Bom dia, como está?
Foi um gosto poder cumprimentá-lo.
Foi muito agradável revê-lo.
Saudações afectivas, para toda a família.
Que a vida lhe seja leve e o dinheiro pesado.
É uma honra saudá-lo.
Foi um gosto poder conhecê-lo.
Olá pá, ainda estás vivo, bem-vindo ao grupo dos resistentes.
Oi malta, tudo fixe?
São inúmeras as fórmulas aceitáveis socialmente, de saudação e de boas vindas.
PUBMais ou menos formais, mais ou menos conhecidas e até mais ou menos usadas. Este eventual código restrito de linguagem, na medida em que difere de país para país. E que é importante para a comunicação interpessoal recíproca, podem variar culturalmente.
É suposto uma saudação, enquanto acto ou expressão usada para cumprimentar alguém, revelar cortesia, respeito ou boas-vindas.
Além disso pode ser verbal, gestual ou ter as duas atitudes em simultâneo.
Definindo a saudação como código linguístico restrito, principalmente usado em contextos sociais restritos específicos, significa que esse grupo, partilha um contexto social comum.
Portanto uma saudação tem a ver, com o contexto, relações sociais e conhecimento partilhado. E é só por estas razões que podemos considerar este tipo de linguagem um código restrito.
Pois muito bem, o que será que todo este palavreado tem a ver com a chamada boa ou má educação?
Com uma forma de estar mais ou menos formal, obviamente com a forma e conteúdo dessa mesma linguagem.
Temos aqui sem dúvida, assunto para uma tese. E eu que não pretendo elogiar nem criticar ninguém, só falo disto, porque hoje de manhã ouvi uma saudação sui generis, única e irrepetível:
– ” Ó meu filho…da…, assanhado. Estás na mesma pá! Olha lá, temos de ir beber um copo e aproveitar para ……… ou já casaste? Não interessa nada, estás aí fino como o ………que te fez, até a tua fronha se parece com o teu velho.
Até fiquei cansada, de tanta intrusão auditiva, mas em Portugal e até em Espanha parece haver uma partilha de palavras ofensivas, que em certos momentos, pelos vistos, não ofendem ninguém. Sinceramente não aprecio particularmente, fico sempre de boca aberta à espera que se calem, mas é realmente bastante agressivo e explícito. Deixemos isso, para as tertúlias masculinas.
Mas infelizmente, ou não, sei lá. Também ouço muitas mulheres, dominarem integralmente essas saudações. Será por causa do alegado feminismo?
Não creio, o meu feminismo, não passa por aí, e a língua portuguesa, tem muitos sinónimos interessantes.
Fica a sugestão.
E este assunto veio à coacção, devido aos vários cumprimentos que tenho ouvido em várias línguas. Também pela dificuldade que alguns têm de falar correctamente. Sobretudo pelos Exmos Srs deputados com dificuldade em serem formais. Acreditem meus senhores, não são os gritos que arrancam aplausos, são as palavras bem ditas e com conteúdo importante. Temos de lhes pedir que tenham elevação nos discursos, coerência nas palavras e verdade nas intenções políticas. Por favor Exmos Srs deputados, pratiquem, mostrem que sabem o que estão a dizer, nem que tenham de explicar as frases complicadas. Não desçam para o nível inferior de exigência.
Nós os velhos não precisamos disso. E os nossos jovens têm de ter bons exemplos na política, na classe judicial e nos médicos e professores.
Facilitar é anular a língua portuguesa.
Até os estrangeiros que tenho encontrado este ano nas esplanadas, fazem questão absoluta de dizer ” bom dia, obrigado e por favor” com correcção e a devida entoação.
Porquê? Porque é difícil para eles, e a língua portuguesa é uma língua bonita.
Os estrangeiros que melhor entoam e falam a língua portuguesa, são os Ucranianos, os Ingleses estão a ficar muito bem e os Franceses nem fazem um esforço. Nuestros hermanos é o de sempre, nós percebemos tudo o que eles dizem. Eles não entendem nada, ferrenhos e teimosos.
Ora então muito bom dia, até a uma próxima vez.
Foi um gosto estar a comunicar convosco.


