
Vamos votar, neste dia 18 de Maio de 2025, para as eleições legislativas, pelo que, ainda decorre a respectiva campanha, com mira à caça dos votos que indicarão a vontade dos eleitores.
Esta campanha, estas eleições, ocorrem contra a vontade dos portugueses. Os eleitores estão saturados da agitação política, das mentiras com fedor a normose, dos que querem tachos e que pugnam por vestir segundo Paris ou Londres. Isto é, querem dinheiro sem suor e sem custos.
Esta campanha eleitoral tem sido como viver numa estrebaria: cheira a bedum. Os protagonistas não informam, não dizem como resolver os problemas do povo, tudo manhosamente prometem e ocupam o tempo a dizerem mal uns dos outros. Que os seus adversários “são incompetentes”; que “são mentirosos”, que “são corruptos”, etc.
Se todos são incompetentes, mentirosos, corruptos, etc., como pode o povo ir votar, como pode o povo escolher quem o represente, se, nenhum deles vale nada?
Na verdade, ninguém vislumbra nesta nossa classe política, sentido de Estado. Ninguém se apresenta com a linguagem e com promessas banhadas do sentido de Estado. Todos, absolutamente todos, utilizam a normose da política, ou passam o tempo normoticamente falando. Não são capazes de ser diferentes do que é normal, banal.
Nesta campanha eleitoral/2025, a mentira tem sido o pão-de-ló dado aos portugueses. Apenas um exemplo da mentira ou do esquecimento de práticas políticas: o candidato a Primeiro Ministro dos socialistas fez há dias a seguinte afirmação: “quando é a AD a governar, a forma de lidar com a crise é cortar nos salários, nas pensões, nas despesas sociais. Foi o que fizeram quando tiveram a última crise orçamental”.
Ora este candidato, ou não é sério, ou está esquecido, ou pratica a normose da política.
PUBEste candidato socialista a Primeiro Ministro, que garantias dá a Portugal, quanto a seriedade, a possuir boa memória ou a ser diferente de outros que o antecederam e a quem bem conheceu?
Quem, em Portugal, afirmou que era preciso “apertar o cinto”? Não foi o socialista Mário Soares, na crise que o próprio ajudou a construir? Quem afirmou que Salazar “acumulou 900 toneladas de ouro nos cofres do Estado”, enquanto o povo passava fome”? Não foram Mário Soares, Álvaro Cunhal e o “companheiro” Vasco, que gastaram/penhoraram as toneladas de ouro salazaristas? Quem chamou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 1977/1983, para pagar e ensinar a resolver crise socialista? Não foi Mário Soares? Quem afirmou ter de se meter o “socialismo na gaveta”, devido à crise desse Governo socialista? Não foi Mário Soares?
O candidato socialista a Primeiro Ministro de Portugal, não tem memória de elefante e opta por normoticamente falar!
É a AD, afirmou o referido candidato socialista, que corta “salários e pensões”, em tempos de crise!
Quem cortou 50% do subsídio de férias e de Natal aos trabalhadores e pensionistas em 1911? Não foi José Sócrates? Não foi este senhor que pôs o país de “tanga”, como afirmou Durão Barroso? Quem se demitiu, nos tempos de crise de continuar a governar? Não foram os socialistas do “socialismo na gaveta”?
É claro e sabido, que quando Sócrates perdeu as eleições para Pedro Passos Coelho, este deu continuidade aos cortes dos pensionistas, porque, nunca lhe passou pela cabeça que o Estado estava na ruína deixada e a Troyca, chamada por Sócrates para socorrer Portugal, veio pôr os pontos nos is: Cortar, cortar e Ângela Merkel foi a primeira conselheira de Passos Coelho. Têm de cortar, ou fora da bouça!
Continuando a mentir, a fazer demagogia, António Costa faz um golpe eleitoral, isto é, desrespeitou a vontade da maioria dos eleitores – que deram a maioria a Passos Coelho – derruba-lhe o Governo e cria a “geringonça”, sem bases na democracia. E quem deu continuidade aos cortes de Passos Coelho, iniciados por Sócrates? Não foi António Costa? Quem afirmou que iria “mudar a página” e que harmoniosamente repunha os cortes dos salários e pensões, mas que não cumpriu? Não foi o “socialismo na gaveta?”
Abraços e beijinhos na campanha é que dá dinheiro! Então, afirma-se o ridículo, ignora-se o respeito e ofende-se os adversários políticos, a liberdade de expressão ultrapassa tudo que é injusto e ética democrática. E o povo, hipnotizado ou inocente, lá caminha – como carneiros-em-manada – ao lado desses matraquilhos da política, que nada fazem, nada dizem e que muito manhosos são.
(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990).



