Habemus Papam: Leão XlV

Habemus Papam, (em português: “Temos um Papa”) cujo nome escolhido é Leão XlV.

“A paz esteja convosco”, foi esta a primeira frase do Papa, dirigida aos presentes.

A palavra paz foi a mais citada, pelo novo Papa Leão XlV.

Falou de uma verdadeira paz desarmada e desarmante.

Este foi o nome escolhido pelo cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, de 69 anos.

Pertence à Ordem de Santo Agostinho, que está vocacionada para a doutrina social da Igreja.

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Ele é o primeiro Papa agostiniano da história, o primeiro nascido nos Estados Unidos e o segundo Papa do continente americano.

Prevost nasceu em Chicago, em 1955, ingressou na Ordem de Santo Agostinho em 1977, foi ordenado sacerdote em 1982.

“Habemus Papam” é a palavra chave na eleição do Papa.

O anúncio é feito da varanda central da Basílica de São Pedro no Vaticano, Roma.

Após o anúncio, o novo papa é apresentado ao povo e dá a sua primeira bênção Urbi et Orbi.

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Urbi et Orbi (“à cidade de Roma e ao mundo”) é uma bênção também usual na Páscoa e Natal, dirigida pelo Papa ao público na Praça de São Pedro.

Como é costume, após o fumo branco, uma multidão aplaudiu, e ouviu as primeiras palavras do novo Sumo Pontífice.

Leão XlV trabalhou no Peru de 1985 a 1986 e de 1988 a 1998 como pároco, funcionário diocesano, professor de seminário e administrador. Passou os anos de 1987 a 1988 e de 1998 a 2001 nos Estados Unidos, radicado em Chicago, sua cidade natal, e trabalhou na ordem agostiniana.

O Papa Leão XlV falou da paz, da justiça, de construir pontes através do diálogo.

O Papa anterior com o mesmo nome  foi Leão Xlll, que criou a “Rerum Novarum”: em português, “Das Coisas Novas” sobre a condição de trabalho dos operários.

Era uma carta aberta a todos os bispos, sobre as condições das classes trabalhadoras.

Leão XIV também fez referência à Virgem do Rosário de Pompeia, que se celebra a 8 de Maio, exactamente o dia da sua eleição. Esta referência ao Santuário de Pompeia, pelo Papa Leão XIV, não foi casual. Dia 8 de Maio, é o dia da Súplica à Nossa Senhora do Rosário. E é esta ligação mariana da igreja, que une Leão XIV, Leão XIII e Francisco.

“Que a Virgem de Pompeia nos guie no caminho da paz.” Esta referência do novo Papa estava carregada de simbolismo. Nossa Senhora do Rosário de Pompeia liga Leão XIV ao anterior Papa Leão XIII, a quem foi buscar o nome 147 anos depois, ao Papa Francisco e à devoção mariana. E o santuário, perto das ruínas arqueológicas destruídas pelo Vesúvio, é um dos maiores centros de peregrinação da Igreja Católica.

Mas há mais coincidências.

A mesma  data está a ser interpretada como um sinal, estabelecendo um elo entre o novo pontificado e a Virgem do Rosário. Assim como a continuação da devoção mariana, que vem de João Paulo II e Francisco.

Este Santuário Mariano foi fundado no século XIX por Bartolo Longo, um advogado que, após uma juventude conturbada, converteu-se ao catolicismo e dedicou a sua vida à promoção do Rosário e à caridade. Construiu, a partir de 1876, o santuário em Pompeia, então uma região rural empobrecida, não apenas como templo de oração, mas como centro de caridade social, com escolas e orfanatos.

A imagem central do santuário representa a Virgem Maria entregando o Rosário a São Domingos e a Santa Catarina de Sena. Esta pintura foi inicialmente desvalorizada e danificada, mas Bartolo Longo mandou restaurá-la.

Em pouco tempo, milhares de peregrinos começaram a visitar o local, atraídos pela devoção e pelos relatos de milagres.

Bartolo Longo foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1980, sendo reconhecido como o “apóstolo do Rosário”.

Os milagres e curas têm a ver com a imagem central do santuário que é tida como milagrosa. São atribuídas inúmeras curas e graças espirituais, relatadas desde o século XIX até aos dias de hoje.

Num dos milagres segundo a própria família, Nossa Senhora apareceu à miraculada dizendo: “Quem quiser graças, peça-mas por meio do Rosário.” Pouco depois, a jovem ficou completamente curada. O caso teve enorme impacto na difusão da devoção.

Tambem nos períodos da I  e da II Guerra Mundial, foram relatados milagres relacionados com o Rosário: soldados protegidos em batalhas, casas poupadas a bombardeamentos e reconciliações familiares atribuídas à Virgem de Pompeia.

O Papa Leão XIII (pontificado de 1878 a 1903),  ficou conhecido como o “Papa do Rosário”, foi um grande promotor da devoção a Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Durante o seu pontificado, escreveu 11 encíclicas sobre o Rosário, destacando-o como uma poderosa arma espiritual.

Em 1887, a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia foi coroada com um diadema abençoado pelo Papa Leão XIII, um gesto que simboliza o reconhecimento da devoção mariana em Pompeia.

E em 4 de maio de 1901, Leão XIII elevou o Santuário de Pompeia à dignidade de Basílica Pontifícia, destacando a sua importância espiritual e pastoral.

Francisco e o Rosário de Pompeia.

Em março de 2015, o Papa Francisco visitou pessoalmente o Santuário de Pompeia. Rezou em silêncio diante da imagem e pediu aos fiéis que não abandonassem a oração simples e profunda do Rosário. Considerava-o um instrumento de evangelização acessível a todos.

Em 2024, por ocasião dos 150 anos da chegada da imagem de Nossa Senhora a Pompeia, Francisco enviou uma carta especial ao delegado pontifício do santuário. Afirmava que o Rosário é uma “escola de santidade ao alcance de todos” e encorajou a continuidade da caridade iniciada por Bartolo Longo.

Francisco também destacou o papel social do Santuário como “um farol de fé no meio das tribulações do mundo”. “Que esta devoção continue a florescer, guiando os fiéis no caminho da fé e da caridade”, disse.

Curiosamente o novo Papa a determinada altura, rezou uma avé maria, como quem se entrega nas mãos de Nossa Senhora.

A nossa mensagem de Fátima, não se afasta em nada, desta devoção mariana da recitação do Rosário.

Quem acredita no Espírito Santo, entende a eleição de um Papa americano, para enfrentar um outro americano, quando de facto se deseja uma paz mundial duradoura, através de um diálogo que constrói pontes.

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