BE em pré-campanha no Alto Minho

Comunicado de Imprensa
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No passado domingo, 27 de abril, a candidatura do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo promoveu uma sessão de conversa na Porta XIII, em Vila Nova de Cerveira, com a presença de Catarina Martins e da cabeça de lista Adriana Temporão.

Perante uma sala cheia, Adriana Temporão apresentou algumas das problemáticas mais prementes do Alto Minho, como por exemplo, a mobilidade. Foi defendida a criação de uma rede de transportes regional, articulada e integrada com as redes municipais e de valorizar a ferrovia e a Linha do Minho com o centro de mobilidade regional.

Na área da saúde, discutiu-se a situação do serviço de Imagiologia da ULSAM, atualmente gerido por privados. O Bloco defende a sua internalização, garantindo maior controlo público e qualidade de serviço. Propôs-se ainda a descentralização de algumas consultas de especialidade para os Centros de Saúde, como resposta à escassez de transportes públicos para a capital de distrito.

Catarina Martins apresentou os três pilares fundamentais desta campanha: habitação, taxar os milionários e condições laborais para os trabalhadores por turnos. Destacou-se a necessidade de regulação do mercado da habitação, problema grave em concelhos como Monção, que registou o maior aumento de rendas do país, com um crescimento superior a 44%. Sublinhou-se também a urgência de taxar os milionários que continuam a fugir às suas obrigações fiscais em Portugal. Foi reforçada a prioridade em defender os direitos dos trabalhadores por turnos. Portugal é um dos países da Europa onde mais se trabalha e com salários mais baixos, o que exige uma resposta firme por parte das políticas públicas.

A sessão contou com a participação ativa do público, que partilhou opiniões e preocupações sobre os temas debatidos. Discutiu-se ainda a importância da utilidade do voto e a forma como cada voto conta — não apenas para eleger, mas também para dar força e continuidade a projetos políticos, sendo o voto no Bloco o voto que nunca falha. Houve ainda tempo para refletir sobre o crescimento da extrema-direita, sobretudo entre os jovens, e sobre a urgência de a Esquerda encontrar formas mais eficazes de comunicar e mobilizar pessoas para as suas causas.

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BE EM PAREDES DE COURA#

Na passada quinta-feira, 24 de abril, a candidatura do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo reuniu-se com o Grupo Desportivo de Castanheira, em Paredes de Coura. A comitiva contou com a presença das candidatas Adriana Temporão e Ana Forte, que, para além de se reunirem com a direção do clube, conversaram com as atletas da equipa sénior e assistiram a um treino.

Durante o encontro, foi partilhada a história deste projeto dedicado exclusivamente ao desporto feminino, que já conta com 24 épocas de atividade com a equipa sénior. Atualmente, o clube conta com 60 atletas federadas, distribuídas por cinco escalões, com idades entre os 7 e os 42 anos. As atletas destacaram o convívio intergeracional como um dos principais fatores de motivação para as mais jovens, que se sentem representadas pelas colegas mais velhas.

Um dos maiores problemas que este projeto enfrenta é o transporte, uma vez que apenas possuem uma carrinha para transportar as atletas para os jogos fora do concelho. No caso das camadas mais jovens, dependem em larga medida dos pais das atletas.

O direito à prática desportiva está consagrado na Constituição da República Portuguesa e, por isso, apresenta-se como um dos pilares das obrigações do Estado para com os cidadãos e cidadãs. O desporto é um instrumento de inclusão social, tendo um papel importantíssimo na coesão territorial e no combate ao abandono das zonas de baixa densidade populacional. Deve, por isso, ser encarado como um serviço que o Estado, através de diferentes vertentes, deve proporcionar a todas as pessoas, independentemente da sua idade, género, condição social, territorial, económica.

O Bloco propõe um programa de reforço orçamental das políticas públicas desportivas, que inclui: aumento do apoio financeiro e material a federações com menos recursos, por exemplo, para o transporte; reabilitação e criação de infraestruturas desportivas para usufruto da comunidade e apoio a clubes e atletas com menor capacidade financeira.

VISITA À METHAMORPHYS#

No passado dia 29 de abril, a candidatura do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo reuniu com a associação Methamorphys, uma entidade que tem vindo a desempenhar um papel fundamental no apoio a pessoas em situação de sem-abrigo e em vulnerabilidade social no distrito.
A associação gere uma casa abrigo, o Casulo, com capacidade para 9 quartos, cada um com 2 camas, acolhendo atualmente 16 utentes. A permanência média é de cerca de um ano, sendo a faixa etária predominante entre os 40 e os 50 anos.

Muitos dos utentes são pessoas em situação de sem-abrigo de longa duração, mas tem-se verificado um aumento da procura por parte de migrantes que ficaram sem trabalho e de jovens com problemas de saúde mental.
A Methamorphys tem ainda uma equipa de rua, centrada na prevenção e proximidade, que em junho celebra dois anos de atividade. O próximo passo da associação é a criação de uma equipa de acompanhamento para apoiar os utentes após a sua saída da casa abrigo, com o objetivo de garantir uma integração a longo prazo na comunidade.

Os principais desafios identificados são:
A dificuldade de acesso à habitação, devido à exigência de rendas adiantadas e fiadores, o que se torna praticamente impossível para pessoas sem retaguarda familiar;
A existência de uma lista de espera com 26 pessoas, refletindo a elevada procura por este tipo de apoio;
Problemas com os transportes, que dificultam o acesso aos serviços, trabalho e à reintegração;
A burocracia dos processos de apoio social;
A necessidade de respostas sociais diferentes e atípicas, adaptadas à realidade das pessoas em situação de exclusão.

A associação defende o modelo Housing First, que parte do princípio de que o acesso à habitação é o primeiro passo fundamental para a recuperação e reinserção social, e apela a uma maior abertura  institucional para pensar em conjunto soluções não padronizadas e que respondam de forma mais eficaz às realidades diversas da exclusão social.
Uma das propostas do Bloco visa reforçar a Estratégia Nacional de Integração das Pessoas Sem-Abrigo através da implementação do programa “Housing First”, em linha com as propostas da associação, e pretende abranger todos os casos identificados em quatro anos. Defende também a suspensão dos despejos até que exista alternativa habitacional e apoio social. Para imigrantes e refugiados, propõe-se o combate à discriminação no acesso à habitação e a criação de soluções estáveis de acolhimento que promovam progressivamente a sua autonomia pessoal e familiar.

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