«Um passado mal planeado que está a comprometer o futuro de Ponte da Barca» – acusa o Engenheiro Civil que é candidato pelo Partido de André Ventura à Câmara Municipal de Ponte da Barca.
«Um dos maiores erros de planeamento urbano da última década em Ponte da Barca», segundo Bruno Pereira, foi a instalação do Parque Empresarial Rodo II junto ao acesso ao quartel dos Bombeiros Voluntários, «numa das duas únicas zonas viáveis para a expansão ordenada da vila».
Ponte da Barca, «pela sua localização geográfica entre rios, zonas protegidas e terrenos com relevo acidentado, tem limitações naturais que reduzem drasticamente as áreas disponíveis para o crescimento urbano planeado» – acusa o jovem quadro de uma das maiores empresas de construção civil – que refere que «ainda assim, em vez de se preservar esta zona estratégica para habitação, equipamentos sociais, escolas ou serviços públicos, o atual executivo decidiu ocupá-la com uma zona industrial».
Esta decisão, refere ao MINHO DIGITAL revela «falta de visão a longo prazo e um claro desrespeito pelas necessidades futuras da vila. E aquilo que antes era uma posição isolada, hoje começa a ganhar eco: são cada vez mais as vozes, de diferentes setores da sociedade barquense, que reconhecem o erro. O espaço urbano está saturado, a procura por habitação cresce, e a vila encontra-se cada vez mais “sufocada” por uma ocupação industrial mal posicionada».
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As «consequências visíveis»
desta «má decisão», segundo evidencia, revela:
- Congestionamento da entrada nascente da vila, zona crítica para bombeiros, escolas e circulação de residentes;
- Bloqueio de um dos poucos espaços planos e urbanos disponíveis para expansão;
- Conflito entre funções urbanas (indústria, habitação, serviços e segurança civil);
- Redução da qualidade de vida e da atratividade residencial da vila;
- Desvalorização do potencial turístico e paisagístico da zona envolvente.
A alternativa estratégica: um verdadeiro polo de desenvolvimento em Lavradas
PUBO CHEGA e Bruno Pereira «não se limitam à crítica — apresentam soluções realistas, sustentáveis e com visão de futuro». A proposta é criar uma nova zona industrial e tecnológica na freguesia de Lavradas, «aproveitando o seu potencial territorial e estratégico».
Lavradas reúne, assegura, as condições ideais para acolher este investimento, nomeadamente:
- Maior disponibilidade de terreno e liberdade de expansão;
- Acesso direto à EN203 e à nova rotunda, com ligações facilitadas a grandes destinos.
- Condições ideais para um parque empresarial moderno, atrativo para empresas inovadoras e ambientalmente responsáveis.
Esta nova localização permitiria descentralizar o desenvolvimento económico, dinamizando a região sem sacrificar a vila e abrindo novas oportunidades em zonas menos valorizadas do concelho.
PUB«Com esta mudança, Ponte da Barca só teria a ganhar»
- Libertação de espaço na vila para habitação, serviços públicos e equipamentos coletivos;
- Redução da pressão urbanística e melhoria da mobilidade;
- Criação de emprego qualificado e atração de investimento;
- Valorização equilibrada do território, promovendo a coesão entre freguesias;
- Um modelo de desenvolvimento urbano mais sustentável, justo e planeado.
«Crescer sim, mas com inteligência»
Desenvolver um concelho «não significa ocupar terrenos aleatoriamente. Significa saber onde, como e para quê construir».
Com o «crescimento do concelho e a pressão demográfica que se avizinha», critica Bruno Pereira, «não podemos continuar a permitir erros que comprometem décadas de desenvolvimento. Ponte da Barca precisa de uma nova abordagem: planeada, equilibrada e centrada nas pessoas».
É por isso que, sublinha o candidato do CHEGA à presidência da autarquia de Ponte da Barca, defende esta alternativa. «Cada vez mais os barquenses reconhecem que temos razão quando dizemos que a zona industrial nunca deveria ter sido instalada onde está. E é por isso que estamos prontos para corrigir o erro — com coragem, responsabilidade e visão». E sentenciam: «Vamos mudar e melhorar Ponte da Barca».













