchising ou negócio de franquia, com a firma Minipreço.

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«Tenho estado presente e feito parte dos órgãos sociais de associações, coletividades e IPSS, como a “Associação Motard Lobos da Raia”, a “Associação Casa do Povo”, a “Associação Empresarial Minho Fronteiriço”, a “Santa Casa da Misericórdia de Melgaço”, onde fui Vice-Provedor, e em cujo mandato iniciámos uma obra premente, muito necessária e a todos os títulos notável, e que as Mesas Administrativas ou Direções seguintes continuaram e continuam a promover, em muito maior escala, de uma forma eu reputo de extremamente competente, nobre e ativa»

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Em termos políticos «entrei para o PSD, no ano de 1997, pela mão do amigo professor Abílio José Pires e foi desde aí que acabou, definitivamente, a minha tranquilidade» – assegurou.

Foi presidente da Comissão Política de Secção, membro de Comissões Administrativas, Vereador entre 2002 e 2005 (um entre 6, nos tempos do  presidente Solheiro), e deputado municipal, líder da bancada do PSD, entre os anos de 2017 e o corrente de 2025.

«No jantar de tomada de posse da CPS, que fizemos em maio do ano passado, no Hotel da Boavista, aqui no Peso, quando ainda não havíamos definido quem seria o candidato à Câmara de Melgaço, afirmei, publicamente, que não fugiria às minhas responsabilidades». «E não fugi, aqui estou!

» – realçou perante uma enorme ovação.

«Seria agora, nos meus cinquentas, a hora de eu abrandar, de ter algum tempo para mim, de ter alguma qualidade de vida, mas o o chamamento do concelho que me viu nascer, crescer e que é o meu berço, pessoal e profissional, foi mais forte». E desde logo lançou umas farpas à gestão socialista: «Hoje estou aqui porque não consigo ficar impávido e sereno a ver o tempo a passar e Melgaço estagnado ou a definhar. E isto enquanto outros concelhos vizinhos crescem, desenvolvem-se e aportam para os seus territórios dinâmicas de toda a ordem». E lançou um repto: «Basta de sermos uma terra de perdedores, pequeninos, uns coitadinhos».

Os melgacenses, segundo o candidato, «têm qualidade e valor para ir muitíssimo mais além, colocando-nos no patamar que realmente merecemos». «São tantos os casos de perda neste concelho que perderia imenso tempo para os elencar. Dou-vos apenas alguns exemplos desses fracassos, insucessos, devaneios e fiascos:

«Falo-vos das Termas do Peso, um ex libris ou ícone de Melgaço, onde foram gastos muitos milhões de euros, para passar a estar ao abandono ou em avançado estado de degradação; falo-vos das Casas de Fronteira para cuja requalificação quem governa a Câmara Municipal já teve vários projetos, sem que nunca tivesse tido a capacidade de levar avante qualquer um deles; falo-vos de uma obra recente, o Espelho de Água em Castro Laboreiro que nasceu envolto numa ilegalidade (começou a ser construído meses antes da nova revisão do PDM, quando o antigo o não permitia), onde já foram gastos mais de 200.000,00 €uros, em que tal é a confusão de processos e de ideias que realmente não sabemos, hoje, como irá terminar ou se irá terminar; falo-vos do dossier da construça~o de habitação a custos controlados em Alvaredo, contra a vontade da população; falo-vos da Zona Empresarial de Alvaredo, que demorou 7 anos a construir, que já foi inaugurada há um ano e meio, e que não tem uma única empresa instalada; falo-vos de campanhas de insucesso, como as lojas  POP UPs, vendidas pelo Executivo Municipal como um caso de sucesso no contexto da Europa, e hoje quase todas fechadas; falo-vos da Campanha “Viver em Melgaço” que trouxe pouco mais do que ninguém a esta Terra; falo-vos da campanha “Melgaço como o Destino de Natureza mais Radical de Portugal”, um chamariz que depois causa decepção em quem nos visita; falo-vos de termos perdido 15,6% da nossa população em 10 anos, quase 1.500 pessoas, 3 vezes mais do que a média do distrito e cerca de 8 vezes mais do que a média nacional».

O candidato à presidência da Câmara Municipal abordou, ainda, a «ausência de respostas a nível de saúde, a ausência de uma rede de transportes que ligue o concelho à capital do distrito, o facto de considerar que Melgaço é o 23º concelho dos 24 no Minho com menor poder de compra, o insucesso na aposta do saneamento financeiro como justificativo de não termos mais obra executada, quando atualmente nos deparamos com um passivo camarário que ascende a cerca de 20 milhões de euros».

José Albano Domingues promete lutar para restaurar a auto-estima, a confiança, de modo a «ultrapassar a depressão colectiva em que nos encontramos mergulhados».

Para isso afirma-se convicto de que uma aposta forte no investimento privado iniciará um novo rumo. Adiantou que pretende «incrementar a rede de transportes dentro do concelho e nas ligações à sede do Distrito, para onde os residentes têm de se deslocar regularmente, para cuidar da sua saúde, para tratar de assuntos na segurança social, de questões na área do direito laboral, do simples renovar de uma carta de condução no IMTT».

«Precisamos de transportes para trazer os turistas que queremos que nos visitem e por cá permaneçam, deixando dinheiro no território» – adiantou.

Sublinha, ainda, que pretende implementar a Semana da Juventude com acesso privilegiado e gratuito aos museus e património, com organização de eventos desportivos e de lazer e com um festival de música, privilegiando os artistas locais. Pretende recuperar a prova automobilística do Drift «perdida por um prato de lentilhas», organizar anualmente um Encontro de Motards.

Reduzir a taxa do IMI, apoiar a requalificação ou reabilitação das habitações que se encontram devolutas e degradantes, são outras apostas sociais que a lista da AD se propõe implementar. Um novo conceito para a Feira do Alvarinho, tornando-a mais popular, apelativa e tradicional, acolhendo associações e artesãos, as concertinas e os bombos – são outros desígnios apontados, «ponderando, escutando antes os agentes locais, com o objectivo de mudar a localização da realização deste evento».

Uma parceria com privados para o Centro de Estágios de Melgaço, e a procura de uma solução para suplantar a falta de espaço no Pavilhão para modalidades como o Melgaço em Patins, a Escola de Dança e a Associação Batela – são outros projectos e, «se necessário for, a médio prazo, a construção de um pavilhão Multiusos junto ao Campo da Feira».

José Albano Domingues aproveitou a presença de Hugo Soares para que contribua de modo a «trazer a A28 para junto de nós, uma estrutura essencial para o desenvolvimento do território». O candidato recordou que «Monção e Melgaço estarão unidos nesta reivindicação e o Governo tem de nos ajudar».

«Melgaço tem todas as condições para se tornar um concelho apelativo, grandioso, de futuro, com possibilidades e virtualidades para se viver com qualidade, para se poder trabalhar e ganhar a vida, para nos permitir ter ao nosso lado os nossos filhos e netos, familiares e amigos».

Afiançou «com uma garantia que pessoalmente vos quero dar: não estou, não estarei, nunca, neste processo, para me servir, mas antes e apenas servir Melgaço e as nossas gentes». «Nós não queremos ocupar cadeiras do poder por ocupar, queremos trabalhar, queremos agir, queremos fazer, acontecer».

«Nós somos Melgaço, carago» – adiantou em tom mais popular. «Nas eleições autárquicas teremos a oportunidade de demonstrar a fibra de que somos feitos. Digam sim, sim, sim!» E concluiu perante uma assistência vibrante: «Digam sim à mudança. Todos juntos, rumo ao futuro, vamos com tudo!»

 

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