As Presidências demonstraram deixar passar para não complicar

Por vezes, as Presidências demonstraram deixar passar para não complicar. Isso prejudica muito mais quem espera progresso do que todos imaginamos.

Com a nova Presidência da República nasce uma esperança para o futuro dos portugueses.

Não se trata de desvalorizar o que anteriormente foi realizado pois todos sabemos que a presidência tem um papel muito mais disciplinador do que realizador. Todos os concorrentes ao lugar prometeram dar mundos e fundos aos cidadãos, mas na verdade eles não o podem fazer.

Por isso, a esperança que todos pretendemos está nesse tal sentido disciplinador para que consiga obrigar a corrigir erros antigos ou até a promover resoluções governamentais que ele sinta como boas para todos nós.

Um país letrado é um país evoluído, e se há alguma coisa que tem sido abandonada e até maltratada, é a cultura.

Claro que todos aqueles que pretendem uma vida melhor considerando a sua cultura e os seus conhecimentos profissionais merecedores de mais respeito e melhores remunerações, acaba por sair do país.

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Manso Preto

Quem ganha com tudo isso são os povos dos outros locais para onde eles se deslocam.

Recebem gente altamente preparada sem terem que pagar o quanto eles nos custaram.

E depois o que acontece? Ficam por aqui aqueles que não se importam com o futuro, defensores do “Carpe Diem”, que as pessoas entendem como “aproveita o momento e esquece o futuro…”.

Trata-se de uma frase do poema latino Horácio que apenas diz: “colha o dia ou aproveite o momento”. Isto porque quando aparecia o exército romano pouca gente escapava com vida. Mais corretamente, talvez pretendesse dizer-lhes para aproveitarem o dia enquanto estavam vivos porque o de amanhã não sabem como será.

Isto, a propósito da restante juventude para quem uma casa para viver, um carro do último modelo ou a roupa da moda são a sua cultura.

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Para eles, a religião não é Deus nem a natureza, mas sim: as redes sociais, a televisão ou ainda a rádio, porque os livros ou os jornais não! Mais próximo do céu estarão talvez os telemóveis porque sem eles, não conseguem viver.

Esquecem que as estradas, os hospitais, as escolas e até as reformas que aguardam como um sonho, tudo isso foi construído pelos velhotes. Com muitas lutas e sacrifícios tais como: as guerras, a ditadura ou a banca rôta que passou por cá mais do que uma vez e que eles nunca experimentaram.

A nossa classe média, tão maltratada, já não consegue muito mais do que uma procura atenta nos supermercados mais económicos ou um bom jogo de futebol.

A justiça é para esquecer, o tempo perdido para editar as leis que temos foi substituído pela “Lei do mais forte.” Voltamos ao “Carpe Diem”, vamos vivendo o dia de hoje porque o de amanhã pode nem chegar.

Devemos ter cuidado com a escolha da Presidência: é que os responsáveis dos maiores países e mais fortes do Globo estão exatamente a proceder de acordo com a “Lei do mais forte.”

É o tal perigo eminente que se pode transformar numa catástrofe consequente.

Até o nosso pobre “cantinho à beira mar plantado,” pode ser cobiçado por essa gente e devemos estar preparados para tal situação.

Tenhamos esperança!…

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