BICADAS DO MEU APARO: Democratas e filhos do Estado Novo

 

 

 

Como bem se sabe, a Monarquia criou a República em Portugal. Esta, criou o Estado Novo de Salazar/Marcelo e estes criaram os democratas em 25 de Abril/74.

A Monarquia não foi, de todo, negativa. Portugal teve Reis inteligentes, destemidos, heróis, governantes que souberam defender a Nação. Outros, foram aventureiros, incompetentes, madraços e arrogantes.

GOSTA DESTE CONTEÚDO?
Manso Preto

A primeira República foi desonesta: oportunista, ladra, amiga da pança, dos compadres e seus familiares e, sobretudo, foi uma República de anarquistas. O povo foi, simplesmente ostracizado e até aperfeiçoaram, para pior, a censura em Portugal.

Esta gente, pois claro, tiveram de matar o Rei e o príncipe herdeiro, mas a Maçonaria que conte como foi.

O Estado Novo surge da fome, da anarquia existente, da pobreza total e com o argumento de que é preciso disciplina no país e produção, Salazar fecha o bico ao povo com a P.I.D.E. e mantém a pobreza, o atraso social e nada aprendendo com a guerra civil de Espanha.

Pelo que, só certas individualidades cresciam na sociedade e certos empresários mandavam no país. Salazar e Marcelo Caetano não tiveram luz nem sabedoria para resolver o problema das ex-colónias portuguesas. E os militares milicianos é que pagaram a factura com o sangue derramado entre o capim africano.

Assim, é o Estado Novo que é, inocentemente, obrigado a fazer nascer o 25 do quatro. Que dá revolucionários mimados, distinguidos na sociedade, no ensino, nos melhores empregos e negócios, fazendo-se então, de há cinquenta anos até à data, os democratas que, mais não são, os filhos do Estado Novo.

PUB

É evidente que tivemos lutadores contra Salazar desde a primeira hora. Mas estes lutadores, todos tiveram os privilégios do Estado Novo, todos se formaram e nunca se confirmou que lutavam pelo bem do povo, mas sim pelos interesses e sede de poder.

Daí, termos os políticos que temos: com as devidas e ínfimas excepções, todos são um zero-à-esquerda. Se podemos dizer que o Portugal de 1975 para cá nada tem que ver com o anteriormente existente, podemos dizer também – pelo menos eu digo-o – que continuamos com políticos mimados, que não sabem de como vai este país; nunca nada fizeram de sólido; inexperientes e inocentes e porque apenas trabalham para os seus reais interesses, isto é, procuram dinheiro fácil, mesmo que saibam que os pobres se alimentam de fome, que tantos têm como casa as estrelas-à-vista e que a segurança de pessoas e bens nunca foi tão débil.

Pensemos na segurança dos empregos. Como podem programar a vida as famílias sem segurança económica? Como podem tantos milhares de casais pagar uma renda da casa ou um empréstimo para compra de casa? Como podem estar doentes os utentes que têm de recorrer aos serviços de saúde? Quem são as famílias que podem ter filhos a estudar longe da casa? Quantos são os portugueses que acreditam nestes políticos partidários que temos?

Na Alemanha, um político para servir na política, tem, em primeiríssimo lugar, de ser um competente profissional. Tem de passar pela comissão de trabalhadores, de passar pela comissão de moradores e de ser um ás da vida sindical. Com provas dadas, conhecido pelo seu trabalho e de lutador pelo bem-comum, são os partidos que o buscam e lhe oferecem uma carreira política.

Em Portugal – salvo uma ou outra excepção – os filiados no partido já são políticos e para tal lhes basta que sejam bem-falantes, invejosos e sem escrúpulos, pois claro!

Iremos para eleições legislativas a 18 de Maio deste ano de 2025. Porquê? Porque a inveja, a ganância e a acção maçónica, mandam. Não é o povo que se pretende servir. Não é a paz social, a fome, as barracas e o bem de Portugal que se pretende resolver. Esta gente, estes políticos-de-ocasião ainda têm outro defeito: nem as migalhas que caem das suas abastadas mesas as dão aos esfomeados.

Mas irão todos dizer, que a queda de Luís Montenegro tinha de se dar. Irão mergulhar no pântano/pantanoso do maldizer: incompetência, oportunismo e falta de transparência montenegrina; irão defender a castração dos pedófilos, a pena de morte e o lançamento ao mar dos imigrantes que nos servem; irão defender a guerra da Rússia contra a Ucrânia e o aumento da distribuição sem produção. Falarem de como resolverão os graves problemas do país, não é preciso. Os problemas resolvem-se enchendo eles os bolsos e engordando as suas contas bancárias.

A campanha já começou. O Pântano em que chafurdarão está à vista e mais uma vez concluiremos que estes democratas não passam mesmo de filhos do apodrecido Estado Novo: nada são, nada sabem.

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)

 

* O autor não segue o acordo ortográfico de 1990

  Partilhar este artigo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *